Tomb Raider [2013]

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Estamos em pleno mês de Março, uma altura do ano em que os jogos bons escasseiam, foi com alguma curiosidade mas também receio que decidi avançar para um dos reboots mais esperados, que é o caso deste Tomb Raider.

Ciente da grande responsabilidade que tinha entre mãos, mas igualmente convicta de que a série deveria seguir um novo rumo, um rumo que acompanhasse as tendências actuais, a Crystal Dynamics decidiu enveredar por um caminho que nos levaria a perceber as origens de Lara Croft e tentar demonstrar todas as decisões que fizeram com que a nossa heroína favorita se tornasse na personagem que conhecemos actualmente. Só que para conseguir isso, a produtora sabia que teria que mexer com o passado da série e conseguir uma mistura equilibrada entre as heranças do passado e o panorama mais actual, onde videojogos como a série Uncharted se destacam, muito por culpa do carisma das personagens e também pelo ritmo da aventura de Drake.

Sendo exigente o desafio que tinha entre mãos, a Crystal Dynamics escolheu seguir o rumo mais coerente, e tentou em certa parte “copiar” o que foi bem feito pela séria da Naughty Dog, e devo dizer que de certa forma achei a decisão mais correcta. Todo o ritmo desta aventura é excelente, e em todos os momentos consegui sentir algum constrangimento pelas dificuldades que Lara  estava a enfrentar, o que é algo louvável num videojogo nos dias correntes.

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É uma aventura que pode chegar às dez horas e não é muito difícil de concluir, mesmo numa dificuldade elevada. As situações que enfrentamos estão muito bem conseguidas não só pelo excelente grafismo com que o jogo é apresentado, mas também pelo óptimo posicionamento da câmara, oferecendo panorâmicas dos cenários aquando  das secções de aventura e pesquisa, mas “encostando-se”  à Lara durante as secções de acção, de modo a dar uma visão detalhada e funcional dos combates. E já que falo dos combates, convém referir que o sistema implementado é dos melhores que tive oportunidade de testar, pois para além de ser prático e funcional, possui também um dos melhores sistemas de cobertura que alguma vez vi num videojogo. Em nenhuma altura tive qualquer tipo de problema quando tive que me proteger do fogo inimigo e sempre que me tentava mover pelos cenários para flanquear inimigos e/ou proteger-me de várias situações extremas, tive sempre uma boa resposta por parte da personagem, o que demonstra a qualidade desta vertente do jogo.

Em termos de narrativa, podem contar com uma história interessante, mas algo cliché, que consegue motivar até ao fim, embora neste campo e em comparação com Uncharted, acho que os jogos da Naughty Dog conseguem ser algo superiores. Talvez por causa das personagens secundárias, ou da diversidade de locais, acho que Tomb Raider fica a perder para a aventura de Drake, embora tenha gostado muito de algumas situações que passei nesta ilha, com destaque para a luta (exagerada) pela sobrevivência por parte da Lara, mas também pelo facto de ter ficado a perceber algo mais sobre como ela se tornou na personagem destemida e inteligente que conhecemos desde sempre. Já na componente sonora, acho que Tomb Raider é superior não só pelos diálogos adultos que presenciamos durante o jogo, mas também pela excelente banda sonora que acompanha esta aventura, e da qual eu fiquei fã.

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No campo da jogabilidade, devo referir que todos os comandos estão muito bem conseguidos e são bastante fáceis de assimilar, embora reconheça que os QTE (quick time events) consigam tirar do sério alguns jogadores. Eu certamente não serei um desses casos, pois sempre gostei deste estilo de jogabilidade, já desde os saudosos tempos do Shenmue. Mas aceito as criticas que fazem os que não são a favor deste tipo de situações durante o jogo. Faço aqui um aparte para referir que o jogo possui multiplayer, embora não o tenha testado, pois até sou algo contra este modo numa aventura que deveria ser apenas e somente desfrutada pelo seu modo principal que é a história. Mas rezam as crónicas que um jogo actual é “obrigado” a possuir um modo para vários jogadores, e por isso a produtora decidiu igualmente seguir o rumo actual da indústria.

Bem, para concluir esta curta análise, devo referir que fiquei bastante satisfeito pelo rumo que a série Tomb Raider está a seguir. Como tudo na vida, temos que nos adaptar aos tempos correntes, e se possível seguir os bons exemplos que conhecemos, e acho que foi isso que a Crystal Dynamics fez com esta série, e bem. O jogo não é perfeito, bem longe disso, mas acho que se conseguirem corrigir os aspectos  menos positivos e manterem o que de bom fizeram, tenho a certeza que o futuro desta série tão aclamada está mais que garantido. E eu não poderia ficar mais satisfeito por isso…

Positivo:
+ Grafismo e Banda sonora
+ Lara Croft
+ Sistema de combate fenomenal
+ Parecenças com série Uncharted

Negativo:
– História algo cliché
– Personagens secundárias
– Algum exagero de situações de jogo

Sai do templ… do PixelHunt com:

Comments
5 Responses to “Tomb Raider [2013]”
  1. Anónimo diz:

    Boa análise.

  2. Anónimo diz:

    Uma história um pouco cliche?
    Que mais jogos é que têm este tipo de história?

  3. Hugo Bessa diz:

    Vários, caro amigo. Existem vários exemplos de titulos com melhor historia, embora esta não seja má. Simplesmente podia ser melhor. Só isso…

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