Rush – Duelo de Rivais [2013]

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Uma pausa nos filmes de terror para ver um que já esperava há meses, falo de Rush,

Juntar Formula 1 e cinema não dá lá grande resultado, o único filme decente foi Grand Prix em 1966 e apenas por causa das magnificas cenas de corrida filmadas num glorioso Super Panavision 70, porque de resto… meh. Em 2010 o fabuloso documentário Senna mostrou que é possível introduzir o apaixonante e romântico mundo da F1 aos leigos sem perder o lado humano e de entretenimento. De resto não há mais nenhum filme que se aproveite.

Foi com alegria que tive conhecimento deste Rush, um filme que parece ser “a sério”, com bons actores, um bom argumentista e um realizador que quando está nos seus dias também consegue desenrascar. Há uma série de histórias empolgantes que mereceriam uma adaptação cinematográfica, como a vida de Jim Clark, Stewart e o seu protegido Francois Cevert (cuja morte surge brevemente em Rush), a rivalidade trágica entre Gilles Villeneuve e Didier Pironi, Piquet e Mansell daria uma boa comédia, Prost e Senna e sei lá… tantas possibilidades. A F1 é um poço de histórias inacreditáveis que se não fossem reais ninguém diria que tinham mesmo acontecido. O episódio escolhido para Rush foi a rivalidade entre James Hunt e Niki Lauda.

É certo que essa rivalidade foi um pouco exagerada para o filme, mas a época de 1976 foi genuinamente memorável e tudo graças a estes dois pilotos com filosofias completamente distintas. O austríaco da Ferrari era cerebral e frio, o britânico da Mclaren impulsivo e um playboy. O melhor de Rush é a decisão de não ter heróis nem vilões, Hunt e Lauda são representados exactamente da mesma forma, dois homens com qualidades e muitos defeitos, um produto dum mundo especial que era a F1 clássica, cheia de glamour, camaradagem, e um elitismo imposto por cavaleiros modernos que todos os fins de semana desafiavam a morte.

Rush dá para dividir bem em duas partes, a pré-1976 que a meu ver demora a arrancar e mais se assemelha a uma montagem de momentos importantes, e a época de 1976 onde o filme explode! A partir dai ele adopta um ritmo perfeito e sem pausas num turbilhão de emoções e adrenalina que me deixou completamente colado à tela a implorar para que não acabasse.

Umas das perguntas que a minha namorada mais me fez durante e após o termos visto foi “esta parte aconteceu mesmo?!”. E a resposta foi quase sempre afirmativa. Sim, a F1 era mesmo isto e Rush está bastante fiel ao que realmente aconteceu, mas claro que podem esperar alguma pimenta de hollywood.

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