The Andromeda Strain – A Ameaça de Andrómeda [1971]

andromeda

Chegámos a meio da maratona e entramos em mais uma década dourada do género, os anos 70. Eu gosto do Robert Wise, acho-o um realizador extremamente polivalente que conseguiu criar clássicos em quase todos os géneros em que se meteu e este é mais um desses exemplos.

No ano passado já tinha visto o The Day the Earth Stood Still que é um dos filmes mais importantes da ficção cientifica, mas o Robert Wise não se ficou por aqui e vinte anos mais tarde voltou ao género com este The Andromeda Strain. São filmes completamente distintos mas igualmente bons, se o primeiro aparenta ser uma clássica história com extraterrestres, naves espaciais e robôs, The Andromeda Strain é basicamente um “filme-epidemia”. Se forem como eu já devem estar a torcer o nariz, não gosto deste sub-género, não gostei do Outbreak que deve ser o exemplo máximo nem do Contagion que prometia tanto antes de o ver. Não sei bem porquê, talvez seja a ameaça invisível, mas nunca foi um sub-género que me agradasse muito.

Pelo menos até agora, isto porque The Andromeda Strain é muito bom! De longe o melhor filme do género que já vi, os intensos momentos de tensão que acontecem durante cenas aparentemente tão mundanas são incríveis. Sendo este um filme do Robert Wise podem esperar uma grande ênfase no som, não tivesse ele um background como editor de som. É verdade que muitos efeitos sonoros são claramente marcas dos anos 70, especialmente no abuso dos sintetizadores, mas a forma como “dançam” com a parte visual é digna de nota.

Também em termos visuais é claramente um produto dos anos 70, especialmente no jogo de cores e nos efeitos psicadélicos, mas a direcção artística é muito boa, especialmente dentro do laboratório secreto que mais parece uma nave espacial. A edição é bastante criativa (Wise também teve um background como editor de filme) com uma interessante utilização de cortes e múltiplas imagens em cena, mas o melhor é mesmo a forma como actos banais como a investigação e as experiências cientificas se tornam tão emocionantes.

Só não gostei do desfecho, acho que é o exemplo perfeito da expressão “a montanha pariu um rato” e o clímax já era bastante previsível desde o inicio do filme quando o Dr. Hall recebe a chave. Só uma palavra para as cenas ultra realistas das mortes dos animais, tive de ir pesquisar se eram reais, felizmente não são.

Óptimo filme, aconselho. É mais uma obra-prima do Robert Wise que pouco a pouco vai-se tornando num dos meus realizadores favoritos.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: