Acabei de jogar… Anna | Offspring Fling! | Shank

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Enquanto espero pelos lançamentos de Março (Tomb Raider e Bioshock Infinite) e me decido que jogo de grandes dimensões me vou por a jogar até lá, despachei mais três indies que tinha por aqui no Steam. Os escolhidos desta vez foram mais uma vez jogos pequenitos que pudesse acabar num par de horas. Anna, uma aventura gráfica de terror, Offspring Fling! um puzzle platformer que recria a época dos 16bit e Shank um jogo de acção 2D dos criadores do recente e muito bem recebido Mark of the Ninja. Tudo jogos comprados em indie bundles, e assim estou com menos três jogos no backlog.



Anna [2012]

anna

Se me perguntarem onde arranjei Anna não sei bem o que responder. Acho que veio num dos vários indie bundles, não tenho a certeza. Maldito o dia em que o comprei.

Na verdade houve uma altura em que andei de olho em Anna, pelo que me parecia havia aqui traços e influencias de Amnesia: The Dark Descent, ou seja, uma aventura de terror na primeira pessoa e sem combate. E os visuais pareciam bem interessantes pelas poucas imagens disponíveis. Eu adoro aventuras gráficas, terror e gráficos pipi! Vamos lá a isto!

Bom… por onde começar… pode ser mesmo os gráficos. Por detrás das toneladas de bloom na primeira secção, esconde-se um jogo extremamente desequilibrado. Ao mesmo tempo que encontramos boas texturas e uma interessante iluminação dinâmica, vemos também modelações básicas, texturas de baixíssima resolução e uma gritante ausência de detalhes. Este é daqueles jogos que ao longe parecem bonito mas ao perto muda completamente de cara. Nota-se bem que é um produto independente (dum estúdio italiano) feito por meia dúzia de pessoas, é tudo muito barato.

Mas comigo os aspectos técnicos passam para segundo plano se o jogo em si for decente, e infelizmente Anna não é. Os seus controlos são lentos, a sua história tenta ser subtil e aberta mas na realidade é apenas vaga e suportada por uma terrível tradução e os seus puzzles são completamente ridículos e sem sentido lógico. Na verdade chegam a entrar no campo do surreal o que torna complicado aplicar lógica. A certo ponto simplesmente abandonei as tentativas de compreender aquilo e usem um walkthrough com todas as forças do meu ser.

Mas tendo uma breve duração de apenas 3 horas consegui arranjar a motivação para continuar e acabar, nem que fosse para tentar compreender a história. Há alguns aspectos redentores, especialmente na atmosfera opressiva da casa e num par de sustos que me apanharam desprevenido, mas a frustração causada por tudo o resto não me permite dar uma nota maior que esta.

Sai do templ… do Pixelhunt com:

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Offspring Fling! [2012]

offspring

Este veio na ultima edição do Humble Indie Bundle, era um dos que recebiamos posteriormente nas semanas seguintes. Conhecia-o dum dos vídeos do TotalBiscuit e pouco mais.

Basicamente Offspring Fling! é um puzzle platformer onde o objectivo é recolher todos os filhotes do protagonista (que parece o Pikachu) e levá-los para a saída. Em certos aspectos fez-me lembrar o Toki Tori que se bem se recordam detestei, mas felizmente Offspring Fling! é bem, bem melhor, tem muito mais charme e personalidade. É uma carta de amor aos jogos de 16bit, tudo desde os visuais, sons, controlos e até simplicidade poderia muito bem ter saído dos inícios dos anos 90 que ninguém ia estranhar.

Os seus 100 níveis terminam-se bem em apenas 3 horas, isto porque não são particularmente difíceis. O principal objectivo e dificuldade não é resolver os puzzles, mas fazê-lo no menor tempo possível (cada nível tem um tempo mínimo para atingir o estatuto de gold). Aí as coisas tornam-se bem mais desafiantes, mas felizmente nunca chega a ser frustrante porque os controlos são maravilhosos, precisos e “responsivos”, esta é uma área que muitos jogos retro actuais falham.

Não há muito mais a dizer, é um joguinho extremamente simples, curto e simpático. Acho que poderia arriscar mais nas estruturas dos puzzles mas de resto posso dizer que foi  fofinho e que gostei de jogar.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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Shank [2010]

shank

Já tinha o Shank há muito tempo ali parado à espera (também tenho a sequela) mas nunca surgiu a oportunidade para finalmente dar o salto. Não ajudou a experiência que tive com a demo na altura em que saiu, honestamente não tinha gostado muito do que tinha visto, o jogo parecia demasiado repetitivo e o combate não aparentava ter grande profundidade.

Agora que o terminei posso dizer que as minhas impressões da demo estavam… correctas. De facto Shank é extremamente repetitivo (em apenas 3 horas de jogo) já que passamos o tempo a fazer basicamente a mesma coisa: combater. E o combate não tem grande profundidade nem grande progressão já que os movimentos que dispomos no inicio são exactamente idênticos aos do final (para além de algumas armas novas). A sorte é que o combate é divertido q.b. e bastante intuitivo o que ajuda a pelo menos manter o interesse até final.

Por falar em interesse, a história não é propriamente uma ajuda. Basicamente é uma história de vingança a fazer lembrar o Kill Bill, aliás Shank está carregado de influências grindhouse que o Tarantino tanto gosta. Mas o destaque é mesmo o visual que a Klei Entertainement já é reconhecida, um 2D com excelentes animações intercalado por sequências animadas de boa qualidade a fazer lembrar as séries de animação de sábado de manha. Só que com mais, muito mais sangue😀

O facto de durar apenas 3 horas (há ainda um modo co-op que não joguei) ajuda e de que forma Shank, porque caso contrário uma pessoa sairia completamente cansada e frustrada de fazer constantemente a mesma coisa. Assim, no final das contas, Shank é um jogo mediano que ajuda a passar o tempo mas que rapidamente sairá da minha memória. Pode ser que a sequela seja melhor.

Sai do templ… do PixelHunt com:

Comments
2 Responses to “Acabei de jogar… Anna | Offspring Fling! | Shank”
  1. pimenta diz:

    Wait a- O Shank original tem co-op?
    My life is a lie! *dies*

    Falando a sério, estava sobre a impressão que o co-op era suposto ser a grande “inovação” da sequela, mas devo estar errado. No entanto, se não era essa a motivação para comprar o segundo sinceramente não me estou a lembrar do que possa ser, tal como o primeiro é divertido quanto basta mas em termos de variedade… Se tanto pareceu-me ter recebido um upgrade às animações, de resto não vi praticamente nada de novo.

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