Tomb Raider II [1997]

TombRaider II

Não podia deixar de terminar esta semana dedicada ao Tomb Raider sem deixar de falar no que mais me marcou. Devido a uma série de factores e coincidências, Tomb Raider II é possivelmente o jogo que mais impacto teve em mim durante o inicio da minha adolescência. Recebi o meu primeiro PC no verão de 1997 e no Natal seguinte o meu primo recebeu o Tomb Raider II. Eu tinha recebido o Need for Speed II e obviamente trocamos de jogos semanas mais tarde. Que experiência que foi! Tudo era novidade para mim, o mundo em 3D, a liberdade, o combate, os puzzles… o salto que dei dos jogos da Famicom para isto foi brutal e mal acreditava naquilo.

Curiosamente uma das recordações que tenho mais presente eram as longas horas, por vezes dias que ficava preso em puzzles, quer dizer nem eram puzzles, a grande dificuldades nestes Tomb Raiders classicos era descobrir cenas. Descobrir chaves, alavancas, blocos, saídas e por ai fora. Tanta vez que dizia “esqueceram-se de acabar o jogo!”😀

Foi dos poucos jogos pós-Famicom que conseguiu atrair a atenção da minha mãe que o chamava de “jogo da boneca”. Eu ficava a jogar e ela ao lado a dar dicas. A minha irmã também chegou a jogar mas dava-me sempre os controlos nas sequências de combate.

Mas do jogo em si, não posso falar em recordações porque desde então joguei-o tantas vezes (a ultima há coisa de 3 anos) que todas as memórias e recordações que tenho são uma mescla desses 10 anos. Embora ache sinceramente que o Tomb Raider original seja superior (especialmente no level design e na atmosfera de isolamento que transmite) guardo um carinho ainda maior pela sequela. A muralha da China que já conhecia de cor e salteado da demo, Veneza, o esconderijo de Bartoli e a casa da ópera tinham uma atmosfera única, os níveis na plataforma petrolífera sempre foram os que menos gostei, mas apresentavam desafios únicos na altura. Os maravilhosos níveis debaixo debaixo do mar profundo nos destroços do cruzeiro de luxo Maria Doria são para mim o ex-libris do jogo, as neves do Tibete com o enorme mosteiro de Barkhang e finalmente o Templo de Xian (provavelmente o nível mais completo do jogo) e as ilhas flutuantes que sempre detestei. O jogo terminava na mansão da Lara com ela a preparar-se para a banhoca “don’t you think you’ve seen enough“. Todos estes momentos ficaram e ficarão gravados na minha cabeça para sempre❤

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