Jogar a História – 1ª Guerra Mundial

Bons dias!

Vou tentar começar aqui uma nova rubrica, se correr bem pode ser que continue e escreva novas entradas, caso contrário fica aqui um artigo isolado e nada mais.

Antes de mais, uma breve explicação no que consiste o Jogar a História. Como sabem sou um amante de História, a tal ponto que até frequentei História Moderna e Contemporânea na universidade. Para mim, a História é o exemplo máximo de storytelling com o bónus de que a maior parte gira em torno de factos reais. A realidade é mais poderosa que a ficção, e cria quase sempre um maior impacto, porque sabemos que algures no tempo, aconteceu mesmo, e há episódios tão incríveis e fantásticos na nossa História que a nossa primeira reacção é pensar “isto não pode ser real!”.

No entanto, a verdade é que para quem não tem este bichinho é bastante complicado começar a ganhar interesse. Falo especialmente no campo escolar, é raro o estudante que gosta da cadeira de História, e isso a meu ver, deve-se aos métodos arcaicos do ensino actual. História nas escolas é sinonimo de “decoranço”. Todos passámos por isso e infelizmente é difícil encontrar o professor que consegue incutir um forte dinamismo e uma ligação emocional no seu método de ensino.

O que eu proponho nestes artigos, é aprender História utilizando ferramentas que complementem o ensino tradicional. Ferramentas “novas” que consigam tornar a História mais acessível e compreensível, algo que permita o contacto directo com o que estamos a estudar, algo… divertido. Falo, como é óbvio, de jogos. Se filmes e documentários já são usados (esporadicamente) no ensino, porque não jogos? Porque não pôr os miúdos a jogar para que consigam ver por outro prisma o que ouvem na aula? E não falo de jogos educativos porque, sejamos sinceros, são terríveis, aborrecidos e pouco mais que os mesmíssimos manuais escolares do dia a dia, mas interactivos. Falo sim, de bons jogos.

WW1

Embora os seus corpos tenham à muito se transformado em pó, o seu sacrifício perdura.
Temos de nos esforçar a valorizar as suas memorias e nunca esquecer.

Valiant Hearts

Para começar esta (possível) nova rubrica vou-me focar num acontecimento seminal, porventura o mais importante da História contemporânea, que fez, no no ano passado, 100 anos. Falo da 1ª Guerra Mundial.

A  Grande Guerra é a meu ver o acontecimento mais importante da História Moderna, na medida em que a nossa vida actual é uma consequência directa desses quatro terríveis anos que mudaram por completo a cara, não só da Europa, mas de todo o mundo. Peguem no jornal de hoje e em quase todos os assuntos podemos estabelecer uma ligação com o conflito mundial. Mas o mais fascinante da Grande Guerra é a áurea surrealista de todo o seu processo. Foram anos tão intensos e… bigger than life, que 100 anos depois nos parece mais ficção que realidade, porque só mesmo na ficção algo desta magnitude poderia acontecer.

O aspecto mais difícil de compreender é provavelmente a forma como o rastilho se espalhou e como eventualmente levou à explosão. Uma inúmera série de coincidências e mal entendidos que nos parecem tão inacreditáveis nos dias de hoje, levaram à mudança completa na forma como se via o mundo. A morte do arquiduque Francisco Fernando é a acendalha mais óbvia e superficial do rastilho, mas na realidade foi apenas um ponto em toda a escalada de mal entendidos.

Mas para entender essa escalada temos de recuar até ao século XIX, para o período pós-Napoleão. A Europa que saiu das cinzas napoleónicas era uma Europa mudada, uma Europa incendiada pelos valores nacionalistas e igualitários da revolução francesa (um período que provavelmente falarei numa próxima edição desta rubrica). O conservadorismo da antiga Europa pode ter saído vencedora dos campos de batalha, mas saiu claramente derrotada na guerra ideológica de valores.

Contudo, em termos políticos, o século XIX foi um período de expansão imperialista das potências europeias alicerçadas pelo status quo da paz de Viena. Esse período de (relativa) paz foi uma autentica corrida dos impérios europeus em se estabelecer como forças coloniais através de politicas imperialistas. Os conflitos militares foram em maior ou menor escala limitados a confrontos locais, originados por interesses económicos ou nacionalistas. Muitas novas nações emergiram ou ganharam pretensões de independência dentro dos impérios, alguns deles moribundos.

Podemos dizer que neste período, o objectivo dos grandes impérios passava pela conquista da hegemonia mundial não através do simples poderio militar como nos séculos anteriores, mas, pela primeira vez na História, através do poderio industrial. A revolução industrial veio revolucionar as mentalidades e as politicas, logo, o crescimento económico tornou-se numa verdadeira obsessão.

Para ajudar a compreender este período, aconselho-vos a descobrir dois jogos. Victoria II e Imperialism.

Victoria II

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E o que é Victoria II? Vocês conhecem a minha paixão por Europa Universalis, já muito falei sobre a série da Paradox, mas eles têm outros jogos semelhantes que cobrem outras épocas históricas. Victoria II cobre todo o período imperialista clássico, mais precisamente os 100 anos entre as décadas de 30 dos séculos XIX e XX. Embora abranja a 1ª Guerra Mundial, Victoria II é perfeito e mais indicado na forma como nos mostra o período imperialista das grandes potências europeias anterior ao conflito em si.

Como qualquer bom jogo de estratégia da Paradox, aqui podemos controlar todos os aspectos do país que escolhemos, desde a parte militar, económica, diplomática e comercial. É porventura o jogo menos acessível da Paradox, na medida em que requer uma micro-gestão minimalista que afastará os menos pacientes. Mas quando finalmente conseguem entrar dentro das suas mecânicas, Victoria II é uma autentica aula interactiva de História.

Admito que pode não ser a ferramenta mais acessível para uma criança se interessar pelo período, mas é perfeito para entender o balanço de forças na Europa, os jogos diplomáticos e os surtos nacionalistas dos povos europeus. Experimentem jogar com o Império Austro-Húngaro ou Otomano e irão entender o barril de pólvora que são os Balcãs, tal como Francisco Fernando sentiu na pele.

Para entender a Grande Guerra, primeiro é necessário compreender o mundo no inicio do seculo XX e Victoria II é a ferramenta mais indicada para isso mesmo.

Imperialism

imperialism

Acho que nunca falei sobre Imperialism, mas foi um dos meus jogos favoritos em adolescente (já agora, hoje em dia é abandonware e podem-no sacar AQUI por exemplo).

Criado pelos estúdios da SSI (que se bem se recordam faziam jogos de estratégia bem hardcore) Imperialism pode-se inserir mais ou menos no mesmo campo que Victoria II, são jogos equiparáveis (se bem que menos complexo), no entanto Imperialism é mais indicado para mostrar a forma como a revolução industrial moldou o século XIX e o período anterior à 1ª Guerra Mundial. 

Imperialism não se foca tanto no aspecto histórico nem no realismo como Victoria II e mesmo havendo mapas semi-realistas, a ideia aqui é pegar em cenários fictícios e aleatórios (à semelhança dum Civilization) e dai empregar as mecânicas inerentes a este período, onde o foco é o controlo industrial dum pais. É-nos possível controlar todos os seus aspectos, mas o foco está no desenvolvimento da industria através da exploração de matérias primas, manufacturas, fábricas e transportes.

Jogando Imperialism é fácil ver o papel preponderante que a industria teve no período, na medida em que tudo o que fazemos em jogo tem como finalidade fazê-la crescer. O desenvolvimento militar deve-se unicamente à necessidade de expandir território em busca de novas matérias primas, que por sua vez necessitam de caminhos de ferro para serem transportadas às fabricas, onde são transformadas e  finalmente exportadas. É um processo extremamente fácil de entender e essencial, não só para perceber esta época especifica mas… bem… a historia básica dum sistema capitalista.

É acessivel, portanto perfeito para um estudante, e ensinará as bases dum sistema industrial bem melhor do que qualquer professor.

ww1

Bom, mas estamos aqui para falar da Guerra em si. Agora que compreendem o background que levou ao acontecimento, interessa então mergulhar no conflito.

Como disse antes, o caminho para a guerra foi um conjunto de mal entendidos e coincidências que, como numa comédia trágica, todas as peças encaixaram na perfeição, por mais inverossímeis parecessem à primeira vista. Se jogaram Victoria II, já sabem como os Balcãs eram uma zona extremamente volátil. Nas vésperas da 1ª Guerra Mundial os povos eslavos do império Austro-Húngaro sentiam-se naturalmente insatisfeitos e viam na Sérvia (na altura independente) o bastião de salvação e, claro,  a Sérvia naturalmente procurava destabilizar a zona.

É importante ter uma noção dos objectivos e mentalidades dos estados europeus na altura. Da forma como o Império Austro-Húngaro, Russo e Otomano lutavam contra o “comboio” da modernidade e como representavam o tradicionalismo imperial. Como a Rússia era um barril de pólvora interno após a humilhação que sofrera na guerra contra o Japão  e com todos os tumultos bolcheviques internos.

Como a Alemanha unificada por Bismark meio século antes, se sentia excluída do jogo colonial por parte das potências estabelecidas.

Como a França se sentia revoltada e humilhada pelo poderio alemão e pela derrota na guerra Franco-Prussa de 1870 que lhe fez perder a província da Alsácia-Lorena.

E como o Império Britânico, que arrogantemente dominava meio mundo, sentia-se ameaçado pelo crescimento alemão, especialmente da sua marinha.

Mas acima de tudo é importante entender como todos estes turbilhões foram, ao longo de décadas, cimentando uma mentalidade europeia muito focada no ultra patriotismo e num nacionalismo (ainda não com as tonalidades dos ideais fascistas de décadas posteriores) exacerbado, sempre centrados na figura do Rei/Imperador/Kaiser/Czar/etc, figuras que personificavam o antigo regime num mundo que ansiava entrar no modernismo.

Para entender o lado humano dos povos europeus e das suas lutas, aconselho-vos a descobrir o magistral The Last Express.

The Last Express

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Já falei em tempos sobre ele numa retrospectiva, portanto se procuram informações mais técnicas do jogo leiam lá o que escrevi. Aqui, o importante a reter do jogo, é como consegue mostrar, de forma impressionante, os comportamentos e mentalidades de cada um dos povos intervenientes, tudo num inserido num microcosmos que é o expresso oriente.

A acção de The Last Express decorre dias antes do inicio da 1ª Guerra Mundial, o arquiduque Fernando tinha sido baleado em Sarajevo apenas há um mês e as várias potências europeias preparavam-se para a iminente e desejada guerra. No plano social, os governos autocráticos da Europa conservadora viam-se constantemente confrontados com movimentos sociais que colocavam em risco a sua própria existência. Movimentos anárquicos, republicanos e liberais alastravam-se por todo o continente de forma cada vez mais intensa, e todos estes jogos políticos e movimentos sociais são presenciados no próprio Expresso Oriente.

Dentro da derradeira viagem do comboio encontramos uma espia Austríaca, independentistas Sérvios, um anárquico Russo, aristocracia czarista, um policia britânico, um milionário persa, um harém turco, enfim uma série de personagens que se movimentam de forma similar às próprias nações e às convicções que representam, sendo que o teatro de operações deixa de ser o continente europeu para se transformar num comboio luxuoso.

The Last Express é um dos meus jogos favoritos e é quase uma lição histórica interactiva abrilhantada por uma narrativa ficcional também ela muito interessante. Quando os intervenientes do jogo chegam finalmente a Constantinopla no final do jogo, estala finalmente a Grande Guerra.

WWI

Partindo para o conflito militar não esperem o mesmo nível de quantidade e qualidade que encontrarão sobre a 2ª guerra mundial por exemplo. O numero de jogos sobre o segundo conflito mundial é muito mais vasto e detalhado, fruto do maior interesse do publico em geral e da natureza do conflito em si. A Grande Guerra foi um conflito de posições e desgaste, o que torna complicado traduzir de forma… divertida… para videojogo.

É tremendamente inglório tentar falar do conflito em si porque é impossível pensar sequer em tentar explicar os horrores do campo de batalha e de todo o sofrimento que os combatentes lá viveram. As condições que os soldados suportaram foram duma barbárie tal, que se torna complicado tentar imaginar. Da mesma forma que é difícil descrever por palavras, ainda mais o é através de jogo.

Para entender o campo de batalha não há muitos jogos por onde escolher, pior ainda se quisermos mostrar o inferno das trincheiras. Contudo há alguns exemplos de qualidade que conseguem mostrar com algum realismo a natureza peculiar da Grande Guerra, em reduzida e larga escala. Para tentar compreender o conflito em termos técnicos falar-vos-ei de dois jogos, cada um deles mostra o mesmo conflito através de diferentes perspectivas: individualmente, no terreno e colectivamente, num mapa estratégico.

Commander: The Great War

commander

Aconselho-vos desde já a experimentar também o, de certa forma semelhante, To End All Wars, mas prefiro falar do Commander: The Great War porque é o que conheço em primeira mão (se bem que pouco). Ainda não tive a oportunidade de jogar To End All Wars, mas segundo dizem é excelente.

Lembram-se daqueles jogos de tabuleiro bem hardcore tipo Panzer General? Jogos por turnos onde movíamos a nossas unidades em hexágonos? Pois bem, Commander: The Great War é um descendente directo desse nicho, contudo, ao contrário da fama que este sub-género têm (e segundo li, também o To End All Wars) é bastante (vá, para quem tem o mínimo de experiência) acessível.

Não posso dizer que o conheça a fundo, bem pelo contrário, mas Commander: The Great War é óptimo para compreender o teatro de operações numa maior escala, mantendo uma forte componente realística e histórica. Compreenderão bem o jogo de alianças entre os poderes centrais e a Tríplice Entente, mas especialmente a forma como a frente ocidental facilmente se tornou na guerra de desgaste que se viu. É imperial saber mover as linhas de abastecimento e de reforços e rapidamente se torna num jogo de paciência.

É mais centrado na parte militar da guerra (como não podia deixar de ser) e requer alguma aprendizagem, mas ficarão conhecedores das particularidades da guerra em termos estratégicos.

Verdun

verdun

Não há muitas opções que mostrem a realidade do combate no terreno, e as que há, naturalmente não conseguem mostrar com fidelidade a guerra de desgaste que foi a frente ocidental do conflito. Mas Verdun sempre ajuda, ao menos, a tentar colocar o jogador no espaço físico e abre um pouco o livro do que era estar preso na claustrofobia labirintica dos milhares de quilómetros de corredores entrincheirados.

Como já referi, a guerra de desgaste que caracterizou a 1ª Guerra Mundial é um tipo de combate que não se traduz muito bem em videojogo, porque a essência dum jogo de combate é precisamente o movimento e a acção, algo muito mais fácil de caracterizar num cenário da 2ª Guerra Mundial por exemplo, que é muito mais propicia a ser adpatado em videojogo.

Verdun é um dos poucos exemplos que retratam o combate nas trincheiras, como tal, merece ser falado aqui. Desde logo não esperem grande realismo, é um jogo multiplayer portanto a veracidade do combate estará sempre dependente e limitada pelas acções dos jogadores, mas é um meio sólido para entender a física dos campos de batalha. A própria natureza dum jogo multiplayer leva a que Verdun se acabe por transformar mais num clone dos antigos Call of Duty por exemplo, mas algumas das suas particularidades como a fraca visibilidade causada pelos fumos e trincheiras, a necessidade de usar máscara nos ataques de gás e a obrigatoriedade de estar quase sempre oculto e protegido leva a interessantes variações na sua jogabilidade. 

Não consegue captar o lado humano e visceral do conflito, mas tenta colocar o jogador no meio da acção com realismo q.b. o que é positivo.

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No entanto o maior fascínio que pessoalmente a Grande Guerra sempre me causou, é o lado humano. Os milhões de anónimos que viveram aqueles acontecimentos que hoje em dia nos parecem irreais e ficção. Os homens que se viram obrigados a conhecer o inferno dos sangrentos campos de batalha, as mulheres que enviuvaram e sofreram com a fome, das crianças que perderam os pais… vidas destruídas num conflito que teve tanto de desumano como de inacreditável.

E para compreender o lado humano da Grande Guerra não há nada melhor que o recém lançado Valiant Hearts.

Valiant Hearts

valiant-hearts

Acabei-o há poucos dias e falarei dele futuramente mais a pormenor, mas digo-vos já que é uma bela e tocante  viagem ao passado e um retrato do conflito, nem tanto em termos técnicos e realistas, mas do seu lado humano, da forma como tocou os seus intervenientes.

Basicamente Valiant Hearts é uma aventura protagonizada por uma série de personagens de todos os espectros do conflito, levemente baseados em cartas reais da época. É certo que a sua narrativa é ficção até porque tem um espírito cartoon, mas nunca vi um jogo que homenageasse de forma tão pura e sincera um grupo de pessoas como Valiant Hearts faz. A ligação que criamos com os protagonistas é demasiado forte para passarmos ao lado do sofrimento que milhões (que são representados pelos protagonistas) sofreram na Grande Guerra.

Porém o mais interessante a retirar de Valiant Hearts para este artigo, acaba por ser toda a investigação e curiosidades históricas que ensinam de forma muito suave, mas acessível, alguns dos pilares históricos do conflito, desde aspectos mais técnicos, passando por pequenos detalhes como meros objectos e tradições. É obrigatório como ferramenta de aprendizagem, mas acima de tudo um perfeito exemplo da forma tocante e humana como este meio pode e deve comunicar. 

—————

Com este artigo procurei não só, mostrar que a aprendizagem da História pode ser divertida e acima de tudo interactiva, mas também, no caso especifico da Grande Guerra, que há temas e assuntos que devem ser fonte de aprendizagem, especialmente para as gerações mais jovens. A História é cíclica e para melhor compreender o presente e enfrentar o futuro, devemos entender e recordar o nosso passado.

A Grande Guerra foi um momento seminal da história da humanidade, um período em que o lado negro do Homem e da ciência tomou o lugar central e em que a Europa mergulhou num autentico inferno que consumiu milhões e milhões de heróis anónimos que merecem que nunca sejam esquecidos. Cabe a nós passar a chama do sacrifício de todos os que passaram por aquele inferno para futuras gerações, porque nunca nos devemos esquecer o que se passou naqueles anos. Nunca.

In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields

Comments
One Response to “Jogar a História – 1ª Guerra Mundial”
  1. Álvaro diz:

    Excelente artigo. Espero pelos seguintes.

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