Acabei de Jogar… Trine 2 | Capsized | Thomas Was Alone

bundle

Com o verão e o calor não me apetece muito andar à volta de jogos que requeiram muita atenção, e como a minha demanda para reduzir o backlog continua em cima da mesa, aqui estão mais três jogos curtinhos despachados numa dúzia de horas. Dois deles foram adquiridos no recente Humble Bundle (Capsized e Thomas Was Alone) por isso vi-me obrigado a joga-los de imediato para não aumentar o backlog.

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Trine 2 [2011]

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Trine, de 2009, foi um dos meus jogos indie favoritos nessa altura, o estilo visual e a forma como inteligentemente usava a física e a obrigatoriedade de conjugar as características dos três protagonistas foi muito apelativo para mim. Era uma altura em que a industria indie estava a começar a crescer e a tornar-se no peso pesado dos dias de hoje, jogos como Trine ainda não eram assim tão vulgares, por isso foi normal o impacto que teve em mim. Em 2011 foi lançada esta sequela, mas por alguma razão não lhe dei grande atenção, acho que Trine foi daqueles jogos que chegou com um estrondo mas aos poucos fui-me esquecendo do quão bom era.

Decidi regressar ao mundo de Trine e recordar o porquê de ter gostado tanto do original, a desculpa para o fazer foi nada mais nada menos que… as cartas do Steam. Sim, eu sei que é uma razão estúpida, mas é melhor isso que deixar a apodrecer no meu backlog. Mal comecei a jogar e… UAU! Já me tinha esquecido do quão belo o mundo de Trine é! Trine 2 é, sem hipérboles, um dos jogos mais bonitos de sempre, o jogo de cores, luzes e a direcção artística é lindíssima! De cortar a respiração.

Felizmente as suas mecânicas pouco mudaram em relação ao original, e ainda bem porque elas eram já muito boas. Cada personagem (que regressam do original) têm as suas próprias características e só com trabalho de equipa é que podemos transpor grande parte dos obstáculos. Eu joguei em singleplayer, ou seja é necessário ir mudando entre as três personagens, mas podem também jogar em multiplayer (online ou local) que coloca os três heróis a jogar simultaneamente. Não tenho muito mais a dizer, a história não é grande coisa mas serve, é contada de forma infantil como se dum conto de fadas se tratasse, a longevidade é perfeita (cerca de 7 horas) assim como a dificuldade.

É um excelente jogo que conseguiu melhorar o original sem nunca o descaracterizar. Se quiserem um festim para os olhos, um autêntico quadro andante então não precisam de procurar mais, Trine 2 é o vosso jogo.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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Capsized [2011]

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Este veio com o Humble Indie Bundle, como vi que era pequeno decidi despacha-lo já. Já tinha ouvido falar de Capsized, mas sinceramente não sabia bem do que se tratava, do que tinha visto achava que era um jogo de plataformas num universo sci-fi.

E a realidade não anda muito longe disso. Não direi que é um puro platformer porque envolve muita exploração e combate, mas as plataformas e os obstáculos estão lá e são uma parte importante da experiência. Curiosamente a primeira ideia que me veio à cabeça quando comecei a jogar é que o estilo visual de Capsized faz muito lembrar Aquaria. Claro que as temáticas visuais são completamente distintas, mas o traço é muito semelhante. Uma breve pesquisa na net não trouxe qualquer ligação entre os dois jogos, mas é curioso que não fui a única pessoa a achar o mesmo.

Mas é só mesmo no estilo visual que me fez lembrar Aquaria, de resto Capsized é quase o oposto. Os níveis são curtos e lineares, o combate não requer grande arte e a exploração é obviamente muito mais simplificada tendo em conta os mapas de pequenas dimensões. O nível de dificuldade é igualmente elevado, a diferença é que Aquaria era muito bom e empolgante e Capsized… nem por isso. Arrastei-me durante os 12 níveis por obrigação e nunca me prendeu, nunca tive muita vontade em descobrir o que se escondia mais à frente. Os últimos níveis quando a dificuldade explode, foram um verdadeiro martírio para mim e ganhei um pequeno ódio de estimação ao jogo.

É certo que tem os seus pontos positivos como é óbvio, gosto da atmosfera do planeta, as mecânicas funcionam e a jogabilidade é bastante intuitiva. Mas fica a ideia de que podia ter sido muito mais do que isto, é como se estivéssemos a fazer um bolo, temos ingredientes muito saborosos, mas falta-nos uma receita que os utilize da melhor forma. O resultado final é um bolo intragável mas que a espaços conseguimos sentir um leve trago daqueles deliciosos ingredientes.

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Thomas was Alone [2012]

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Mais um jogo do recente Humble Bundle e mais um joguinho curto, com pouco mais de 3 horas.

Thomas Was Alone à primeira vista parece muito simples, visualmente é extremamente minimalista, de tal forma que os seus protagonistas são nada mais nada menos que figuras geométricas, mais precisamente, quadriláteros. Cada figura representa uma IA que depois dum acidente começa a ganhar personalidades e traços humanos. É aí que a meu ver o jogo brilha porque cada uma das pequenas figuras geométricas têm as suas próprias características, ainda que pouco desenvolvidas, que ao longo do jogo se vão desenvolvendo com a interacção entre cada uma das IA.

Para atingir isso, o jogo usa de forma eficiente a sua boa escrita e o voice acting de Danny Wallace, o narrador que dá vida às IA e às suas diferentes personalidades. É isto que eleva o jogo dum medíocre misto entre plataformas e puzzles para um jogo diferente que merece ser descoberto. As suas mecânicas não são propriamente fora do vulgar nem muito originais, se não tivéssemos as diferentes personalidades e a sólida escrita acho que Thomas Was Alone não teria metade do protagonismo que atingiu.

O objectivo de cada um dos níveis é simples, basicamente temos de levar cada uma das IA até à “porta” de saída com a sua forma. Claro que cada um tem as suas próprias limitações e características que obriga a que tenhamos de interagir entre as diferentes figuras para transpor os obstáculos. E praticamente o jogo resume-se precisamente a isto, como disse antes são as diferentes personalidades e interacções entre as IA que dão muito charme ao jogo. O estilo visual tremendamente minimalista e espartano também lhe dá uma forte identidade.

Jogo interessante que merece ser descoberto, mas digamos que não me tomou por assalto.

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