Civilization V [2010]

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Há jogos que até queremos jogar mas ficam esquecidos lá no fundo do baú, Civilization V era um desses, já estava há anos e anos para jogar e finalmente decidi ir em frente.

Por incrível que pareça, mesmo sendo um entusiasta de jogos de estratégia, nunca joguei um Civilization na minha vida, O mais perto foi o saudoso Alpha Centauri há já uns valentes anos. Como sabem adoro os grand strategy da Paradox, em especial a série Europa Universalis, mas a verdade é que são jogos completamente distintos. Dos jogos que joguei o que mais se assemelha até acaba por ser as campanhas da série Total War, se bem que os jogos da Creative Assemble sejam bem mais acessíveis. Ambos partilham a progressão por turnos o que desde logo coloca-o num grupo completamente distinto dos jogos da Paradox. O mapa de jogo está dividido por hexágonos o que, pelo que entendo, acaba por ser uma novidade na série, que sempre se baseou em quadrados, faz lembrar aqueles jogos de estratégia militar hardcore tipo Panzer General, os mapas são muitos mais abertos e as movimentações mais fluídas e abrangentes.

Qual é a experiência que um Civilization pode trazer a um jogador veterano de Europa Universalis como eu? Bem, como já disse são jogos bastante diferentes. Desde logo, Civilization V assenta-se numa completa aleatoriedade que obviamente quebra por completo qualquer realismo histórico, Não é bem do meu agrado, mas é um dos pilares da série e nesse aspecto chega a ser muito interessante os cenários com que podemos nos deparar, tipo uma França que acabou de descobrir a pólvora a ser aniquilada por… sei lá, os Hunos que já descobriram a bomba atómica. Situações completamente loucas e que acabam por ser cómicas e cheias dum certo charme inocente.

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Devo dizer que estive a jogar com a anterior expansão, Gods & Kings (entretanto saiu há poucas semanas uma nova intitulada de Brave New World) que trouxe algumas melhorias em relação ao jogo base, especialmente no campo diplomático e religioso, no entanto nem a expansão consegue esconder um sistema diplomático demasiado rudimentar e simplista para as suas elevadas pretensões. Neste campo fica a anos luz dos jogos da Paradox e aproxima-se mais dum Total War, o que é pena.

Mas a verdadeira beleza de Civilization V é ver a progressão do nosso império ao longo dos séculos, é maravilhoso ver a evolução que uma pequena vila tribal atinge no final do jogo. A árvore tecnológica é extremamente vasta e permite uma série de diferentes opções e prioridades o que torna a experiência extremamente dinâmica e variada. Inicialmente o nível de dificuldade pode parecer assustador, mas nada mais errado, é duma surpreendente acessibilidade e depois dumas breves horas já fazia as coisas em piloto automático sem pensar muito. Quem está habituado ao jogos da Paradox, Civilization V é um “passeio no parque”.

Não tenho muito mais para dizer, quer dizer há toneladas de conteúdo para falar mas o jogo já tem 3 anos e há por ai centenas de reviews e let’s play que ajudam nesse campo. O importante a reter deste texto é que eu era um virgem de Civilization e adorei conhecer esta pequena droga que aflige tanta gente😀

Tenho para aqui perdido o Civilization IV, talvez vá lá dar uma vista de olhos agora que já conheço os cantos à casa.

Positivo:
+ Elevados valores de produção
+ Extremamente viciante
+ Acessivel tendo em conta a sua dimensão

Negativo:
– Um pouco limitado e simplista em alguns aspectos

Sai do templ… do PixelHunt com:

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