Fifty Shades of Grey – As Cinquenta Sombras de Grey [2015]

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Ontem foi dia de ver o hype do momento, falo é claro da 6ª sequela da série Twilight intitulada de Fifty Shades of Grey.

Digo já, aqui a abrir, que é uma sequela corajosa mas também confusa. Desde logo fiquei surpreendido pelo facto de Edward e Bella, terem aqui nomes diferentes e até histórias distintas! Na verdade começam o filme sem se conhecerem o que foi bizarro. Realidades paralelas? Perda de memória? Fantasias role play? O filme nunca nos chega a explicar, o que revela coragem e subtileza, mas a minha interpretação tende a cair na ultima hipótese.

Pessoalmente sou de opinião que Edward e Bella (aqui interpretados por novos actores, os originais pediam um cachet demasiado alto) adoptam novos nomes e personas por causa de fantasias, especialmente sexuais, e digo isto porque a quase total duração do filme é uma viagem através das experiências sexuais de Bella e do seu marido vampiro, que aqui aparentemente não é, ou pelo menos nunca revela sê-lo. Edward Cullen, aqui com o nome de Christian Grey, é um amante das práticas sadomasoquistas, algo nunca mostrado nas prequelas, se bem que os mais atentos já tinham captado alguns indícios, vejam a cena em que ele parte a cama ao penetrar Bella, durante a noite de núpcias em Breaking Dawn: Part 1, sempre houve ali uma forte tendência para uma certa violência sexual.

Se já estão a achar estranha esta premissa, não se aflijam, Fifty Shades of Grey aborda, na sua raiz, temas importantíssimos da nossa sociedade, especialmente a violência doméstica e a atracção que certas mulheres têm por riqueza e estilo de vida. Bella, aqui Anastasia, suporta um namorado obsessivo, compulsivo, dominador e violento porque ele é todo bom e tão rico como um pequeno principado do centro da Europa. São temas fulcrais e centrais aos quais tiro o meu chapéu por não terem medo de os abordar e de transformar os seus protagonistas em pessoas miseravelmente superficiais.

Vá, agora a sério. Fifty Shades of Grey é um daqueles fenómenos inexplicáveis e o sexo não é a única explicação. Todo este hype é tremendamente bizarro e honestamente não consigo explicá-lo. É claro que o filme é mau, contudo não pensem que sou uma daquelas ovelhas que fala mal só porque é fixe fazê-lo. Não o fiz com Twilight e não o farei com este.

Na sua raiz Fifty Shades of Grey tem imenso potencial, e digo isto sem piadas. Tem. É a história duma atracção sexual completamente fora do normal, entre duas pessoas com sérios problemas sentimentais e carregadinhos de imperfeições. Protagonistas imperfeitos e falíveis sempre me atraíram, e muito. À pouco gozei sobre a temática da violência domestica, mas é um tema que, bem ou mal, está presente em Fifty Shades of Grey mesmo que não tenha sido intenção da escritora. Anastasia é inexperiente em termos emocionais (viveu sem pai e com uma mãe ausente) e sente-se fascinada pela figura autoritária de Christian que ela aguenta, com a intenção de o fazer mudar. Quando, no final, vê que não consegue, desilude-se e vai-se embora. Seria um final interessante se não soubesse que na sequela ela volta para ele…

Enfim, mas para concluir, Fifty Shades of Grey tinha potencial para ser interessante, mas esse mesmo potencial foi destruído por uma má execução e especialmente um terrível guião suportado por uma má escrita (que calculo que venha do livro).

Despeço-me com um bonito “I don’t make love. I FUCK! Hard.”……..

 

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