Resident Evil 2 [1998]

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Tal como prometido joguei e terminei o Resident Evil 2, que se bem se recordam, à semelhança do que fiz com o Final Fantasy VII, fazia parte duma troca cultural com um amigo. Já aqui falei do Resident Evil original e do seu remake.

É pertinente referir que tentei jogar a versão PC mas era uma carga de trabalhos pô-lo a rodar de forma aceitável, por isso, e impulsionado pela boa experiência que tive com o Resident Evil Remake, decidi usar a versão Gamecube emulada no Dolphin. Ficou perfeito!

Vou tentar ser breve, surpreendentemente à semelhança do jogo em si que é bem mais curtinho e acessível do que estava à espera. Na verdade as coisas tornam-se mais compostas porque ao contrário do jogo original, aqui é obrigatório terminar as duas campanhas (com o Leon e a Claire) isto porque só terão acesso a toda a história e ao final definitivo durante a segunda campanha.

Embora existam algumas diferenças entre ambas campanhas, especialmente em termos de historia, não achei a segunda suficientemente diferente para me empolgar, já que somos obrigados a repetir as mesmas coisas mas numa ordem diferente. Se a primeira campanha com o Leon correu bem e gostei muito, já com a Claire chegou um ponto em que senti muito cansaço e fatiga.

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Mas o mais interessante é mesmo comparar com o Resident Evil original. É uma interessante comprar os dois jogos com os dois primeiros filmes da série Alien. Alien, à semelhança de Resident Evil é extremamente atmosférico, pausado e de certa forma mais assustador, Aliens, tal como Resident Evil 2 tem muito mais acção e um ritmo mais acelerado. São duas abordagens distintas e cada uma delas válida, por isso é difícil dizer qual o melhor, mas é perfeitamente notório que a Capcom tentou refinar e limar a fórmula do jogo original. O backtracking é quase inexistente e há uma clara sensação de que estamos sempre a mover em frente ao contrário do Resident Evil, que mais se assemelhava a um labirinto.

O foco no combate é muito maior, há mais inimigos para matar e chega a haver confrontos contra 5/6 zombies ao mesmo tempo, algo que nunca acontecia no original. Como consequência disso as munições são também muito mais frequentes o que tornou a gestão de mantimentos muito mais acessivel. É certo que se perdeu algum do desafio que advinha da maior dificuldade do original, mais ganhou uma maior acessibilidade e divertimento.

A história é… bom, é Resident Evil, não se pode esperar grande qualidade, mas é notório um maior cuidado nos diálogos, se bem que eles continuam bastante básicos e com uma pitada cómica. Mas gosto desta inocência e gosto que todos se refiram aos monstros como zombies, pode parecer óbvio mas se repararem na ficção zombie moderna é raro usarem essa nomenclatura. Aqui não há infectados, walkers e por ai fora, é zombies e ponto final. Gosto disso. De resto, a história assim como a estrutura do jogo em si, é muito reminiscente do original, ou seja mansão-caves-laboratórios-countdown-boss.

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Em termos técnicos é quase perfeito para a altura. É certo que joguei o port da versão Gamecube, mas mesmo na PlayStation é óptimo! A diferença entre este e o primeiro jogo é como de dia para a noite, nem parece a mesma consola! Os backgrounds perderam aquela simplicidade do original, têm agora muito mais detalhe e correm numa maior resolução, os modelos perderam aquela “poligonidade” extrema e têm feições e proporções muito mais realistas em comparação. Mas o que mais me surpreendeu foi a banda sonora do Masami Ueda. Fantástica! Elogiei o REmake por saber não usar música para transmitir tensão, mas Resident Evil 2 sabe usar a sua maravilhosa música para pintar uma atmosfera clássica de terror e apreensão. Em certas alturas fez-me lembrar o que o Robert Holmes compôs para os Gabriel Knights, especialmente o terceiro, mas se calhar sou só eu.

Para terminar, a ideia que quero passar é que à semelhança do seu predecessor, Resident Evil 2 é um excelente jogo e porventura dos que melhor refinaram as clássicas mecânicas do survival horror. Falta-lhe o impacto e a frescura que o original teve na altura, mas vendo duma forma puramente técnica e fria é possivelmente o melhor jogo dos dois.

Positivo:
+ Ritmo.
+ Excelente música.
+ Bons visuais para a época.
+ Mecânicas mais refinadas.

Negativo:
– As duas campanhas são demasiado semelhantes.
– Falta-lhe a frescura do original.
– Mais acessivel e menos assustador que o original.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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