Superbrothers: Sword & Sworcery [2011]

Sword-&-sworcery

Meus amigos, antes de começarmos, por favor façam play no próximo vídeo e deixem-se imergir pela experiência sonora criada por Jim Guthrie para Superbrothers: Sword & Sworcery. Vá lá, eu espero =)

Estão a gostar? Podem continuar a ouvir, mantenham a página aberta e vão fazer outras coisas, quando quiserem podem voltar.

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É um espectáculo não é? Ora sejam bem-vindos, vamos lá começar.

Ok, primeiro que tudo devo dizer que não sou grande adepto de jogos mobile para além daqueles da treta para passar o tempo. Há um par de anos atrás um exclusivo iOS andava nas bocas do mundo e todos falavam maravilhas duma aventura carregada de charme e muito pixel art, mas como é óbvio eu nunca iria gastar balúrdios em produtos da Apple, por isso resignei-me a esperar e esperar. Esperei até ao ano passado, quando Superbrothers: Sword & Sworcery foi finalmente portado para o PC. Eventualmente comprei-o no Humble Bundle e esperei até agora para entender a razão por detrás de tantos elogios. E ainda bem que o fiz! Meus amigos este jogo é excelente e o exemplo que precisava para ganhar algumas esperanças no futuro dos jogos de qualidade com alguma relevância artística no mundo mobile .

“Mas então que jogo é este?” Perguntam vocês. Não é fácil descrevê-lo, à superfície é uma aventura gráfica point & click, mas lá no fundo há algo mais que o torna numa experiência única e diferente do que estamos habituados. Desde logo é perfeitamente óbvio que nasceu no mundo dos smartphones e tablets porque as suas mecânicas são claramente montadas à volta do dedo em vez do ponteiro do rato, mas onde a sua forte personalidade mais se evidencia é na narrativa e como não tem medo em quebrar constantemente a 4ª parede, olhando o jogador nos olhos.

A história desenrola-se na 3ª pessoa, porém, temos a oportunidade de ler os pensamentos das (poucas personagens) que para além de nos revelarem algumas pistas, satisfazem a nossa curiosidade voyeurista em conhecer os seus segredos. No entanto, o aspecto mais interessante da narrativa é uma figura misteriosa que quebra a 4ª parede para falar directamente com o jogador, uma espécie de Criswell, ou o anão do Twin Peaks. É ele que dita o ritmo da história e chega a incentivar o jogador a fazer pausas de dias, quase obrigando-nos a desfrutar e a pensar sobre o que acabámos de jogar. Por falar em pausas, há alguns interessantíssimos meta desafios que de certa forma transportam parte do mundo de Superbrother: Sword & Sworcery para a nossa realidade.

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Os puzzles em si são bastante acessíveis, no entanto como referi antes, foram construídos para serem manipulados com o dedo, por isso nem sempre é fácil saber bem o que fazer e que gestos executar. Gostaria de o experimentar num tablet por exemplo, acho que a experiência seria ainda mais intuitiva. Outro aspecto que a meu ver também ganha num ecrã de menores dimensões  são os seus lindissimos visuais em pixel art, simplesmente arrebatadores.

A música… acho que se não fosse ela muitos momentos não teriam o mesmo impacto, é uma parte fulcral e o disco de vinil é uma temática central do jogo. Até o próprio autor da banda sonora, Jim Guthrie tem os seus cameos, um deles simplesmente memorável. É realmente impressionante como boa música consegue elevar um jogo (a exemplo do que acontece com Hotline Miami) duma boa experiência para algo transcendente. A junção das maravilhas sonoras com o espectáculo visual e da frescura das animações em pixel art dão a Superbrother: Sword & Sworcery uma atmosfera etérea que é única e inimitável.

Não sou de dar muitas notas perfeitas, mas não tenho problemas em dar aos que merecem. Há uns meses atrás dei ao Journey que o classifiquei de, e passo a citar, “simplesmente perfeito no que pretende fazer”. O mesmo se aplica neste caso, aliás, o impacto que teve em mim foi bastante equiparável com o jogo da thatgamecompany. Superbrother: Sword & Sworcery é criativo, irreverente, arrojado, atrevido e rebelde, um festim para os olhos e para os ouvidos, um clássico moderno que acredito piamente que envelhecerá graciosamente como um dos melhores jogos da década.

Positivo:
+ Visuais
+ Hnnggg a banda sonora!
+ Criativo e arrojado

Negativo:
– Controlos mais indicados para touch do que para um rato

Sai do templ… do Pixelhunt com:

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