Conta-me como jogavas – Parte 2

zapper

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Bem vindos à 2ª parte desta viagem nostálgica à minha (e calculo que à de muita de vós) infância. Na primeira parte foquei-me nos jogos que vinham com a minha Family Game, hoje vou acabar de falar desses mesmos jogos, metade deles são os famosos “jogos da pistola” onde tínhamos que usar a mítica zapper que raramente funcionava. 😀

Tal como na semana passada, colocarei os links para os jogos caso queiram jogar e recorda-los, infelizmente não sei como emular a zapper nos emuladores online onde costumo jogar o que é pena. Se como eu cresceram com estes tesourinhos relatem também as vossas memorias e experiências!

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Duck Hunt [1984]

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Nostalgia overload!

Ah… Duck Hunt, uma das estrelas desta geração muito por causa do infame cão que se ria de nós. Quantos de nós não disparamos contra ele por pura raiva? Entramos nos jogos que utilizavam a pistola zapper que sinceramente nunca achei que alguma vez tenha funcionado a 100%, mas era sem duvida uma fantástica experiência décadas antes das Wii, Move e essas tretas. No entanto a sua precisão não era das melhores e eu normalmente encostava a zapper à televisão para 100% de eficácia… mas mesmo assim às vezes falhava 😀 Mas à semelhança dos dois próximos jogos nunca perdi muito tempo a jogar por isso não tenho grandes recordações para além do raças do cão e da musica.

Infância estragada?

Não sei… Não sei como emular a zapper nos emuladores online, o que é pena. De qualquer das formas colocarei o link abaixo, se vocês conseguirem avisem-me. Mas deu para rever o cão, os patos e os sons, por alguma razão a musica e sons ficaram-me gravados na memória. Um aparte que já não me lembrava, Duck Hunt tem um segundo modo de jogo que foi muito fixe redescobrir, tiro aos pratos! Tive um momento Keanu Reeves quando vi lá o Clay Shooting, whoa! 😀 Os visuais envelheceram muito bem, é dos jogos mais bonitos, desconfio que assim seja por ter que renderizar apenas um cenário estático.

Veredicto: É um jogo feito apenas para suportar uma gimmick, é óbvio que está completamente ultrapassado.

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Wild Gunmen [1984]

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Nostalgia Overload!

O “jogo do cowboys”, pelo menos era assim que o chamava. Acho que era o meu favorito dos “jogos da pistola” nem tanto pelo jogo em si (eram duelos no velho oeste em que tínhamos que ser mais rápidos a disparar) mas pelos desafios que eu próprio fazia. Cada duelo tinha um temporizador e eu divertia-me a tentar disparar no menor tempo possível (com a pistola colada ao ecrã, claro :D). Mas não tenho muito mais recordações, como disse antes, não ligava muito a estes jogos da zapper.

Infância Estragada?

Também não consegui jogar através do emulador, mas foi tão bom recordar em especial a musica e os sons (FIRE!). É curioso que muita da nostalgia vem mais do som do que da imagem, não sei bem porquê. Para além do modo de jogo que falei há outro que já nem me lembrava onde temos que matar uma série de inimigos num cenário diferente, um saloon.

Veredicto: À semelhança do Duck Hunt foi feito a pensar numa guimick, não sei se hoje em dia seria relevante.

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Hogan’s Alley [1984]

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Nostalgia overload!

O terceiro e derradeiro “jogo da pistola” e o que menos gostava, ou melhor, o que menos jogava. Basicamente era tipo aqueles treinos de tiro ao alvo da policia onde colocam imagens de criminosos e inocentes e temos que acertar nos alvos correctos. Por alguma razão não lhe achava grande piada. Se bem me recordo havia dois modos de jogo, um onde apareciam três alvos alinhados e outro mais complexo onde os alvos surgiam num cenário citadino de forma aleatória (pelo menos acho que era aleatório).

Infância estragada?

Também não consegui jogar por causa da pistola, mas posso afirmar com toda a certeza que destes doze jogos que vinham com a consola, é o que menos recordações guardo. Gostei de rever os bonecos e da musica, mas para além disso não posso dizer muito mais. A minha infância não ficou estragada porque não guardava grande nostalgia.

Veredicto: É, à semelhança dos outros dois, uma relíquia do passado.

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Arkanoid [1986]

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Nostalgia overload!

Mais um clássico intemporal que de certa forma criou o seu próprio género. Sempre o vi como um filho bastardo de Tetris e Pong e à semelhança dos seus pais, Arkanoid herdou a simplicidade e os perfeitos controlos de ambos. É provavelmente o segundo jogo (depois do Super Mario Bros.) que mais jogava, que melhor sabia jogar e era também um dos preferidos da minha mãe. Foi sem duvida o que mais jogámos juntos no modo de 2 jogadores.

Assim de cabeça ainda de me lembro de quase todos os power up, o vermelho permitia dar tiros, o azul claro dava três bolas, o azul escuro aumentava o “pau”… (que na verdade é uma nave espacial 😀 ), o verde acho que colava a bola na nave, o rosa abria um portal para o próximo nível e o preto dava uma vida extra… ou então era ao contrario.

Infância estragada?

Nada! Continua divertido e extremamente simples. Mas este é daqueles que se joga melhor com um comando, os meus reflexos lentos ficam ainda mais a nu com o teclado 😀 Mas foi divertido recordar e cheguei ao terceiro nível logo na primeira tentativa o que não é nada mau. Relembrei-me dos bicharocos que apareciam dumas portas no topo de cada nível (tanta vez que tentei meter uma bola lá dentro em miúdo) e que são chaaatos!

Veredicto: Mantêm-se extremamente actual precisamente por causa da sua pureza e simplicidade. Hoje em dia ainda há jogos que seguem a mesma filosofia (se bem que com novas funcionalidades como o Shatter por exemplo).

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Mighty Bomb Jack [1986]

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Nostalgia overload!

Como já perceberam, todos nós cá em casa tínhamos um jogo “nosso” e Mighty Bomb Jack era o da minha imã… quer dizer acho que sim porque ela era a que menos se interessava por jogos (se bem que se redimiu anos mais tarde com jogos como Gabriel Knight 3, Theme Hospital e Shivers). Mas é neste jogo que tenho mais recordações em vê-la jogar.

Eu como não podia deixar de ser, também andava lá batido e muitas horas andei a controlar a abelha no antigo Egipto. Graças às cheats (acho que foi assim, duvido que o tenha passado de inicio ao fim) consegui derrotar o boss final e ver o final onde a pirâmide explodia! Um dos níveis que tenho mais presentes na memoria, era um em que a nossa abelha saia para fora da pirâmide para a rua! Até dava para escalar as paredes da pirâmide!

Infância Estragada?

Hum… mais ou menos. Honestamente não gostei lá muito de jogar hoje em dia, nem sei bem porquê. Mas Mighty Bomb Jack é um jogo surpreendentemente complexo para lá da sua fachada simplista. Tem montes de segredos, passagens secretas, em certas alturas apresenta uma não linearidade pouco vulgar na altura e os seus níveis variam entre scroll horizontal (para ambos os lados) e vertical (também para ambos os lados)! Mais surpreendente ainda é eu ainda saber onde se escondem alguns dos segredos!

Veredicto: Acho que se fosse lançado hoje em dia com alguns melhoramentos dentro do universo retro-indie, iria safar-se muito bem.

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Bomberman [1983]

bomberman

Nostalgia overload!

Outros dos clássicos intemporais mas que curiosamente nunca foi muito do meu agrado, está dentro do grupo dos “jogos de origem” que menos joguei (o que não invalida que tenha passado lá dezenas e dezenas de horas lol). Recordo que quase nunca iniciava o jogo sem cheats porque o inicio era muito lento e a propagação das explosões era mínima. Eu ia sempre para níveis avançados onde as explosões eram enormes e podia spammar bombas a torto e direito 😀 Tanta vez que morria nas minhas explosões ou ficava encurralado! Na altura sempre achei que o bomberman (o bonequito) era um velhote porque parecia que ele mancava e que tinha uma muleta (provavelmente não sabia como era a figura real dele). De resto não me recordo de muito mais coisas, sei que haviam uma moedas que surgiam no final dos níveis e tínhamos que descobrir uma porta (que eu chamava de guarda-fatos) para terminar cada um dos níveis.

Infância Estragada?

Nunca tive grande amor por Bomberman, mas de certa forma sim, as memórias eram bem melhores que a triste realidade. Muito lento e muito aborrecido. O inicio é realmente como me lembrava, chato, porque as explosões são minúsculas, é necessário desbloquear power up escondidos nas paredes. Mais uma vez gostei de recordar a parte sonora, gosto do pormenor da ligeira e subtil mudança do tom da musica quando se apanha um power up.

Veredicto: Esta versão envelheceu mal porque é muito lenta, mas as mecânicas continuam presentes nas versões recentes que continuam a ser lançadas hoje em dia.

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Termina aqui esta segunda parte do “Conta-me como jogavas” e também dos jogos que vinham embutidos na minha saudosa consola. Para a semana vamos entrar nos igualmente saudosos cartuchos ou (como lhe chamava) “cassetes”!

Comments
3 Responses to “Conta-me como jogavas – Parte 2”
  1. Boa noite, primeiro Parabéns!!! Embora um pouco atrasado a intenção é boa 🙂 E embora as visitas do blog possam não ser as melhores, acredito que ninguém fique indiferente após a visita. Desde que frequento o teu blog -julgo que seremos ambos novos, além de apaixonados por História- que a minha cultura sobre videojogos e sobretudo sobre o cenario INDIE melhorou imenso. Claro e nunca esquecer os pequenos momentos de nostalgia que já ninguém se lembra… lol 🙂

    E não esqueço as tuas críticas de Cinema, simples e com personalidade, que tenho sempre em conta na hora de optar pelo filme que quero ver. Isto tudo para te dizer MUITO OBRIGADO!

    Espero que o PixelHunt continue anos suficientes para o meu filhote também o poder ler, por isso tenta asegurar pelo menos os próximo 6 anos 😉

    Abraço, Carlos Neves.

    • Uau Carlos! Esta foi das melhores e mais calorosas mensagens que já recebi sobre o PixelHunt :’)

      Eu é que te agradeço (e a todos os leitores que são poucos mas fieis) por todo o apoio que me dão, mesmo que nem sempre possam expressa-lo directa e publicamente, o simples facto de virem cá já é importante para este espaço!

      Abraço! =)

  2. Álvaro diz:

    DuckHunt, Wildgunmen e o Bomberman fizeram-me jogar durantes horas. O Arkanoid é sempre bom mas nunca o jogava. Experimentei uma vez numa loja mas optei por um jogo das Tartarugas Ninja.

    Por causa do post perdi-me no Bomberman eheh

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