Acabei de jogar… McPixel / Dungeons of Dredmor

acabeidejogarA Summer sale do Steam chegou e com ela as cartas! Para quem não sabe agora ganhamos cartas em certos e determinados jogos que podem ser vendidas. E é precisamente isso que ando a fazer, o lado bom disso é que tenho alguma motivação para instalar e jogar jogos que doutra forma talvez não o fizesse. Os dois jogos de hoje são exemplos disso mesmo, jogos que dão cartas!😀

————————————————————————————————————————————

McPixel [2012]

mcpixel

Este comprei-o por 70 cêntimos nestas promoções, mas a verdade é que com a venda das cartas que caíram ele acabou por se pagar a si próprio o que significa que não paguei nada! Jogo grátis! Fuck yeah!

E será que valeu todo o esforço? Pois… não sei, acho que não. Antes de mais acho que é pertinente avisar que McPixel não é um jogo tradicional, vejam-no como uma sátira humorística que não quer nem deve ser levado a sério, caso contrário vão sentir-se insultados. Vi-o pela primeira vez num quick look do Giant Bomb e a minha reacção na altura foi um misto entre perplexidade e curiosidade. Fiquei ainda mais curioso depois de o ver no Greenlight e pela forma rapidíssima como levou luz verde da comunidade.

Lá o comprei então, sabendo que na prática não me estaria a custar nada. Os primeiros minutos foram de estranheza, comecei a perceber o sentido das coisas, a musica é muito viciante e algum do humor e referencias roubaram-me um sorriso, mas volvido o primeiro “nível” reparei como as coisas não evoluíam. A mesma e única mecânica é usada ad nauseum ao longo duma série de níveis e pouco a pouco a curiosidade que ainda sentia foi substituída por frustração e aborrecimento.

Basicamente McPixel resume-se a algo tipo… temos um cenário onde uma bomba relógio está prestes a explodir e cabe ao jogador clicar nos objectos correctos na ordem correcta para a desactivar. Fazem-me lembrar os puzzles ambientais das aventuras gráficas clássicas. Tudo muito vago e sem grande sentido e extremamente nonsense, ainda para mais o seu estilo visual a fazer lembrar os desenhos falhados que todos já tentamos fazer no Paint nem sempre torna fácil discernir o que dá para clicar. Como disse antes, tem a sua piada nas primeiras vezes, mas rapidamente esgota todo e qualquer interesse.

Acho que por 0,70€ não me posso queixar muito, mas mesmo assim a verdade é que McPixel entra naquele grupo de jogos que me arrependo de ter na minha biblioteca. Mas vá, o humor muito nonsense acaba por ter os seus momentos e é o seu unico ponto positivo, se estiverem à procura disso se calhar até pode ser uma boa compra.

Sai do templ… do Pixelhunt com:

————————————————————————————————————————————

Dungeons of Dredmor [2011]

dungeons

Outro que joguei por causa das cartas, mas este já o tinha no backlog há anos a ganhar mofo. Pouco ou nada sabia sobre Dungeons of Dredmor para além dos relatos dum amigo, foi só aí que descobri que se trata dum roguelike. Como sabem não é propriamente o meu estilo de jogo favorito, quer dizer não tenho nada contra eles (adoro The Binding of Isaac e FTL) mas raramente toco num.

Vou ser muito sincero, não joguei o tempo suficiente para fazer uma análise correcta e informativa, fiz apenas uma dúzia de partidas, mas como se trata dum roguelike a ideia é mesmo essa, fazer várias partidas para tentar chegar o mais longe possível. Desde logo é claramente visível que o esqueleto de Dungeons of Dredmor é muito mais complexo e desenvolvido que os dois roguelike que falei no primeiro parágrafo. Há claramente uma maior atenção ao detalhe como nas estatísticas de cada item, no sistema de crafting, de leveling up e por aí fora. É sempre bom ter mais alguma complexidade, mas para ser sincero, num roguelike prefiro simplicidade e imediatismo.

Há uma série de diferentes dificuldades, para além disso podem escolher se querem permadeath e/ou níveis mais pequenos e menos focados no loot. Pessoalmente acho que um roguelike deve ser jogado com permadeath, é precisamente esse o objectivo de cada partida, sobreviver o mais longe possível até morrer, obviamente que torna-o mais difícil mas foi assim que joguei.

Como se pode esperar, os 10 níveis (cada um com um estilo visual distinto)  são gerados de forma aleatória com monstros, loot e mapas distintos a cada nova partida. Este é um elemento central e obrigatório em qualquer roguelike e torna-o na prática num jogo com possibilidades infinitas. O estilo gráfico é honestamente muito pouco apelativo aos olhos, direi mesmo que é um jogo feiote, mais parece uma folha de excel glorificada e completamente genérica, sem qualquer traço único. Não gostei. A musica é extremamente irritante e repetitiva, o que acaba por salva-lo em termos de tom é o seu humor, que embora não seja nada de especial conseguiu arrancar uns sorrisos.

Mas a verdade é que no final das contas não posso dizer que tenha gostado da curta experiência, quase de certeza que mais umas boas dezenas de horas iriam transformar-la positivamente, mas não tenho o tempo nem a vontade de as despender com Dungeons of Dredmor. Mas se gostam a sério de roguelikes então quase de certeza que vão gostar.

Sai do templ… do PixelHunt com:

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: