World War Z – Guerra Mundial Z [2013]

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Ah zombies… é impossível não gostar da sua simplicidade, mas é igualmente difícil não ficar completamente saturado de toda a exposição que têm vindo a receber nos últimos tempos.

Depois de terem estado décadas adormecidos, acho que esta nova febre começou mais ou menos pelas alturas do 28 Days Later e do Resident Evil, e 10 anos depois ainda cá andam, mais presentes que nunca de tal forma que The Walking Dead é seguido por pessoas que normalmente não seriam propriamente o público alvo (tipo as mães de família). Dá ideia que este World War Z é o culminar de tudo isto, pela primeira vez temos um mega blockbuster de zombies mascarado de épico, o que há alguns anos atrás parecia loucura.

As minhas expectativas eram nulas, todas as histórias que relatavam os problemas de produção cheiravam bastante mal, para além disso nunca li o livro do qual (dizem que muito levemente) se baseia. Como podem imaginar foi fácil World War Z superar as minhas expectativas, mas isso não significa que tenha sido bom, longe disso, ele transpira mediania por todos os poros.

Desde logo é curioso que World War Z insere-se mais no sub-género de “filme epidemia” do que propriamente no de zombies e muito menos no de terror. Imaginem-no como uma versão fantasiosa de Contagion ou mais violenta de Outbreak. Só por isso torna-se um pouco mais interessante, porque nunca teria qualquer hipótese de ser um bom filme de zombies ou de terror, falta-lhe as bases necessárias, contudo, acabou por se transformar num divertido filme epidemia que normalmente são bastante aborrecidos (uma excepção é The Andromeda Strain).

Mas World War Z falha em alguns pontos que o impedem de ser genuinamente bom. Desde logo o Brad Pitt, eu acho-o um bom actor, não é isso que está em questão, mas nem sempre. Aqui ele passeia a sua cara inexpressiva em todas e quaisquer situações, só faltou filma-lo a receber o cheque chorudo. Sem um protagonista (que aqui está quase 100% em cena) credível, o filme acaba por ser afectado. Do lado oposto temos os antagonistas, os zombies são simplesmente patetas, não há volta a dar. Desde o comportamento das massas a fazer lembrar as formigas, até aos individuais a fazer lembrar galinhas… quando os zombies nos fazem rir nunca é bom sinal. Finalmente, e isto compreende-se por ser um filme PG-13, a ausência de gore é gritante para um filme com zombies.

Mas a verdade é que acabou por ser bem melhor do que se estava à espera o que é positivo e um sinal de que os zombies ainda vendem.

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