Conta-me como jogavas – Parte 4

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Chegamos à derradeira parte deste artigo onde recordo os jogos que me acompanharam durante a infância antes do meu primeiro PC. Na semana passada comecei a falar dos jogos em cartucho que me ofereciam ou que me emprestavam, esta semana terminarei a falar dos que menos jogava, porque não eram meus, ou não eram bem do meu agrado.

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Chip & Dale Rescue Rangers [1990]

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Nostalgia overload!

O jogo do Tico e Teco! Este é o melhor deste grupo, aliás em termos qualitativos é dos melhores de todos estes jogos que joguei, pelo menos na altura era dos que mais gostava. O que melhor me recordo era a sua extrema criatividade, o Tico e o Teco sendo esquilos são obviamente pequenos e era muito giro andar em cenários que basicamente eram objectos do dia a dia mas em ponto gigante, uma mistura entre Querida encolhi os miúdos e Micromachines! Muito bom! Certas partes até usavam uma física rudimentar para simular a força do vento oriundo de ventoinhas gigantes!

Infelizmente este foi-me emprestado por um colega da escola e não consegui ficar muito tempo com ele, mas foi o suficiente para marcar de forma profunda a minha infância, de tal forma que ainda me lembro de muita coisa. Eventualmente tive de o devolver e obriguei a minha mãe a ir à feira comprar um para mim, encontrei lá um cartucho com o Tico e Teco na capa mas…. não era o mesmo jogo! Era uma merda! Acho que chorei. Tentei encontrar essa versão rasca aí nos ROM’s mas (felizmente) não encontro.

Infância estragada?

Não, bem pelo contrario. Foi dos jogos deste lote que me despertou uma maior emoção ao redescobri-lo. O primeiro nível ainda está gravado na minha memoria e foi uma sensação incrível relembrar-me de tudo, os cães e ratos metálicos, as caixas onde podíamos nos esconder, os níveis e as formas criativas como estavam montados. Fantástico jogo.

Veredicto: Ainda actual dentro do género. Controlos perfeitos e mecânicas simples. Isto com um visual HD tipo Rayman: Origins seria uma prenda celestial.

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Sky Destroyer [1985]

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Nostalgia Overload!

Quando era puto tinha algumas paixões. Uma delas, talvez a maior, era aviões, especialmente aviões de combate. Sabia os Mig’s e o F’s todos de cor e andava sempre com cadernetas e modelos da Revell atrás. No entanto não tinha muitos jogos de aviões, na verdade só tinha um, este Sky Destroyer que se bem me lembro vinha num cartucho amarelo com vários jogos.

Não posso dizer que seja muito complexo, basicamente controlávamos um avião da  2ª guerra (parece-me um Zero japonês) e tínhamos que abater caças, bombardeiros e navios, tudo bastante básico. Talvez por isso não tenha passado muito tempo à volta disto. Do que melhor me recordo era ignorar os inimigos e andar a voar sozinho, a tentar fazer manobras  e razias no mar😀

Infância Estragada?

Heh… um pouco. Quer dizer, não guardei um carinho nostálgico pelo jogo, mas é bastante básico, não há muito a fazer para além de andar aos tiros. Os controlos são bastante bons e devo dizer que os visuais também não desiludem . De resto… não tenho muito a dizer, também só joguei uns 15 minutinhos.

Veredicto: Hoje em dia já não se fazem jogos de aviões em 2D, por alguma razão é.

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Battletoads [1991]

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Nostalgia overload!

Clássico intemporal da Rare, Battletoads tem fama de ser um dos jogos mais difíceis e originais da altura. A minha história com ele é bastante breve, o colega que me tinha emprestado o  Chip & Dale Rescue Rangers emprestou-me também este Battletoads, mas como devem imaginar passei mais tempo com o jogo dos esquilos.

Embora fosse um jogo de plataformas, o seu foco estava no combate, muito ao estilo do Teenage Mutant Ninja Turtles. Também tinha co-op, dava para usar objectos e embora fosse um side scroller, tinha um efeito de profundidade tipo o já referido jogo das tartarugas e Streets of Rage por exemplo.

Infância estragada?

Não, é um bom jogo e curiosamente recordo-me perfeitamente dos dois primeiros níveis, quase de cor e salteado o que é impressionante para um jogo que teve tão pouco tempo nas minhas mãos. Os controlos são bastante bons, mas o que mais gostei de ver agora são os pequenos detalhes, especialmente na animação, que na altura eram bastante raros. Os sapos têm uma forte personalidade que é transmitida precisamente por todos esses pequenos detalhes. Tem uma intro do caraças!

E sim, é difícil, já não tenho mãos e paciência para isto😀

Veredicto: Agora que falamos nisto é curioso que não há novas versões de Battletoads, mas no estado em que a Rare está… se calhar… é melhor não.

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Jurassic Park [1993]

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Nostalgia overload!

Mais um jogo emprestado, este nem sei bem por quem. Durante a febre Jurassic Park posso-me orgulhar por ter sido a única criança que passou incólume a toda a histeria. Todos os meus colegas queriam ser paleontólogos mas eu continuava a querer ser piloto de aviões😀

Pois bem, nessa altura emprestaram-me este jogo adaptado do Jurassic Park e… não gostei. Tinha uma top down view que na altura eu não gostava (preferia side scrollers) mas o mais engraçado  é que o cartucho tinha problemas de leitura e o jogo ficava cheio de artefactos que tapavam parte da visão. Claro que isso não me impedia de jogar😀

Infância estragada?

Sei lá, não estive a jogar muito. Mas acho que é melhor do que imaginava, pelo menos pareceu-me mais completo e mecanicamente elaborado que muitas das coisas que andei aqui a redescobrir. Alguns pequenos detalhes permaneciam gravados na minha memoria, em especial os ovos, as cercas electrificadas e os dinossauros cuspidores.

Veredicto: Está ultrapassado, mas quem sabe se com uma nova roupa não se tornaria em algo tipo Lara Croft and the Guardian of Light por exemplo.

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S.C.A.T. [1990]

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Nostalgia overload!

Não me vou alongar muito neste porque pouco ou nada joguei. A maior recordação que guardo de S.C.A.T. é que foi o jogo que troquei pelo Goal! Two e que nunca mais me devolveram… claro que também não devolvi este. Mas a verdade é que fiquei a perder, o Goal! Two era só o meu favorito. Outra recordação passa pelo seu nome e pela forma como o chamava… “estou a jogar o Scatman!”

Este S.C.A.T. era um shmup (shoot ’em up) vertical onde controlávamos um tipo numa mota voadora. Nunca fui longe, era difícil e fazia-me sempre lembrar do meu querido Goal! Two perdido nas mãos doutra pessoa =(

Infância Estragada?

Eu não gosto de schmups (excepto Jamestown), não sou bom jogador e S.C.A.T. não é excepção. Morro com uma facilidade assustadora e sinceramente não me desperta muita nostalgia para além da já referida historia de perda e sofrimento😀

Veredicto: Os shmups são todos iguais para mim, acho que continua actual.

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J-League Winning Goal [1994]

jleague

Nostalgia overload!

Outro jogo com uma história directamente ligada à minha perda de Goal! Two, este foi-me emprestado já depois de me terem ficado com o jogo e eu procurava outro de futebol para afogar as mágoas. O grande problema é que não tinha nada a ver com o Goal! Two e odiei-o. Ainda fiz umas partidas com o meu pai, mas ele também não gostou. Para me emprestarem este, tinha trocado o Ferrari Grand Pix Challenge, outro dos meus favoritos e o meu colega demorou meses a devolve-lo. Certo dia fui até casa dele só para mo devolver😀

Infância Estragada?

Por acaso gostei de recordá-lo, é verdade que o joguei pouco na altura, mas foi giro ver que ainda me lembrava de algumas coisas. Ao contrario do Goal! Two a visão não é isométrica, em contrapartida J-League Winning Goal tem uma visão lateral que não é muito intuitiva. Este ROM está todo em japonês, não me recordo se o cartucho da altura também era.

Veredicto: Está ultrapassado, os controlos são muito limitadores.

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Gyrodine [1984]

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Nostalgia overload!

Mais um schmup, mas deste eu até gostava. Era um dos jogos que vinha no cartucho do Mach Rider (que no final de vida da consola já não lia muito bem). Ainda cheguei a passar bons tempos com este Gyrondine porque a minha mãe também jogava e à vez víamos quem chegava mais longe. Eu até gostava porque não era muito difícil nem muito exagerado. Não tinha o ecrã cheio de inimigos e tiros como os shmups normalmente fazem.

Infância Estragada?

Não, gostei de o redescobrir. Interessante que eu lembro-me do nível de abertura até ao mais pequeno detalhe e lembro-me da música inicial e dos efeitos sonoros na perfeição.

Veredicto: Este género não evoluiu muito, acho que com uma nova roupagem ficaria actual.

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E termina aqui esta viagem nostálgica pela minha infância e pelos jogos que foram responsáveis pelo meu interesse por videojogos e que de certa forma permitiram que o PixelHunt exista hoje em dia. Se não fosse a minha Family Game e todos estas pérolas, talvez eu próprio fosse uma pessoa diferente, quem sabe. Espero que tenham gostado desta viagem no tempo, eu adorei! Um bem haja! =)

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