Django Unchained – Django Libertado [2012]

Django-Unchained-Poster

Gosto muito dos filmes do Tarantino, estava portanto bastante expectante por este Django Unchained, especialmente depois de saber que ainda não é desta que ele fez um mau filme, a tal ponto que até está nomeado para o Oscar de melhor filme.

Como já vem sendo tradição, Tarantino aborda um diferente género a cada filme, desta vez o escolhido é o western, em especial o western spaguetti, podemos dizer que já vem tarde na medida em que ele já vem piscando o olho ao género durante muitos dos seus filmes anteriores. Embora partilhe o mesmo nome do clássico italiano dos anos 60 (o Franco Nero até tem um cameo) não pensem que seja um remake ou uma reimaginação, este é um filme completamente novo, apenas o nome do protagonista os liga.

E mesmo o protagonista é completamente diferente, aqui é negro e um veiculo perfeito para abordar as temáticas do racismo e da escravatura americana dos finais do séc. XIX. É importante falar desta particularidade porque Django Unchained nunca esfrega na cara do espectador de forma melodramática a questão da escravatura, fá-lo de forma respeitadora mas com a segurança suficiente para brincar e ironizar com o tema. Curiosamente o Django do Jamie Fox nem é a personagem mais interessante do filme, ele é completamente ofuscado pelos excêntricos Samuel Jackson, Di Caprio e Christoph Waltz (a meu ver os outros dois mereciam mais a nomeação, Schultz é o Landa no Oeste), não que isso seja necessariamente negativo, ele funciona como um auxiliar do espectador, quase que é a única pessoa normal no meio de tanta personagem louca e peculiar.

Tematicamente e visualmente podem esperar muita influencia dos filmes do Sergio Leone, no entanto é de estranhar que não apresente os clássicos duelos do cineasta italiano, tinha a certeza que iria haver um mexican standoff, mas estava bem enganado. O grande tiroteio do filme é tipicamente tarantino: violento, pouco convencional, sujo e muito sangrento.

Pessoalmente não acho o melhor filme do Tarantino, Pulp Fiction e Inglourious Basterds reinam supremos, mas não deixa de ser igualmente muito bom e acima de tudo uma excelente mistura entre cinema de entretenimento e artístico.

Originalmente de 2012, estreou em Portugal em 2013

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