Dawn of the Planet of the Apes – Planeta dos Macacos: A Revolta [2014]

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Aqui está ele, a razão porque passei esta semana à volta da macacada!

Quando escrevi sobre o Conquest of the Planet of the Apes referi que o The Rise of the Planet of the Apes era basicamente uma reinterpretação do quarto filme da saga original, pois bem, este novo Dawn of the Planet of the Apes pode ser visto como uma reinterpretação do Battle for the Planet of the Apes… confusos? lol

Bom, basicamente, à semelhança do derradeiro filme dos anos 70, neste novo filme seguimos César e o seu grupo a viver numa terra pós-apocalíptica após a quase extinção da raça humana, que se bem se recordam deveu-se a um vírus libertado no final do filme anterior. À semelhança de Battle for the Planet of the Apes, a nova força dominante do planeta, os símios, terão de se confrontar com o que resta dos humanos. No entanto aqui as motivações são completamente distintas da do filme original, muito mais realistas e plausíveis.

Ia com enormes expectativas e felizmente acho que foram igualadas, este é um óptimo filme que sabe misturar de forma graciosa o lado comercial com um genuíno sentimento e emoção. E a verdade é que grande parte desse coração vem dos símios. César e a sua trupe são tão, mas tão realistas que nunca senti que estava a ver um brilhante trabalho CGI mas sim seres reais, com emoções e sentimentos. É de louvar o que conseguiram fazer neste campo.

Não pensem que há aqui uma clara distinção entre bons e maus à semelhança de Battle for the Planet of the Apes. Tanto os humanos como os símios são retratados realisticamente, ambos os campos com motivações dignas, plausíveis e acima de tudo como grupos onde o individualismo às vezes se sobrepõem sobre o grupo. Há heróis e vilões em ambos os campos, onde nem todos remam para o mesmo lado.

César é obviamente a estrela do filme, mas é justo destacar o excelente trabalho que fizeram com Koba (lembram-se dele no filme anterior?) o que mais se aproxima a um papel de vilão. É certo que as suas motivações são erradas e age de forma incorrecta, mas se pensarmos bem, é um reflexo natural de alguém que passou toda a sua vida sobre tortura. É impossível um animal sair em condições, quanto mais um inteligente.

Estou a adorar este novo rumo da série Planet of the Apes e muito ansioso para ver onde levam isto. Dava um rim para que terminassem isto com a chegada dum astronauta vindo do passado😀

 

Comments
One Response to “Dawn of the Planet of the Apes – Planeta dos Macacos: A Revolta [2014]”
  1. Ah ah, também achei muito bom. No que toca a blockbusters duvido que outra coisa o ganhe este ano. É pena é o trailer final que fizeram para o filme. Cheguei a meio do trailer e tive que fechar a tab. É mesmo daquelas coisas que insultam a inteligência com um sumário do filme inteiro completo com imagens do final. Tsk, tsk.

    Blockbuster do ano na minha opinião😛

    Anyway,

    #SPOILER TIME#

    Gostava que seguissem a história do César, até porque a história original do Planeta dos Macacos pode ser um pouco redundante agora (já para não falar da falta do twist), mas por outro lado, arriscam-se a bater na mesma tecla com os mesmos temas se seguirem para um War for the Planet of the Apes:/ Já se arriscavam um bocado neste filme, mas gostei como se afastaram do previsível e continuaram o filme depois da “morte” de César. Aliás, até conseguem dar um tom esperançoso à segunda parte do filme o que me surpreendeu apesar do final não deixar de ser inevitável. Tal como disseste, balançou muito bem a parte de blockbuster com a mensagem e uns twists.

    O Koba também acaba por se tornar demasiado no típico vilão sem escrúpulos e as razões que o levam a esse destino acabam por ficar um pouco esquecidas no público em geral de certeza. Por outro lado, é verdade que o Koba nunca se iria tornar noutra coisa que não um vilão sem escrúpulos graças ao que lhe fizeram. O filme todo baseia-se nisso.

    …e também adorei os efeitos especiais. Mais uma prova de que a maior parte do CGI que se vê por ai é mal utilizado ou não têm o budget/atenção que necessita. Afinal de contas, se o Parque Jurássico o fez com qualidade até em cenas a céu aberto com criaturas vivas de corpo inteiro, hoje em dia só podia ser melhor, certo? Não sei que raio de magia é que usaram mas finalmente vi pêlo e animações realistas num animal/humanoide recriados fielmente. O Maurice então está brutal. Quando o cinema ouviu o “Run.” toda a gente soube que as coisas estavam prestes a ficar azedas muito,muito rapidamente.

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