Her [2013]

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Tenho andado desaparecido mas não pensem que abandonei o PixelHunt! Tenho é andado a preencher o meu tempo a ver um monte de filmes e jogos!

Bom, na verdade nem por isso, ando mesmo muito ocupado lol mas lá consegui aproveitar algum do tempo livre para ir ao cinema e do que lá estava o novo filme do Spike Jonze facilmente me chamou a atenção como parecendo ser o mais interessante. Gosto do realizador, gosto do Joaquim Phoenix e o filme tinha um bom aspecto nos trailers. E é precisamente isso que inicialmente salta à vista, o seu aspecto, especificamente o visual. A fotografia de Her é deveras lindíssima e o cuidado empregue é digna de nota. É certo que se nota uma forte influência da “geração instagram” mas obviamente com qualidade, não esperem ver os filtros que os pseudo-fotógrafos usam.

Mas como filme sci-fi que é, Her brilha de forma mais intensa no interessantíssimo mundo criado (um futuro muito próximo) e na mensagem que pretende transmitir e que, na minha opinião, acerta em cheio. Her é acima de tudo um comentário social que usa uma história de amor ancorada em águas bem distantes dos parâmetros que normalmente esperamos. A solidão e as deficiências sociais são o catalisador para Spike Jonze questionar a essência do amor e o que o define.

Nesse campo o filme funciona, muito também pela solidez de Joaquim Phoenix que é facilmente um dos melhores actores da sua geração. A sua prestação é sóbria, pintada com aquele leve trago de ingenuidade e humor que eleva uma personagem que muitos considerariam um simples falhado, numa simpática figura trágico-romântica.

Se tivesse que destacar um grande defeito talvez apontaria o dedo ao seu ritmo desnivelado. Her pareceu mais longo do que realmente é, o que nem sempre é um bom sinal e isso deveu-se em parte aos altos e baixos que às vezes lhe cortava as asas quando parecia querer levantar voo.

Entretanto lá se passaram os Oscars, vi-o umas semanas antes da cerimónia e não esperava que viesse a levar algum prémio, o que mais merecia nem sequer estava nomeado (Joaquim Phoenix nunca mais voltará a ser nomeado como sabemos) mas foi com alguma surpresa que vi o Spike Jonke a receber o Oscar de melhor argumento original, um prémio tantas vezes reservado a autores independentes como compensação da habitual falta de coragem em entregar o de melhor filme.

Filme originalmente de 2013, estreou em Portugal em 2014.

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