Man of Steel – Homem de Aço [2013]

man-of-steel-poster

Depois da fanfarra do IMAX hoje acabei por ir ver o novo Super-Homem… na versão normal em 2D. Depois das criticas negativas de pessoal próximo não ia dar os 10€ aqui, prefiro esperar pelo Pacific Rim.

Adiante, já ia com as expectativas bastante baixas, e nem falo da recepção mista que teve, é que eu não sou lá grande simpatizante de filmes de super heróis e o Super-Homem nunca foi dos meus favoritos. Portanto é normal que o meu interesse inicial nunca tivesse sido por aí além, mas a verdade é que este Man of Steel trás dois nomes sonantes atrás, o realizador Zack Snyder, que embora seja um pouco inconstante gosto de alguns dos seus filmes, e Christopher Nolan do qual sou admirador e que aparece aqui como produtor e mastermind.

Infelizmente não os vi por aqui. Não encontrei a audácia e a elegância do Snyder, nem a inteligência e segurança do Nolan. Se não soubesse nunca diria que algum dos dois estaria envolvido em Man of Steel, pelo contrário, a ausência duma identidade ou de um traço é de tal forma gritante que mais parece fruto dum programa informático concebido pela gerência da Warner.  Até mesmo os filmes da Marvel, que não consigo gostar e seguem todos o mesmo template, têm mais coração e alma que esta nova incursão nas aventuras do Super-Homem.

A ideia inicial sempre foi adoptar o realismo mais sombrio que o Nolan usou na sua trilogia do Batman, mas comparem só a relativa sobriedade de Batman Begins (e até dos posteriores filmes) com os “rugidos” de Man of Steel, é como do dia para a noite. É impossível criar qualquer tipo de ligação com qualquer uma das personagens, o próprio Clark Kent está pouco desenvolvido, a única função de Lois Lane e Jor-El é serem um veiculo de exposição narrativa e o resto… pouco mais são que figurantes. Agora comparem com os secundários de Batman Begins, mesmo os que pouco apareciam… pois.

Por falar em exposição narrativa, quando um filme tem que colocar uma personagem a explicar as coisas ao espectador é sinal dum argumento demasiado rígido e Man of Steel abusa desses momentos, chegando a ter que montar sequências alucinatórias apenas com esse intuito.

Já deu para perceber que não gostei, a gota de água foi o ultimo terço, uma longuíssima cena de acção que eleva um filme que pretendia ser realista e fundado em bases mais sóbrias para um espectáculo espalhafatoso digno dum episódio do saudoso Dragon Ball Z. É certo que a própria natureza e o lore do Super-Homem é propicia a tonalidades diferentes dum Batman por exemplo, mas havia potencial para fazer algo com mais substancia, o próprio Snyder abordou temáticas semelhantes com muito mais cuidado no seu Watchmen onde o Dr. Manhattan à semelhança de Kal-El era um autentico semideus deslocado dos seus pares e fustigado por uma crise de identidade.

E pronto, é isto. Fracote, next.

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