The Fault in our Stars – A Culpa é das Estrelas [2014]

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Rotulado como “filme de gaja que vos fará chorar” obviamente fui vê-lo de forma relutante e de pé atrás. Já sei o que a casa gasta com este tipo de filmes saídos do mesmo baú dos romancitos à lá Nicholas Sparks.

Mas, como se costuma dizer, não se deve julgar um livro pela sua capa (pun intended, esta é uma adaptação dum livro) e este The Fault in our Stars felizmente segue essa máxima porque é bem mais do que aparenta ser. É perfeitamente notório que o material de origem é muito mais rico e sério que os tais romances da treta e tem a inteligência suficiente para diversas vezes saber ir contra os clichés e a previsibilidade quase fatalista que o género invariavelmente cai. Se estão à espera da estrutura básica dum romance adolescente podem esquecer, não encontrarão conflitos românticos, mal entendidos, separações temporárias, reconciliações… é apenas a histórias de dois miúdos de elevado grau de maturidade que se encontram em condições especiais e se apaixonam. Ponto.

A julgar por todo o choro que vi e ouvi na sala parece-me que cumpre bem a promessa de verter lágrimas e não posso dizer que não o faz de forma manipulativa, é difícil não o fazer, estamos a falar dum filme sobre amores adolescentes e doenças terminais. Contudo, pessoalmente, as cenas que mais me entristeceram até foram as mais subtis e menos óbvias, isto porque estamos a falar dum filme que sabe manter-se afastado de dramatismos exagerados. Mesmo as cenas que mais tentam arrancar as lágrimas são bastante realistas e pouco… como hei-de dizer… à filme. Bem, há algumas, mas nada de muito grave.

A miuda tem um bom desempenho, gostei dela. O miúdo é que nem sempre. É certo que muito do que me chateou pode ter vindo do excesso de confiança (deviam ter explorado mais os seus complexos físicos) e optimismo do personagem e nem tanto do actor, mas o sorriso parvo que ele usou 90% do filme fez-me confusão. No entanto, como já referi, todos eles têm desempenhos sóbrios e realistas, sem gritarias melodramáticas nem choradeiras de morte, o que foi muito refrescante.

Gostei, talvez mais pela subversão das expectativas do que propriamente pelo que ele vale ou até pelo impacto que me causou. Se forem à espera dum simples romance trágico para adolescentes e quiserem algo mais, como um filme que coloca questões (embora superficialmente) interessantes e filosoficamente pertinentes sobre o sentido da vida, amor e da nossa mortalidade então acho que vale a pena ver.

Olha, estivemos para ir para o Transformers… que sorte! 😮

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