Acabei de Jogar… Planetside 2 | Chivalry: Medieval Warfare

multiplayer

Como muitos de vós sabem eu não jogo nem gosto de multiplayer. Normalmente (salvo raríssimas excepções como Left4Dead e Portal 2) jogo apenas o singleplayer e está a andar. E porquê? Basicamente não gosto de partilhar a experiência com pessoas que não conheço e quase sempre é uma enorme quebra de imersão ver pessoal aos saltos e a insultar enquanto tento desfrutar do mundo de jogo. Se um jogo não tem singleplayer normalmente nem o compro, fica de parte, claro que também há raras excepções como Team Fortress 2 e Day Z,mas mesmo esses não joguei assim tanto.

Esta introdução serve para mostrar a razão porque é tão especial o facto de ter jogado os dois próximos jogos, jogos exclusivamente multiplayer, um deles até é um MMO! Joguei pouco cada um deles (4 horinhas cada) por isso vejam isto como um first look dum gajo perdido num mundo que desconhece por completo, um mundo onde ele é obrigado a socializar! O mundo do multiplayer! Não esperem portanto classificações finais, não joguei o suficiente para o fazer.



Planetside 2 [2012]

planetside-2

O Steam tem tantas escolhas free 2 play que até parece mal nunca as experimentar, O problema é que são quase todos MMORPG que não são de todos do meu agrado. Mas há um que me despertou a curiosidade, Planetside 2. Os seus visuais e o facto de ser um FPS ajudou e muito a afastar aquele receio que normalmente os MMO me dão.

O primeiro grande entrave foi o registo. Por alguma razão dava sempre um erro ao criar uma nova conta (aparentemente era geral naquele dia) e dias mais tarde quando lá voltei o launcher não reconhecia a minha pass e user. Depois de muitas tentativas lá consegui entrar mas já não ia de bom humor. Depois da criação do meu avatar e de escolher a facção, sou lançado para dentro dum mundo gigantesco cheio de centenas e centenas de jogadores. “Hum… deixa-me ir ao tutorial. Hãã onde é que… onde é que está?”. Pois, não há seu grandessíssimo noob. Cabe ao jogador ir aprendendo por si próprio as regras e características de Planetside 2. Como podem adivinhar é esmagador entrar em num jogo destes  sem saber como as coisas funcionam, inicialmente não sabia para onde ir, o que fazer e… nem conseguia distinguir aliados de inimigos!

A primeira hora foi frustrante e foi necessária muita força de vontade para não desistir, mas a certo ponto quando conquistei uma base acompanhado com os meus camaradas de armas, consegui matar inimigos e coordenar movimentos as coisas fizeram um clique! A partir dai lentamente as coisas foram fazendo sentido e as duvidas iam-se tornando menos comuns. Posso dizer que nas poucas horas que passei por lá tive momentos de diversão, o que já é mais do que estava à espera.

Um dos meus receios em jogos multiplayer é a comunidade (fantasmas da horrível comunidade de Counter-Strike) mas fiquei deveras agradado com o que vi em Planetside 2, isso deve-se provavelmente ao enorme número de pessoas ligadas ao mesmo tempo, que retira aquele lado mais pessoal dos jogos tradicionais. Mesmo sem diálogo e comunicação directa, as dezenas de pessoas agiam como se duma entidade se tratasse, todas com o mesmo objectivo em mente.

O motor gráfico é poderoso e bastante impressionante tendo em conta a imensidão de terreno e de jogadores ligados ao mesmo tempo, infelizmente a direcção artística é completamente genérica e sem qualquer imaginação o que retira algum do brilho, já para nem falar das texturas de baixa resolução. Em termos de controlo é o normal num FPS o que ajudou à minha integração.

Gostei do que vi, como é free 2 play em principio voltarei lá para dar mais uns tiros, no entanto é normal que a médio prazo acabe por vir a perder o interesse.

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Chivalry: Medieval Warfare [2012]

chivalry

A segunda experiência multiplayer, Chivalry: Medieval Warfare, só foi possível graças ao free weekend no Steam deste passado fim-de-semana. Normalmente ignoro sempre estes free weekends mas como vinha da boa experiência de Planetside 2 e se falou tanto em Chivalry durante 2012, fui em frente, não perco nada em experimentar.

A primeira impressão foi bem mais positiva do que em Planetside 2, este não é um MMO, é um multiplayer tradicional, como tal não há necessidade de andar com registos e essas tretas. As boas impressões continuaram com um excelente tutorial que explica na perfeição o modelo de combate das diferentes classes e armas, como atacar, como defender e por ai fora. No tutorial já deu para notar algumas particularidades de Chivalry, em especial os baixos valores de produção, as animações são fraquitas, as colisões por vezes falham, os gráficos embora camuflados pelos efeitos do UE3 são medianos e por aí fora. É normal que assim seja porque a equipa da Torn Banner é pequena e vem do mundo dos mods. Tendo em conta isso Chivalry acabou por sair em bom estado.

Pois bem, terminado o tutorial está na hora de partir para a acção. Chegado ao terreno num mapa com mais de 40 jogadores o lag é enorme! Acabou por estragar a experiência, mas pior ainda foi a forma como eu fui completamente massacrado! No calor do momento torna-se muito complicado “dançar” com os inimigos. Digo dançar porque os combates corpo a corpo ganham-se acima de tudo com movimentos e tempo de reacção, o que num noob como eu é para esquecer. Mas o bom destes free weekend é a torrente de milhares de noobs que estão ali pela primeira vez, isso tornou o meu crescimento bem mais suave e rápido do que se o tivesse feito contra jogadores experientes. E ai sim é incrivelmente gratificante entrar no meio de carnificinas. Chivalry é dos jogos mais brutais e viscerais que já joguei, cada golpe é duma violência sonora e visual impressionante, as decapitações e desmembramentos são constantes e os gritos mortais são grotescos. Mas há também o reverso da moeda, Chivalry é extremamente cómico, acontecem tantas situações completamente inesperadas que é difícil não sorrir.

Há uma série de diferentes desafios que mais ou menos se assemelham aos tradicionais deathmatch (sempre o meu favorito), team deathmatch, conquest, capture the flag e por aí fora, sempre com a ambiência medieval é claro. Gostei bastante dum modo (não me recordo do nome) em que cada equipa tem um objectivo, sendo que cada objectivo vai mudando de acordo com a fase de ataque, torna os combates muito dinâmicos. Agora par ao final já me estava a desenrascar e cheguei a ficar diversas vezes no top 3 em equipas de dezenas de jogadores o que para mim é bem bom!😀

Agora que terminou o free weekend fica a hipótese de o comprar futuramente, talvez o faça a baixo preço, mas é mais para o ter na minha colecção do que propriamente para voltar a jogar. Não é que não tenha gostado, mas daqui a uns meses já não me apetece voltar lá, digo eu.

Comments
One Response to “Acabei de Jogar… Planetside 2 | Chivalry: Medieval Warfare”
  1. Apesar das animações mais fraquitas (e da UE3 >:/), Chivalry parece-me ser um sucessor decente do Dark Messiah (claro que ia mencionar este jogo :D). Se conseguirem abrir o jogo a mods, ainda melhor.

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