Assassin’s Creed: Revelations [2011]

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Mantendo a minha tradição de atraso, lá me decidi a jogar o quarto Assassin’s Creed. Não, não falo de Assassin’s Creed 4, mas de Assassin’s Creed Revelations. Confuso? É normal, há tantos Assassin’s Creed que mais parecem uma praga, é impossível manter-me actualizado com lançamentos anuais, mas aos poucos lá vou andando.

Bom, vou tentar ser breve porque já quase tudo foi escrito nas análises dos anteriores jogos, podem reler se quiserem:

Assassins Creed   |   Assassin’s Creed II   |   Assassin’s Creed: Brotherhood

Com todos estes lançamentos anuais, ainda por cima com os últimos jogos que basicamente são apenas expansões, é quase impossível para a Ubisoft inovar qualquer coisa que seja na série, portanto é mais fácil reler o que escrevi sobre os anteriores para ter uma noção do que consiste um Assassin’s Creed e da forma como tem vindo a progredir. Eu gostei do Assassin’s Creed II, foi uma enorme surpresa e adorei a Itália renascentista, contudo logo com a sua primeira “expansão” já senti alguma fatiga, no entanto muito desse sentimento adviu do facto de que joguei os dois de rajada portanto já estava bastante saturado quando cheguei ao Brotherhood.

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Agora com Revelations foi diferente, ia com alguma fome e foi genuinamente agradável reencontrar o Ezio e andar de novo a escalar telhados. Por isso, digo desde já que embora possivelmente seja inferior ao Brotherhood (pelo menos apresenta menos inovações) acho que posso dizer que gostei mais deste que do seu predecessor. Desde logo a história pessoal do Ezio foi muito mais gratificante aqui, e o seu desfecho foi bastante bom. Vendo-o agora na sua despedida, uma pessoa apercebe-se de como ele é um dos melhores protagonistas desta geração de tal forma que a série Assassin’s Creed é narrativamente muito mais apelativa se a virmos como a história dum rapaz em busca de vingança e o seu percurso desde uma assassino inexperiente até à sua reforma, finalmente de pazes feitas com a vida.

O resto da história é uma trapalhada sci-fi que chegou a um ponto que não faço ideia do que se passa e, honestamente, nem quero saber. A beleza de Assassin’s Creed Revelations é o Ezio e as suas aventuras em locais históricos como Constantinopla. Se Brotherhood se focava inteiramente na capital Italiana, Revelations aposta na capital Otomana, e que bela que é! É isto que eu adoro nesta série, a possibilidade de visitar locais míticos e históricos como a magnifica Constantinopla que na altura era um dos centros da Europa, bem como alguns dos seus ilustres habitantes como o Solimão o Magnifico, aqui ainda um adolescente.

ezio

Em termos de jogabilidade e mecânicas não esperem grandes inovações para além dum gancho que ajuda o Ezio e ter mais alcance nas escaladas e dum sistema de bombas, o resto basicamente permanece inalterado e pouco mais é que um Assassin’s Creed II v1.70, o que, sejamos sinceros, não é obrigatoriamente um aspecto negativo porque as bases são sólidas. Mas não é menos verdade que a facilidade com que a fatiga se instala é invariavelmente maior. Há uma nova mecânica que basicamente é um tower defense meio disfarçado, mecânica essa que sempre ouvi falar quando Revelations vinha à baila, mas, estranhamente só a fiz uma vez ao longo de todo o jogo! Não sei se fiz alguma coisa mal, mas pensei que iria ser mais preponderante. Não me posso esquecer de mais uma novidade, os níveis do Desmond… mas o que raio é aquilo?! Parece um clone barato do Portal o que… só mesmo visto lol.

Em termos de apresentação não tenho muitas falhas a apontar para além da cara do Desmond … ele agora parece o Niko Bellic… não sei o que se passou. De resto, em termos gráficos, artísticos e musicais é muito bom!

Resumindo e concluindo, é uma boa expansão, talvez tenha gostado mais do que ele merecia porque já sentia algumas saudades do Ezio e de andar a saltar pelos telhados. Mas visto de forma fria é mais do mesmo e não vejo grande razões para sequer existir, no entanto, sempre nos deu Constantinopla o que é bom. Recomendo para quem gostou dos anteriores.

Positivo:
+ Constantinopla
+ A narrativa particular do Ezio e o seu desfecho.
+ A apresentação visual e sonora é muito sólida.

Negativo:
– A história geral lá com o Animus e os deuses é uma patetice dos diabos.
– Desmond tem de desaparecer, rápido.
– É mais do mesmo.

Sai do templ… do PixelHunt com:

Comments
One Response to “Assassin’s Creed: Revelations [2011]”
  1. LeScar diz:

    Este foi sem dúvida um dos finais mais bem conseguidos na história de um personagem, pelo menos na minha opinião. A maneira de como conseguiram contar a história de Ezio e a maneira de como a terminaram marcaram-me imenso.

    Em relação ao ‘Desmond tem de desaparecer, rápido’, em AC3 ele “supostamente” desaparece. Supostamente, pois a Ubisoft ao longo da série tem sido um pouco imprevisível.

    Deviam jogar o AC3, pelo menos para terminar o legado de Desmond, é um jogo relativamente bom para os amantes da série e não deixa ninguém desiludido.

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