Brothers: A Tale of Two Sons [2013]

brothers

Como sabem tenho a tradição de fazer um top dos jogos que mais gostei no final de cada ano, o problema em 2013 é que me apercebi que quase não tinha jogado nada deste ano! Mas não se aflijam, a promoção natalícia do Steam e companhia esteve cá para ajudar e foi uma boa oportunidade para comprar alguns bons jogos (espero) lançados nos últimos 12 meses.

Um deles é este Brothers: A Tale of Two Sons, uma aventura que pessoalmente me passou um pouco despercebida, fiquei um pouco surpreso em saber que vem do pessoal da Starbreeze, mais conhecidos pelos jogos de acção como Chronicles of Riddick, The Darkness e o novo Syndicate. E a surpresa veio mais porque Brothers aparenta ser um joguito mais virado para o publico infantil, contudo, uma outra surpresa adveio do facto de que debaixo da sua superfície simpática se esconde um jogo adulto e pintado por temáticas negras e bem pesadas, pensem como fosse um conto de fadas maduro.

brothers

Mas com isto não pensem que falo duma maturidade que normalmente se liga aos chamados “mature games” que habitualmente usam e abusam de sangue, mortes, tiros e mamas, Brothers tem a confiança necessária para saber que o publico alvo é maduro o suficiente para querer um jogo que sabe transmitir as suas mensagens duma forma digna, nobre e subtil, sem receios de, ao mesmo tempo, andar de mão dada com o seu lado mais inocente que hoje em dia tantos têm vergonha de mostrar. Brothers é uma história de amor fraternal, do peso da ligação entre duas pessoas que vivem como uma só e do que significa perder essa mesma ligação, é uma viagem de transformação e descoberta que não tem medo de desafiar os clichés que se esperam dele.

Mas falemos de questões mais técnicas, acho que o principal ponto de contestação é o seu peculiar sistema de controlo. Brothers é um co-op singleplayer, ou seja, o jogador controla ambos os irmãos ao mesmo tempo, cada um com um analógico diferente, a ideia é boa, isso não discuto, mas a execução nem por isso. Nunca me senti realmente confortável com os controlos e foi bastante difícil para mim coordenar os movimentes de ambos ao mesmo tempo, mas não esperam que seja injogável ou algo parecido, longe disso! Provavelmente é um problema meu, que nunca me habituei realmente a um gamepad.

brothers2

Em todas as outras áreas não há muito a apontar o dedo, só se for positivamente. A direcção artística é linda, linda, linda, linda! Mais do que um quadro vivo, as vezes mais parece uma escultura de barro a ganhar vida, é difícil explicar. Os gráficos em si são competentes, não esperem grandes texturas e efeitos, dá apenas para desenrascar e nunca chegam a atrapalhar a parte artística o que já é bom. Banda sonora muito boa, voice acting também acima da média tendo em conta que não há dialogo falado, é tudo à base duma linguagem inventada o que dá um forte charme ao jogo e permite que muito desse dialogo passe mais através dos movimentos do que do som, a fazer lembrar o trabalho corporal e gestual que os actores tinham de fazer no cinema mudo.

Não sei se é um dos melhores jogos de 2013 já que pouco ou nada joguei este ano, mas é certamente um dos que mais gostei de jogar. É de curtíssima (3 horas) duração, mas à semelhança dum Portal aproveita todos os segundos para dar ao jogador uma experiência memorável e o tempo passa num piscar de olhos.

Positivo:
+ Direcção artística
+ História e ambiente
+ Puzzles
+ Sistema de controlo imaginativo…

Negativo:
– … mas de execução dúbia

Sai do templ… do PixelHunt com:

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: