Acabei de jogar… Splice | Revenge of the Titans | Sequence | Zeno Clash

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Enquanto não acabo outros jogos de maior envergadura tenho estado a despachar joguitos indie mais pequenos para limpar parte do meu backlog, que surpreendentemente está a ficar um pouco mais limpo. A minha estratégia de não comprar jogos ao desbarato está a resultar… por agora.

 

Splice [2012]

splice

A primeira vez que vi Splice foi num quick look do Giant Bomb, honestamente não me despertou grande interesse. Acho que me ofereceram o jogo, pelo menos não me recordo do comprar em nenhum bundle.

A primeira impressão foi positiva porque visualmente é bastante limpo e atraente dentro do seu estilo minimalista, mas imediatamente fui confrontado com a mecânica de jogo que… era completamente chinês para mim. A ausência dum tutorial decente significou que nunca me senti realmente confortável com as estruturas dos puzzles.

E qual é essa mecânica? É difícil explicar, basicamente temos umas moléculas que podemos manipular e o objectivo é moldá-las de forma a que fiquem na posição que o puzzle pede. Levei algum tempo a tentar entender a essência da coisa e honestamente muito dos puzzles que resolvi foi meio à sorte, mas mesmo assim consegui terminar o jogo.

A musica é bonita mas parece-me um pouco fora do seu ambiente, faz-me lembrar a música do filme Piano, o que num jogo de puzzles onde manipulamos pequenas moléculas é um pouco estranho.

E… é isto. não há muito mais para fazer, eventualmente surgem novas moléculas com diferentes atributos, mas em três horitas acabam todos os puzzles. É bonito, tem uma mecânica diferente e original mas rapidamente se torna aborrecido.

Sai do templ… do Pixelhunt com:

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Revenge of the Titans [2010]

revenge

Não sou grande apreciador de tower defense, na realidade acho que o único que realmente gostei foi do delicioso Atom Zombie Smasher e acho que gostei porque é um pouco fora do normal e original dentro da fórmula típica deste tipo de jogos. E foi por isso que decidi experimentar este Revenge of the Titans que segundo apregoam é uma mistura entre tower defense e RTS.

Tal como muitos outros joguinhos indie já não me recordo exactamente onde o arranjei (provavelmente num bundle) mas já estava à bastante tempo na minha biblioteca. De facto é realmente um tower defense com elementos RTS, na medida em que temos um pequeno mapa de jogo onde podemos construir as nossas defesas, aqui não há os típicos corredores, o que torna a experiência mais desafiante e menos previsível, visto que, embora os adversários se desloquem por estrada, podem andar por qualquer local do mapa.

Inicialmente gostei bastante desta mistela, a liberdade é sempre bem vinda e o número de upgrades possíveis são imensos, o problema é que… se torna repetitivo estar sempre a fazer a mesma coisa com níveis de dificuldades cada vez maiores. Chegou a certo ponto que se tornou demasiado exigente para mim e acabei por perder o interesse e desistir. Não sou feito para tower defenses, ainda por cima nestes casos em que há um grande pico na dificuldade.

Mas há certamente aspectos positivos, gostei muito do look e da já referida liberdade. E há uma certa gratificação quando consigo vencer e aguentar os ataques inimigos, se fosse melhor jogador certamente teria retirado um maior prazer do jogo.

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Sequence [2011]

sequence

Parti para Sequence completamente a zeros. Não sabia NADA sobre ele para além de que foi feito por um membro da comunidade do NeoGAF, aliás foi lá que o developer mo ofereceu. O meu primeiro contacto foi de choque porque todo o jogo é baseado numa mecânica à lá Guitar Hero, ou seja QTE ao som de música. Ora bem, essa é só uma das mecânicas que mais desprezo, simplesmente não tenho reflexos nem coordenação suficientes, logo já estava preparado para muita frustração.

Essa frustração eventualmente chegou lá mais para a frente, mas a fase inicial é surpreendentemente acessível com um longuíssimo tutorial que me ajudou a ficar mais confortável. A ideia central de Sequence é entrar em duelos musicais. Cada duelo consiste em acertar nas notas simbolizadas por setas, há três campos onde somos obrigados a variar, um deles é a nossa defesa, outro o ataque e o terceiro onde recolhemos a nossa mana para podermos atacar. Obviamente para quem não tem grande coordenação isto pode tornar-se num pesadelo.

Infelizmente todo o jogo se centra em estatísticas, as quais temos de melhorar fazendo muito grinding e é aí onde a “porca torce o rabo”. Caso sejam como eu e não gostem de fazer grinding poderão chegar a um combate onde não terão estatísticas suficientemente altas para derrotar um inimigo no tempo limite, fui pesquisar na net e há uma série de jogadores em que aconteceu a mesma situação. E foi o que me aconteceu ainda por cima num ponto onde não é possível voltar atrás para fazer grinding. Por isso ou reiniciava ou desistia, é fácil de adivinhar qual foi a minha opção.

Mas fica aqui a ideia de que gostei de Sequence tendo em conta o que ele é, e até levaria uma nota maior, mas a forma como entrou num beco sem saída é grave, não só porque mostra mau design mas simplesmente porque me impossibilitou de continuar um jogo que eu até estava a gostar.

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Zeno Clash [2009]

zeno-clash

Zeno Clash 2 foi lançado há coisa de dias para minha completa surpresa. Ainda não o vou jogar, aliás ainda nem o comprei, mas achei boa ideia voltar ao original de 2009 que eu tanto estimo, na verdade até entrou nos meus GOTY de 2009, no entanto nunca cheguei a escrever sobre ele aqui.

O grande ponto de interesse de Zeno Clash e a única razão pelo qual ficou conhecido é a sua direcção artística surreal inspirada nas pinturas do renascentista Hieronymus Bosch e no ilustrador John Blanche. É verdade que por detrás dessa camada encontramos mais virtudes, mas vamos ser sinceros, foi o estranho mundo de Zenozoic que despertou o interesse de todos. E que maravilhoso mundo este que os irmão chilenos da ACE Team criaram. É tão único, original e retorcido que se torna impossível resistir aos seus encantos.

Mas este é um jogo que se define pelas suas limitações. Praticamente todas as decisões e escolhas de design foram moldadas pelas enormes limitações que enfrentou, desde o motor de jogo, baixo orçamento, equipa minúscula e a inexperiência da equipa na altura já que este era o primeiro projecto. E isso é bem visível enquanto jogamos, é extremamente restritivo e linear, cada capitulo é simples e curto, centrado em mecânicas base também elas bastante rudimentares, o voice acting é caseiro e por aí fora. Mas isso é normal e é de esperar tendo em conta as circunstancias, é isso que lhe dá um certo charme.

Outro aspecto importante do jogo é o seu sistema de combate corpo a corpo, na verdade ainda é um dos melhores sistemas que poderemos encontrar. É bastante simples e intuitivo e é por isso que funciona. As armas de fogo não têm o mesmo impacto e salvo alguns cenários específicos não são muito úteis. A história a meu ver não é contada da melhor forma, os flashbacks não fluem lá muito bem dentro da narrativa geral e a escrita deixa um pouco a desejar, mas as personagens e as situações compensam e de que forma. Uma palavra de apreço para o vilão Father-Mother que se tornou de certa forma a estrela do jogo, muito por causa do seu bizarro design.

Zeno Clash é extremamente curto, em cerca de 4 horas irão terminar a campanha, no entanto encontrarão também um modo desafio onde terão de enfrentar uma série de vagas de inimigos cada vez mais difíceis e numerosos. Se já dominarem o sistema de combate é bastante divertido e viciante.

Devo dizer que desta segunda vez não me senti tão admirado como da primeira, se o olhar com um espírito mais critico torna-se difícil retirar o mesmo prazer da primeira vez. Mas mesmo tendo passado apenas quatro anos, já criei um certo sentimento de nostalgia que dificilmente me permitirá deixar de gostar de Zeno Clash.

Sai do templ… do PixelHunt com:

Comments
One Response to “Acabei de jogar… Splice | Revenge of the Titans | Sequence | Zeno Clash”
  1. welington diz:

    Me add ai galera. 53Gj2B faleu me add em aliance code: 53Gj2B

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