Colin McRae: Dirt [2007]

dirt

Estava com vontade de jogar algo que metesse carros, corridas e tal, olhando pelo meu backlog, um saltou à vista: Colin McRae: Dirt!

Fui um fã da série Colin McRae nos seus tempos áureos, alguns dos momentos mais memoráveis da minha adolescência foram passados à frente do Colin Mcrae Rally e Colin Mcrae 2.0, a partir daí a febre baixou um pouco à medida que a qualidade dos jogos e do rally real decrescia e ainda mais quando chegou o peso pesado Richard Burns Rally.

Se bem se lembram já joguei o Dirt 3, que o achei demasiado americanizado e superficial, mas mostrava alguns elementos decentes, especialmente os que ainda vinham das origens da série. Este Dirt foi o ultimo a ostentar o nome do campeão do mundo de rally, portanto ainda há uma certa predominância do classicismo original, contudo já é bem visível o rumo azeiteiro que iria levar no futuro, logo a abrir somos acolhidos pela voz do Travis Pastrana que é quase insuportável.

A estrutura de progressão no modo carreira é um pouco diferente do Dirt 3, centrado numa enorme pirâmide composta por diversos estilos de corrida desde etapas rally tradicionais, rallycross, baja, super especiais 1 vs 1 e a jóia da coroa para mim, hillclimb em Pikes Peak. Grande parte do meu tempo de jogo foi a subir o traçado completo da rampa americana em colossos como o Audi Quattro e o Toyota Tocoma, é glorioso!

quattro

Infelizmente tudo o resto desaba em comparação e muita dessa sensação é fruto da jogabilidade que pessoalmente não consegui gostar. Simplesmente não consigo sentir o carro nem o contacto dos pneus na estrada, essa ausência completa de feedback (mesmo com um volante) mais parece que estou a levitar a alta velocidade, o que torna quase impossível ser preciso na condução. Depois há o típico problema destes jogos semi-arcada que querem agradar a toda a gente, é extremamente imediatista (à excepção da já referida Pikes Peak) tornando-se deveras aborrecido fazer milhentas corridas de 2 voltas ou 5 minutos cada. É impossível usar qualquer estratégia que não seja pura agressividade e todo o gás.

Graficamente nota-se o peso da idade, ainda para mais comparando-o com o belíssimo Dirt 3, mas em 2007 era provavelmente o jogo de rallys com melhor tecnologia, se bem que as carradas e carradas de bloom sejam bem incomodativas. Mas o pior em termos técnicos são mesmo os slowdowns em corridas contra outros oponentes, por alguma razão o jogo engasga o que é estranho porque o Dirt 3 corria às mil maravilhas.

Se não fosse Pikes Peak, Colin Mcrae: Dirt sairia daqui com uma nota mais baixa, mas é impossível resistir ao 16 km da rampa americana, por falar nisso vou voltar lá para mais uma subida!😀

Positivo:
+ Inúmeros carros e pistas
+ Ainda persiste algum do classicismo europeu
+ Pikes Peak com o Toyota Tacoma❤

Negativo:
– Falta sensibilidade à condução
– Demasiado imediatista
– Demasiados slowdowns para um jogo desta idade.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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