Tomb Raider [2013]

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Muito bem… chegou aquela altura. Chegou a altura de falar do novo Tomb Raider, o reboot dos infernos que vinha atormentando (quase) todos os fãs que viveram o clássico de há 16 anos atrás. Vamos ser sinceros, isto é perfeito para eu, fã acérrimo da série, cascar num jogo que pelo que o (terrível) marketing dava a entender, iria ser uma quebra tão brusca com o passado que a única semelhança seria apenas o nome.

Mas antes de mais um pouquinho de história pessoal. O segundo jogo que tive para o PC nos idos de 1997 foi o Tomb Raider II, foi uma experiência inesquecível que repeti diversas vezes ao longo da ultima década e meia. Pouco tempo depois arranjei o original (que só corria em MS-DOS) e cada uma das sequelas a cada natal que passava. Perdi algum do interesse com o Chronicles e o Angel of Darkness, mas regressei em força com a trilogia da Crystal Dynamics. Odiei o Legend com todas as forças do meu ser (achei uma quebra enorme com o passado… lol) mas aprendi a aceitar os seus pontos positivos com o tempo. O Anniversary foi fantástico e o Underworld bastante competente.

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E assim chegamos a um novo reboot, este muito mais profundo que o que vimos em Legend. Veio com a promessa de ser um jogo novo, com uma nova abordagem e uma nova filosofia, uma oportunidade para a Crystal Dynamics dar asas à imaginação sem as amarras do peso do passado.

Vão-me perdoar o atestado de preguiça por usar citações de textos anteriormente escritos por mim, mas acho que são pertinentes, já que tocam em pontos em comum com Tomb Raider. Vou pegar em três jogos, The Witcher 2, Max Payne 3 e o Tomb Raider original. O que é que os dois primeiros têm em comum, perguntam vocês. Bom, na realidade pouca coisa, mas comecemos com o jogo polaco.

O primeiro sinal de que The Witcher 2 não faz qualquer concessão é a forma como trata os novatos (…) o jogo não dá a mão ao jogador, em nada. Aliás, às vezes fico com a sensação que The Witcher 2 é demasiado arrogante, sabe que é bom e sabe que é um privilégio as pessoas poderem desfruta-lo, como tal obriga os jogadores a “corteja-lo” e não o contrário. Muitos de vós devem estar a pensar “Isto é terrível, deve ser o jogo a dar as boas vindas e a mão ao jogador e não o contrário!” (…) mas não consigo deixar de sorrir e sentir-me orgulhoso de ter nas mãos um jogo com tamanha auto-confiança que se dá ao luxo de tratar o jogador como um adulto que sabe onde está e o que quer, e não como uma criança que tropeçou aqui por acaso.

Já devem ter percebido onde quero chegar. The Witcher 2 é um jogo complexo e não faz concessões nesse aspecto. É um jogo feito para um publico adulto com um QI normal, quem me dera dizer o mesmo de Tomb Raider. As primeiras horas são insultuosas na forma como nos trata, para além do nível de dificuldade ser praticamente zero, o jogo ainda se dá ao luxo de inundar o ecrã com ajudas não vá o jogador ser um recém nascido. À semelhança de muitos jogos (sendo Arkham Asylum e o seu detective mode a figura de proa) existe um survival mode que basicamente nos dá a solução dos puzzles e ilumina objectos escondidos e importantes para a progressão. É verdade que só uso se quiser, mas é extremamente irritante estar constantemente a ver “press Q to access survival mode“… ok já percebi! Deixa-me em paz, eu resolvo! É a filosofia do “press X to win” para agradar a miúdos com short attention span. Ugh… É o que dá fazer jogos direccionados ao mínimo denominador comum.

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Durante o seu anúncio há uns anos atrás e mesmo antes quando apareceram as primeiras imagens de concept art, Tomb Raider foi mostrado como tendo uma forte componente de sobrevivência, aliás isso mesmo era dito pelos developers, Lara teria de caçar para comer, recolher frutas e bagas e curar as suas feridas. Esses elementos não sobreviveram na versão final (resultado do que disse no parágrafo anterior) mas ainda é mais ou menos visíveis o que restou dessa visão mais hardcore. Lara pode caçar animais e recolher alimento, no entanto a única recompensa e objectivo é ganhar XP, o que perde muito do impacto e importância dos sacrifícios da Lara. Aliás o novo sistema de XP e level up é um ponto central no jogo, tudo o que Lara faz e descobre é recompensado com isso mesmo. Eventualmente podemos usar essa experiência para melhorar as habilidades da Lara e as suas armas. A ideia é boa, mas a execução nem por isso. Sistemas destes não funcionam em jogos lineares como Tomb Raider onde a experiência é exactamente a mesma para todos os jogadores. Não há qualquer liberdade ou escolha durante o o leveling up da skill tree porque todos todos os jogadores vão desbloquear tudo eventualmente. Estes sistemas funcionam se o jogador tiver de optar por um caminho nessa mesma skill tree e o jogo recompensa-lo por essa mesma escolha.

Bom, mas deixem-me voltar aos três jogos com os quais estou a traçar paralelismos. O próximo da lista é o shooter da Rockstar, Max Payne 3:

Max Payne 3 abandona essas fundações e decide tentar algo de novo, não me interpretem mal, acho óptimo que o faça para evitar cair numa inevitável estagnação, mas questiono se fazê-lo desta forma não o acaba por descaracterizar (…) lembram-se daquele aborto, o Bomberman: Act Zero para a Xbox que basicamente dava novas roupagens ao clássico, tornando-o todo moderno e tal. Foi ridicularizado porque ia contra a essência de Bomberman. Imaginem jogar Mario numa situação idêntica, ou qualquer outra série popular. Simplesmente não funciona e o mesmo se passa com Max Payne 3 (…) a realização de que Max Payne 3 até é um jogo decente fez-me constantemente questionar porque raio a Rockstar não criou aqui uma nova IP, é claro que sei porque não o fizeram (€€€€) mas a meu ver a utilização do nome Max Payne acabou por ser um empecilho e um estorvo.

“O jogo já não é o mesmo! Arruinaram a minha infância! Odeio o mundo!” Esta seria a reacção natural da minha parte, quando algo que gosto leva uma transformação tão grande como este Tomb Raider ou o Max Payne 3, nestes casos o meu coração de jogador morre um bocadinho mais. A questão retórica que levantei em relação ao Max Payne 3 mantêm-se aqui, “Porque não criaram uma nova IP?”. Mas para ser sincero este corte brutal com o passado não me fez tanta confusão como no jogo da Rockstar. É verdade que é um jogo completamente descaracterizado, mas porquê é que aceito melhor no caso do Tomb Raider? Enquanto que Max Payne era uma curta série de dois jogos interligados com principio meio e fim, Tomb Raider é diferente. São nove jogos, 16 anos, cada um deles com uma história própria e com várias reimaginações. Não existe aquele bloco coeso de ligação entre jogos para além da Lara e das suas temáticas, as mecânicas e jogabilidade já sofreram tantas alterações que é natural que haja sempre novas abordagens. Outro aspecto importante é que Max Payne 3 era uma sequela directa que mexeu com os temas dos jogos anteriores, Tomb Raider é um reboot do zero, na pratica é quase uma nova IP.  É certo que deixou de ser um Tomb Raider tradicional e sim perdeu a sua identidade, mas pelo menos em nada afecta os anteriores jogos, se é que isto vos faz confusão ou vos tira o sono.

Embora Max Payne 3 fosse um mau Max Payne, era mesmo assim um bom jogo de acção. E Tomb Raider? Acho que posso dizer o mesmo, claro que se forem comparar com o seu legado é obviamente um mau Tomb Raider, mas visto sem esse peso nas suas costas é um jogo de acção acima da média, chegando mesmo a ser bom em alguns pontos, em especial durante o seu ultimo terço.

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As suas grandes referências são Uncharted e a série Arkham e de ambos herdou alguns elementos preponderantes, o foco no combate e set-pieces do jogo da Naughty Dog e a progressão “metroidvania” do morcego. Se há algo que a série Tomb Raider nunca foi boa é o combate. No final das contas nunca atrapalhava muito porque não era esse o seu foco, o combate era esporádico na maior parte das vezes. Este em contrapartida é extremamente centrado nisso mesmo e a Crystal Dynamics mudou por completo o sistema de combate, agora é extremamente fluido e controla-se mais como um bom third person shooter. O reverso da medalha é que embora o combate seja bom, ele é demasiado frequente, chega a roçar o ridículo o número de pessoas que a Lara mata durante a aventura tendo em conta a sua inexperiência, esse é um ponto que falarei mais à frente. Em vez das centenas de inimigos que surgem no caminho do jogador, na minha opinião teria muito mais impacto se a ilha fosse habitada por apenas algumas dezenas de inimigos e cada um deles fosse um encontro especial para a Lara, mais uma vez voltando aquele lado de sobrevivência que falei atrás. Imaginem ter de racionar munições e abordar cada inimigo como um cenário de vida ou de morte! Em vez disso cada inimigo é apenas uma desculpa para ganhar XP e loot e uma forma para a Lara mostrar as suas novas habilidades de matança. Para complementar, as munições são mais frequentes que calhaus, há setas literalmente de 20 em 20 metros.

Também herdado do Uncharted (e de quase todos os blockbusters modernos) são as sequências cinemáticas, as chamadas set pieces onde Lara se vê envolvida nas mais impressionantes e absurdas sequências. É um festival para os olhos mas um bocejo para a inteligência, isto porque muitas vezes o jogo retira o controlo das nossas mãos. Mas mesmo quando não o faz é notório como a sua simplicidade é gritante. Experimentem saltar entre plataformas e verão a completa ausência de desafio. De onde quer que saltem a Lara chega sempre ao outro lado como se fosse um íman. Parece impossível, mas o sistema de plataformas ainda é mais básico do que em Legend.

Finalmente deixem-me relembrar o que disse sobre o Tomb Raider original:

A progressão baseava-se numa estrutura linear, no entanto a liberdade de movimentos era grande, e era frequente a necessidade de fazer backtracking para progredir em níveis mais à frente, aliás muitos dos níveis eram compostos por uma área central ramificada em zonas adjacentes que continham chaves, mecanismos, alavancas e itens necessários para progredir (…) o level design sempre foi uma das áreas mais controversas, se por um lado muitos gostavam do aspecto labiríntico digno dum quebra-cabeças, outros apontavam o dedo à repetibilidade das tarefas necessárias para progredir, que caiam invariavelmente na utilização de chaves e alavancas para abrir portas ou o clássico puzzle que consistia em empurrar caixas. Este foi um dos aspectos que mais contribuiu para o desgaste da série, fruto da incapacidade da Core Design em evoluir a fórmula. De certa forma  a equipa que os substituiu anos mais tarde (a Crystal Dynamics) conseguiu dar uma nova dinâmica a este modelo já obsoleto. No entanto há o reverso da medalha, a brilhante forma como se progredia no terreno e que a Core tão bem sabia fazer, acabou por se perder com o tempo.

Mesmo sendo na prática uma nova IP, esta nova versão ainda trás o nome e o legado da série atrás. Será que faz jus ao nome? Eu diria que não porque quase nada foi transposto para 2013, e o que foi, sofreu a extrema simplificação que referi atrás. Longe vão os tempos dos níveis não lineares que pediam uma exploração activa do jogador, longe vão os tempos em que as horas e os dias passavam até encontrarmos uma chave ou uma alavanca, longe vai o tempo do level design labiríntico e do backtracking. É claro que para muitos esta é uma boa noticia, mas a questão que se levanta é se a essência e a identidade Tomb Raider se mantém.

É claro que não, mas o problema mais grave nem é manter a identidade passada, mas sim conseguir construir uma nova, só sua. Num reboot destes, nem sempre é fácil adquirir uma identidade própria logo na primeira tentativa, muitos jogos normalmente pegam em diversos elementos “da moda” para ver se alguma coisa resulta. O Sleeping Dogs por exemplo fez isso e Tomb Raider é um exemplo ainda mais gritante, de tal forma que quase se poderia chamar: Esta geração: O Jogo. Vejamos algumas das tendências que para o bem ou para o mal se tornaram preponderantes nos jogos AAA desta geração. Plataformas simplificadas, setpieces cinemáticos, sistema de XP, QTE, audiologs, item upgrade, coleccionáveis, sistema de cover, saúde regenerável, hand holding levado ao extremo, multiplayer e por aí fora. Tomb Raider usa e abusa de todos estes elementos que basicamente são o cimento dos jogos que vendem milhões. Mas se alguns destes aspectos foram adoptados com sucesso, outros nem por isso. Este facilitismo de atirar o barro à parede e ver o que pega leva a um crise de identidade que lhe faz perder a forte personalidade construída durante década e meia, dando-lhe um ar perigosamente genérico, especialmente nas suas mecânicas e jogabilidade.

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Deixem-me mudar de assunto, vamos falar da parte narrativa que sempre se afirmou como uma peça basilar deste reboot. Era suposto ser a história de origem da Lara, um character study de sofrimento e sobrevivência! Acho que todos podemos admitir que a narrativa nunca foi um aspecto central na série, aliás nenhum dos jogos teve uma história realmente boa, apenas funcionavam como uma desculpa para ir explorar. Mas e esta? Eu achei-a competente para um Tomb Raider, mesmo sendo obviamente previsível e cheia de buracos preenchido pela típica lógica de videojogo, mas não há problemas! Consegue manter a motivação alta até final. O grande problema narrativo é a forma como todos os temas centrais apresentados durante as cutscenes são imediatamente invalidados pelo jogo em si. Lara é inexperiente e sofre ao matar pela primeira vez, mas mal o jogador toma controlo do jogo ela mata sem remorsos e de forma violenta e treinada.

Embora as semelhanças e inspirações retiradas de Uncharted sejam óbvias e já muito discutidas, para mim a “imitação” mais bem sucedida e uma das mais importantes para a sua jogabilidade é da série Batman da Rocksteady, em especial do Arkham Asylum. É quando o jogo se afasta das aventuras do Nathan Drake para se encostar ao cavaleiro das trevas que Tomb Raider sai da mediocridade e torna-se genuinamente bom e com alguma profundidade, infelizmente são raros os momentos e surgem maioritariamente no último terço do jogo quando ele se abre como nunca antes tinha feito. Quando teço comparações com Arkham Asylum falo especificamente da sua forma de progressão, ou seja muito inspirado pelo chamado “metroidvania” onde o jogador tem de, ao longo da aventura, desbloquear novas habilidades que lhe permitem aceder a locais anteriormente inacessíveis. Contudo aqui nunca atinge a perfeição do jogo da Rocksteady principalmente porque as recompensas da exploração são praticamente nulas e traduzem-se quase sempre em… mais XP.

Como disse, o último terço do jogo é quando todos estes elementos vêm ao de cima e o jogador pode pôr em prática todas as habilidades desbloqueadas (até é possível andar à caça de desafios e coleccionáveis como na série Batman) e é nessa altura que a minha atitude perante Tomb Raider passou de indiferença e resignação para alguma esperança e desilusão porque pela primeira vez vi que poderia ter sido um excelente jogo! Uma pena que tivessem antes apostado no imediatismo dum Uncharted.

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Mas se há algo a que sou obrigado a tirar o chapéu são os gráficos, alias toda a parte visual é cinco estrelas. Felizmente o motor gráfico consegue estar à altura e é deveras impressionante como não há um único loading durante todo o jogo. A ilha é um dos pontos altos, é muito fácil imergir no ambiente opressivo mas igualmente belo das florestas, montanhas, grutas e praias da ilha japonesa. Um extra da versão PC, pelo menos para os que possuem uma gráfica directx 11, é a tecnologia TressFX que basicamente tenta dar um maior realismo ao cabelo da Lara através da física. Embora tenha sofrido uma enorme melhoria no mais recente patch, a sua utilização ainda não se justifica, principalmente por causa da quebra de performance. Se visualmente surpreende, o mesmo não poderei dizer do lado sonoro, se os sons e as vozes ainda escapam, a banda sonora é do mais desinspirado e genérico que já ouvi num jogo deste calibre.

Deixei este assunto para final porque ia escrever um paragrafo enorme a deitar esta porcaria abaixo numa autentica nerd rage, mas lá me acalmei e decidi não lhe dar a importância que não merece. São três letrinhas apenas, mas pelos deuses como consegue estragar um jogo. QTE. Isso mesmo, quick time events são obra do demo e não entendo como ainda estão vivos. A sua implementação é tão má e com tantos bugs (no teclado) que chegou uma altura que ia desistindo. Queimem-me isto por amor de deus! Mas que coisa!

Ah e é verdade, tem multiplayer. Não joguei.

Phew! Isto vai longo e já não digo coisa com coisa. Portanto, para terminar, é um bom Tomb Raider? Claro que não. É um bom jogo de acção? Diria que é acima de média. Mostrou potencial para o futuro? Claramente! Por detrás de todo lixo que levou para parecer modernaço, está um jogo com potencial para ser algo de especial, isto se as partes envolvidas assim quiserem (o que duvido). Tomb Raider faz-me lembrar aquelas mulheres extremamente bonitas já trintonas, que se sentem inseguras da sua idade e “mascaram-se” de miúdas, todas cheias de maquilhagem e roupas da moda para tentar impressionar. Oh mulher tu és naturalmente linda! Não te escondas detrás da tua insegurança, não tenhas vergonha de quem és! Tonta. =(

Positivo:
+ Excelentes visuais
+ O melhor sistema de combate de toda a série
+ Elementos “metroidvania” têm potencial
+ O ultimo terço do jogo é bastante bom…

Negativo:
– … os dois primeiros terços são bastante maus
– Demasiado linear e superficial
– Demasiado combate
– Demasiado conservador
– Falta-lhe uma identidade
– QTE vindos do inferno

Sai do templ… do PixelHunt com:

Comments
12 Responses to “Tomb Raider [2013]”
  1. Não vou dizer que concordo com a crítica, mas percebo. Mas lembremo-nos que a série estava por um fio e se este reboot não fosse bem sucedido, Tomb Raider estaria morto e enterrado. Portanto, prefiro que o tenham feito mais genérico que o ideal para ganharem mais fan-base e publicidade e venderem como se não houvesse amanhã, para que agora possam explorar melhor os elementos verdadeiramente “Tomb-Raiderianos” nas próximas sequelas.

    • Concordo contigo, aliás eu disse que aceito a mudança, era inevitável. Mas acho que a execução não foi a melhor. É possivel mudar com qualidade, espero eu. Com isto não quero dizer que este Tomb Raider não tem qualidades, claro que tem.

  2. Como ainda vou com 7% de jogo, comecei a ficar realmente preocupado quando começas a escrever sobre Arkham…. Fiquei descansado no final. Afinal foi buscar mais ao Uncharted, graças a todos os santos.

    Não é que Arkham seja mau, o primeiro… O segundo é um pequeno desastre, que vá-se lá saber porquê muitos chamaram GOTY.

    • Concordo que o Arkham Asylum é superior à sua sequela, mas o City continua a ser uma maravilha em termos mecânicos, pelo menos para mim. Onde falha é noutros aspecto com os quais o Tomb Raider não tocou.

  3. Concordo com a mioria dos aspectos que apontaste.
    O jogo tem alguns problemas graves que o limitam na sua capacidade de se tornar num bom jogo.

  4. Manel Maia diz:

    Análise bem fraca, sem ofensa.
    Primeiro estás a levar as pessoas a entender que o jogo é razoável quando o jogo é excelente e juntamente com o Bioshock Infinite é um dos grandes candidatos a jogo do ano. Em segundo lugar dizes que os dois terços iniciais são muito maus quando na verdade não o são, muito pelo contrário ( é nestes dois terços que assistimos a uma evolução da Lara, muito bem feita tanto a nível de história como de jogabilidade). Em terceiro lugar este jogo não é linear, aliás a maioria dos títulos da Tomb Raider é mais linear que este. Neste tens muito para explorar e conseguir os artefactos, as relíquias, os documentos e as tumbas secretas leva muito tempo e é viciante ( e conseguir XP neste Tomb Raider faz com que a Lara evolua por isso é uma recompensa muito boa para além da diversão). Em quarto lugar o combate não está em demasia mas sim na medida certa pois este é muito variado, possui vários elementos de sobrevivência e é tão incrível. Em quinto lugar os QTE não estão a mais e não são assim tão infernais como dizes. Se estiveres atento facilmente consegues acertar nos botões no tempo correto. Por fim e quanto à falta de identidade é mentira pois apesar de as mudanças, este jogo é fiel a série em quase tudo e naquilo que é diferente pode-se considerar que foi uma evolução.
    Este jogo não é apenas um reboot e muito menos algo genérico! Tem tudo para ser considerado o melhor jogo da série porque tem uma história excelente ainda que um pouco previsível, uma Lara muito mais carismática, uma jogabilidade refinada, gráficos de luxo e banda sonora de enorme qualidade.
    Compreendo críticas mas se estas forem bem justificadas. Neste caso as tuas não fazem sentido nenhum e estão aqui só para encher pneus. Tu não estás a avaliar o jogo mas sim a revoltar-te e isso dá uma errada impressão às pessoas.

    P.S: Eu também sou um enorme fã de Tomb Raider mas ao contrário do que tu dizes, a maioria das pessoas e a crítica ( basta veres as análises de grandes sites a este jogo) concordam que este jogo é fiel a série e provavelmente o melhor. E sinceramente é mesmo verdade! Mau Tomb Raider foi sim o Dark Angel, o Legend e o Underworld ( jogos que perto dos da PS e deste não valem nada).

    Cumprimentos e vê se melhoras!

    • Obrigado pelo feedback Manel =)

      Obviamente aceito as tuas críticas e as tuas opiniões sobre o jogo mesmo não concordando com elas. A beleza das opiniões é que cada um tem a sua e ao contrário de factos não há certo ou errado. Os meus textos reflectem a minha experiência pessoal e as minhas opiniões, não as prego como factos.

      Não posso mentir aos meus leitores nem a mim próprio ao escrever algo que vai contra a minha experiencia pessoal, não posso classifica-lo de excelente quando pessoalmente não passou duma experiencia mediana.

      Obrigado pela participação e volta sempre! =)

      • Manel Maia diz:

        Podes classificar o jogo como mediano e isso eu respeito obviamente, são opiniões. Aquilo a que apenas quis chamar-te a atenção foi para o facto de na minha opinião teres sido demasiado crítico para com o jogo não dando quase nenhuma ênfase aos aspectos positivos do mesmo. Ao ler a análise pareceu-me que te estavas a revoltar e não a analisar, ou seja, parecia quase que a análise se tratava de um desabafo xd
        Tendo em conta que o objectivo de uma análise é auxiliar os leitores a comprar/jogar ou não um determinado jogo revelando para isso a experiência que tu tiveste com o jogo, que é intransmissível e pessoal e deve claro ser aquilo que tu pensas e não o que a maioria pensa, acho que a tua análise falha redondamente nesse carácter, não por não teres dado a tua opinião pessoal (porque deste claro) mas sim por não teres revelado quase nenhuma informação sobre o jogo palpável. Basicamente alguém que não está a par do jogo e que lesse a análise de forma a conhecer melhor o título ficaria na mesma, isto porque tanto te focaste nos aspectos negativos que prejudicaste bastante o papel informativo da análise.
        De qualquer maneira tens muito por onde crescer. Se por um lado achei que a análise poderia estar bem melhor por outro lado dou-te os parabéns na parte da escrita pois nesse aspecto a tua análise está espectacular! A maneira como escreves consegue cativar e faz com que a análise nunca se torne repetitiva ou chata. E isso é algo mesmo muito positivo.
        Vou dar uma vista de olhos pelo blog, só hoje o descobri e ainda não tive tempo de ver quase nada🙂
        Cumps!

        • Quando leres mais coisas minhas aqui no blog vais-te aperceber que o PixelHunt é basicamente um diário pessoal onde exponho as minhas experiências. Por diversas vezes até afirmei que isto não é suposto ser um um local de imparcialidades onde reina a frieza clínica, porque não sou nem ambiciono ser um pseudo-critico profissional. Este é um projecto guiado pelas minhas emoções, emoções que de imparciais não tem nada. Vai explorando o blog e vais ver que este é um local informal onde um gajo (e um amigo, somos 2 a escrever) partilha as suas experiências e emoções.

          Mas agradeço-te pelas criticas construtivas, o não quero são palmadinhas nas costas a concordar com tudo o que faço =)

  5. Pedro diz:

    Acho que estas a ser injusto com este Tomb Raider…
    Acho que devias pensar no que deve ser um jogo… Para mim um jogo deve antes demais entreter e nesse sentido este Tomb Raider reina… podes argumentar que gostas mais de simuladores do que jogos arcade, nesse sentido talvez entenda a tua analise, porque este Tomb Raider é um bocado Arcade.
    No entanto gostava de dizer pela minha experiencia que este Tomb Raider “estragou-me” 2 jogos… Primeiro foi o Crysis 3 que estava a jogar e tinha 20% concluido (segundo dizem a melhor parte que é a inicial) e comecei a jogar a Lara e não consegui voltar para pegar com entusiamo no Crysis 3… depois foi, o agora, tão aclamado BioShock Infinite que não lhe consigo achar piada nenhuma (não sei se foi por não jogar os anteriores)…
    O Tomb Raider é um grande jogo… Ouve momentos em que ri sozinho, feito maluco… Temi pela Lara… Senti-me aliviado por passar determinada sequencia…. e isso só se consegue com e num grande jogo…
    Da um salto a Amazon e procura versão PC do Tomb Raider e se vires as opiniões dos jogadores maioritariamente toda a gente lhe dá 5 estrelas e diz que é um jogo fabuloso.
    Para terminar a banda sonora esta a altura e envolve bem o jogador na historia.

    • Olá Pedro! Obrigado pela tua participação!😀

      Eu sei que o jogo foi bem recebido pela critica e pelos jogadores, mas volto a repetir o que disse antes, não posso adulterar o meu texto para escrever algo que não senti.

      As emoções que tiveste com o jogo são fantásticas e é por isso mesmo que tenho este hobby, porque de vez em quando lá aparece um jogo que me dá todas essas sensações fantásticas.

      Mas não posso mentir a mim próprio só porque outros tiveram essas emoções, da mesma forma que não te posso obrigar a gostar do Infinite (por exemplo) só porque eu gostei =)

      Os meus textos são relatos da minha experiência e das minhas emoções, não é uma análise fria dum produto. Por exemplo dei nota máxima ao Infinite pelo que me fez sentir, mas sei bem ver as suas falhas e exemplifiquei-as. No caso do Tomb Raider também falei de muitos aspectos positivos, mas a experiência que tive com o jogo não me permite escrever o mesmo que uma pessoa que tenha gostado, como tu, escreveria =)

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