Red Dead Redemption [2010]

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Western do bom, em versão sandbox. Será que temos clássico?”

Esta foi a questão que levantei ao avançar para o jogo, e antes de me alongar pelas impressões que tirei sobre o mesmo, devo fazer um pequeno aparte para revelar que não gosto muito dos jogos da Rockstar, e quando refiro o historial desta equipa de produção, lembro-me logo de Grand Theft Auto o qual detesto. Só que o facto deste jogo ter tido tão boas criticas pela imprensa especializada e ter como temática algo que sempre me fascinou no mundo cinematográfico, decidi dar uma oportunidade e experimentar aquele que segundo a minha opinião foi o vice-campeão do titulo de GOTY 2010, apenas superado por Mass Effect 2.

Red Dead Redemption é um jogo de acção-aventura desenvolvido pela Rockstar San Diego, para a PlayStation 3 e Xbox 360, e é considerado o sucessor espiritual de jogo Red Dead Revolver. A maior parte da história ocorre nos inícios do século XX, mais concretamente durante o declínio do Velho Oeste Americano. Neste clima de guerrilha, tomamos o controlo de John Marston, um ex-criminoso, enquanto ele inicia a caça pelos antigos membros da sua antiga gang, sob pena de não poder salvar a sua família, entretanto sequestrada por membros do governo que os usa como forma de garantia obrigando a nossa personagem a cumprir uma serie de tarefas mais ou menos honradas, de modo a levar estas “intenções” do governo a bom porto. Acreditem quando vos digo que a história possui várias variantes, sendo algumas delas incrivelmente bem elaboradas e surpreendentes.

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Tal como maior parte do historial da Rockstar, Red Dead Redemption desenrola-se num mundo aberto, onde os jogadores podem interagir com uma enorme variedade de personagens, amigas e inimigas, cujas relações são influenciadas por um grande leque de missões que vão desde roubos, emboscadas, pedidos de assistência, encontros entre estranhos, tiroteios, perigosos ataques de animais silvestres, e também jogos de sorte/azar. Por conseguinte, estas missões possuem dois ou mais tipos solução, e mediante a decisão do jogador, estas acções vão alterando o medidor de honra e fama, sendo este medidor, um dos principais factores da dificuldade do jogo. Fica aqui a minha proposta de vos recomendar a terminar o jogo nas duas variantes de moral, para verem o quão diferente este fica mediante as vossa decisões.

Se só por isto, o jogador já teria material mais que suficiente para horas de jogo, devo revelar que a produtora não ficou por aqui nas novidades, pois um modo multiplayer foi adicionado ao jogo, e foi aqui que Red Dead Redemption ainda mais me convenceu a nomeá-lo um dos melhores do ano. O multiplayer deste jogo permite até 16 jogadores online, sendo que oferece duas variantes distintas. Na primeira, o jogador pode percorrer o enorme mundo do jogo apenas com o objectivo de medir forças com os adversários, seja num tiroteio a campo aberto, num jogo de BlackJack ou Poker, ou em missões cooperativas baseadas no modo singleplayer, ao passo que na segunda variante possuímos os já tradicionais modos Shootout, Hold Your Own (tradicional capture the flag), Grab the Bag e Gold Rush, sendo esta ultima variante o grande responsável pelas centenas de horas que já tive no jogo.

Graficamente temos um jogo bem conseguido, com modelos de personagens e cenários incrivelmente detalhados, sendo que pormenores deliciosos como o amanhecer/anoitecer, demonstram-nos o quão belo o jogo pode ser. Em termos sonoros, temos as já clássicas melodias da época, bastante bem elaboradas por sinal, embora aqui tenha que enaltecer a musica “Far Away” (entretanto eleita a “melhor música de um jogo” em 2010 nos VGA), que ficou-me gravada na memória, e que apresento-vos de seguida:

Em suma, temos aqui um jogo que possui bastante qualidade, e que é capaz de oferecer muitas horas de prazer a todo aquele que gostar de uma boa experiência. Devo confessar que se não fosse um amigo meu a “obrigar-me” a experimentar Red Dead Redemption possivelmente ainda hoje continuava com a mesma impressão acerca dos jogos da Rockstar, por isso recomendo que experimentem esta maravilha em forma de videojogo e vejam com os vossos próprios olhos tudo de bom o que esta industria nos oferece. Ah, e sim, temos clássico…

Positivo:
+ Cenários fantásticos, com muitos detalhes deliciosos
+ Fantástica banda sonora
+ Multiplayer exemplar
+ História excelente, com muitas surpresas e um final surpreendente…

Negativo:
– Nada a acrescentar

Sai do templ… do Pixelhunt com:

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