Pixel a Pixel: Dark Souls

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Se bem se lembram no inicio do ano estreamos uma nova rubrica aqui no PixelHunt, intitulada de Pixel a Pixel. Estreamos a falar do Tomb Raider, hoje vamos falar de Dark Souls que acabei à coisa de dias. Já sabem, se quiserem participar comentem lá em baixo que eu e o Hugo entraremos na conversa.

Berto Carvalho: Saudações a todos os leitores do PixelHunt. Hoje vamos falar de Dark Souls e mais uma vez tenho a companhia do Hugo Bessa, o que é apropriado porque foste tu, Hugo, que me apresentaste ao Dark Souls. Tudo bem contigo?

Hugo Bessa: Olá caro amigo! Comigo está tudo óptimo, embora cada vez tenha menos tempo para me dedicar aos videojogos. Mas é bom saber que consegui converter-te à “febre de Dark Souls“, e tendo em conta a tua analise, acho que adoraste a experiência.

Berto Carvalho: Sim, completamente! Dos meus preferidos dos últimos largos anos E foste responsável por isso, não só por mo teres apresentado mas também por toda a ajuda que me foste dando. É que Dark Souls não se dá ao trabalho de explicar quase nada!

Hugo Bessa: Obrigado. É bom saber que fui útil na tua aventura. Mas para sê-lo, houve outros que foram igualmente prestáveis comigo. E realmente foi bem preciso as ajudas, pois aliado à dificuldade, temos algumas mecânicas que a inicio são complicadas de assimilar Em que tiveste mais dificuldades?

Berto Carvalho: Inicialmente era cenas básicas tipo a mecânica da humanity, de ficar humano e de que forma isso influenciava com o online, as invasões e tudo isso. Mas as tuas ajudas acabaram por ser ainda mais úteis na própria exploração e progressão, tipo que caminhos seguir e evitar.ds1

Hugo Bessa: Realmente a falta de um tutorial é algo que pode assustar o jogador mais casual E se juntarmos a ausência de ajudas de vários tipos, temos logo entre mãos um produto que afasta muitos possíveis compradores. Mas sinceramente culpo as gerações actuais por isso. Os jogos actuais são demasiado fáceis, só faltam transportar os jogadores “pela mão” até ao fim.

Berto Carvalho: Sim, Dark Souls é um jogo fora do seu tempo, ainda para mais tendo em conta que é um chamado AAA. Mas também é isso mesmo que lhe dá fama e publicidade, se fores perguntar aí na rua se conhecem Dark Souls, quase todos vão dizer “ah aquele jogo difícil?” Se fosse mais acessível deixava de ser único.

Hugo Bessa: Mas tendo em conta a tua analise, tirando alguns bosses, não o achaste demasiado difícil. Será que tornei-te a experiência demasiado acessível?

Berto Carvalho: Não me interpretem mal, ele foi difícil! Tirando jogos “especiais” como Super Meat Boy por exemplo, acho que nunca joguei nada desta magnitude com um grau de dificuldade deste tipo. Estava era preparado para algo ainda mais difícil, a sua fama é elevada neste aspecto. Contudo, como me disseste muitas vezes, eu estava overpowered, por isso é que se calhar a dificuldade ficou mais suave para o final.

Hugo Bessa: Confesso que achei o anterior (Demon’s Souls) bem mais complicado, mas este possui localizações e bosses que são de bradar aos céus, embora os próprios produtores tenham afirmado que certas ajudas neste jogo tornaram a experiência mais suave. No anterior, por exemplo não terias as bonfires, para utilizar como checkpoints.

Berto Carvalho: Já agora, se tivesses que escolher os três momentos de maior dificuldade e os três mais marcantes, quais seriam?

Hugo Bessa: Em termos de dificuldade, achei o Nito um dos bosses mais complicados, especialmente porque estava algo fraco nessa altura do jogo. O Capra Demon pela surpresa que foi, tornou-me a vida negra, e o boss final pelo choque de ritmo que foi, tornou-se igualmente num desafio bastante considerável.

Hugo Bessa: Em termos de momentos memoráveis, a primeira vitória contra um boss foi algo que certamente me deu enorme gozo. A chegada a Anor Londo e as Demon Ruins são momentos que certamente irei recordar para sempre, acho que nestes locais viu-se a qualidade gráfica do jogo em todo o seu esplendor.

Berto Carvalho: Realmente o momento em que derrotamos um boss daqueles chatos é uma sensação incrível, um alivio enorme. Nunca esquecerei o momento em que derrotei o Ornstein e o Smoug!

Hugo Bessa: Pokemon e o seu treinador, lol

Berto Carvalho: Passei a noite toda de sorriso parvo na cara.

Hugo Bessa: Esses meninos passei com ajuda de dois amigos, e mesmo assim deram trabalho. Foi um ponto de viragem no jogo.

Berto Carvalho: Para mim também foi!

Hugo Bessa: Acho que após esse combate, é quando ganhamos a possibilidade de fazer warp entre bonfires, certo?

Berto Carvalho: Exacto.

Hugo Bessa: O leque de possibilidades aumenta imediatamente. Mas voltando aos bosses, não és da opinião que alguns inimigos dão mais trabalho que os próprios bosses? Dou-te o exemplo de Anor Londo, que achaste da area?

Berto Carvalho: Anor londo tem uma sequência de inimigos brutais! Nem é que sejam difíceis, o pior é mesmo o numero deles e as bonfires demoram a aparecer…

Hugo Bessa: São apenas 2 numa área enorme.

Berto Carvalho: … e para mim  tem a parte mais injusta de todo o jogo, que são os arqueiros.

Hugo Bessa: Esses arqueiros tiram um gajo do sério! Estão localizados numa zona de muito complicada de acesso.

Berto Carvalho: Mesmo, é dos poucos locais que acho injusto, gajos da From Software fizeram mesmo de propósito😀

Hugo Bessa: Não é injusto. Se fosses um arqueiro, conseguias derrota-los facilmente. Este é o grando ponto a favor do jogo, apesar das areas serem iguais para todos, podes ultrapassar as dificuldades de muitas maneiras, dependendo da classe que escolhes.

Berto Carvalho: Digo que é injusto por ser instakill porque é inevitável que caias lá para baixo!

Hugo Bessa: Lol, mas já terias que contar com esse tipo de armadilhas, aliás armadilhas é o que este jogo tem mais. Algumas até eu as fiz, eheh

Berto Carvalho: Sen’s fortress é só dedicada a armadilhas lol E todo o nível só tem uma bonfire, ainda por cima escondida!

Hugo Bessa: Eu chamo-lhe Torture Fortress, lol

Berto Carvalho: É brutal para quem não a conhece, tem contudo um dos bosses mais acessíveis.

Hugo Bessa: Sabias que é uma das áreas com mais segredos?

Berto Carvalho: É bem possível! E tem uma das partes mais complicadas que são aqueles Titanite Demons no fundo do poço ou la o que é aquilo!

Hugo Bessa: Sim, tornam-se irritantes, mas a área é bastante recompensadora caso arrisques umas visitas mais pormenorizadas, apanhei aí alguns dos melhores equipamentos que tive numa personagem

Berto Carvalho: Ah ya, foi la que apanhei uma das armas que me acompanhou até final, a lightning spear

Hugo Bessa: Sim, muito boa, e com uns upgrades fica bastante letal!

Berto Carvalho: … num daqueles baús vivos😦

Hugo Bessa: Adoro os baús vivos! Era com cada cagaço!

anor-londo

Berto Carvalho: A primeira vez que me apanhou nem tive reacção! Por falarem upgrades, foi um sistema que demorei a aprender.

Hugo Bessa: É complexo.

Berto Carvalho: E é essencial.

Hugo Bessa: Sim, muito!

Berto Carvalho: É quase mais importante ter armas e equipamento de qualidade do que ter propriamente um level alto.

Hugo Bessa: Não concordo completamente. E a prova é que como estavas overpowered passaste bem os últimos bosses, mas realmente ajuda muito um bom equipamento. Com que classe terminaste o jogo?

Berto Carvalho: Eu era um warrior e acabei com nível 88.

Hugo Bessa: Jeez, mesmo overpowered! lol

Berto Carvalho: Mas o meu orgulho eram as minhas armas todas “levladas” ao máximo!

Hugo Bessa: Nível 5, ou acima? Sabes que podias modificar e continuar a “levla-las”?

Berto Carvalho: Claro! Mas algumas estavam limitadas a nível 5.

Hugo Bessa: Sim, mas outras que ao inicio pareciam fracas, quando acima desse nivel é que provaram ser letais. Sabes que cheguei a ter um dente de dragão como arma? LOL O gajo via-se lixado para mover aquilo, mas cada cacetada descontava muito!

Berto Carvalho: Eu também a tinha, mas nunca cheguei a ter nível de força suficiente para a usar em condições. Por falar em armas, deu-me um gozo especial aparecer em New Londo com a cursed sword do Artorias que matava todos os fantasmas num golpe sem precisar da transient curse!😀

artoriasHugo Bessa: Invejo-te, não joguei o DLC.

Berto Carvalho: Mas vale a pena, tem o melhor momento do jogo para mim. É pena ser tão caro na ps3

Hugo Bessa: 12.99€ é muito caro para um DLC. O combate com o Artorias foi bom?

Berto Carvalho: Foi fantástico! Desde o ambiente, à própria ideia de estar a duelar contra uma figura tão lendária como o Artorias que tem um lore tão apaixonante. E foi um duelo tão… puro, 1 vs 1 sem truques sujos nem injustiças. Um confronto de cavaleiros.

Hugo Bessa: Não tive o prazer de o defrontar…

Berto Carvalho: E acaba por tornar o duelo com a Sif um momento mais dramático…

Hugo Bessa: … mas se queres falar em combates míticos, devo confessar que quase me veio uma lágrima quando combati contra Sif, a loba.

Berto Carvalho: Precisamente! E no DLC descobres o que aconteceu com o Artorias e a Sif e o porque o duelo com ela mais tarde é tão importante

Hugo Bessa: Faz ai um spoiler mano! Sabes que a historia não me disse muito, mas esse momento com a loba marcou-me. Que se passou entre eles?

Berto Carvalho: Basicamente muitos anos antes dos acontecimentos do jogo, o abismo invadiu a cidade de Oolacile (a cidade do DLC) e o Artorias foi incumbido de defender a cidade junto com a Sif que era a sua companheira de armas, ele acabou por sucumbir ao abismo e ficou como que apoderado pela escuridão ao sacrificar-se para a salvar.

Hugo Bessa: Por isso é que a loba permanece junto da sepultura dele

Berto Carvalho: Exacto, a Sif ficou com a espada dele e o anel, que como sabes permite navegar no abismo

Hugo Bessa: Esse anel foi-me muito util, mas realmente agora percebo melhor a razão pela qual ela tenta impedir que alguém aproxime-se da sepultura dele. Esse combate é muito profundo. Achei-o o mais dramático do jogo.

Berto Carvalho: O undead que controlamos viajou ao passado (o DLC), derrotou o Artorias devolvendo-lhe a honra e salvou a Sif. É por isso que anos mais tarde, durante o duelo com ela, a Sif te reconhece e luta para que não tenhas acesso ao anel e vires eventualmente a morrer no abismo. Ela no fundo quer o teu bem, porque foste tu que a salvaste quando viajaste para o passado.

Hugo Bessa: Percebo. Acho que cometi um erro em não tentar perceber muito bem o lore do jogo.

Berto Carvalho: Dark Souls tem um lore incrível e super apaixonante. Mas lá está, o jogo esconde isso tudo, só soube de muitas destas coisas lendo a wiki

Hugo Bessa: Mas acho que é um erro dos produtores. Poderiam desvendar um pouco mais durante a nossa jornada, mas temos que respeitar a decisão

Berto Carvalho: Também acho, não gosto de exposição directa, mas também não a este ponto! Bem, e para terminar, o que esperas do Dark Souls 2?

Hugo Bessa: Mais bosses, mais áreas, mais inimigos e porque não, mais dificuldade? Acho que poderiam aperfeiçoar o co-op, quanto ao resto, é tentar manter os padrões.

Berto Carvalho: Concordo, mas deve ser muito dificil manter o balanço entre tornar a experiência mais acessível ou manter os mesmo nível. A tentação para o tornar mais acessível e conquistar mais publico deve ser alta.

Hugo Bessa: Pode ser mais acessível, disponibilizando mais informação apenas.

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Berto Carvalho: O problema é se estragam a formula e acabam por descaracteriza-lo, afastando os fãs Há demasiados exemplos desses infelizmente…

Hugo Bessa: Eles têm um compromisso com os fãs. Não acho que vão trair esse compromisso. E pelos vídeos que temos visto parece que a formula mantém-se.

Berto Carvalho: Sim, do que se viu promete!

Hugo Bessa: Eh pah, vais-me desculpar por meter isto na conversa, mas tenho que apelar a isto:

Porque raio não vais comprar o jogo para a PS3?! Era tão bom podermos ajudar-nos mutuamente!

Berto Carvalho: lol I’m a PC guy pah! E na PS3 é mais caro :p

Hugo Bessa: Mas não tens os problemas do online que tiveste no PC.

Berto Carvalho: É verdade, no PC o online não funciona tão bem, mas o Dark Souls 2 vai usar steamworks, tenho esperanças que funcione melhor *fingers crossed* Bom, Hugo, foi um prazer falar contigo sobre um jogo que diz tanto aos dois. Mais uma vez agradeço-te por teres insistido comigo, fico-te grato por isso.

Hugo Bessa: Sim Berto. Achei esta conversa bem produtiva e interessante. E é bom saber que gostaste assim tanto de um jogo que me disse muito nesta geração, oxalá tenhamos mais experiencias destas. Um grande abraço a ti, e a todos os que nos lêem!

Berto Carvalho: Um abraço para ti também! Até a próxima!

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