Cities: Skylines [2015]

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Eu acredito pia, genuína e muito honestamente que a industria dos videojogos esta a melhorar, pelo menos se compararmos com a desolação que se vivia há 10 anos atrás. Estamos a presenciar um novo renascimento de muita coisa que estava morta ou à beira disso, é um revivalismo que pode ser de pouca dura, mas deixem-nos lá saborear enquanto dura.

Há muita coisa boa gerada por este revivalismo, mas deixem-me vos apresentar uma das cabeças de cartaz, um dos jogos que me fizeram olhar para o nascer do sol, vento na cara e tudo, e soltar uma fugaz mas sentida lágrima de orgulho e esperança por uma industria que parecia condenada. Falo é claro de Cities: Skylines.

Cities: Skylines é uma das cabeças de cartaz de tudo isto que falei, é feito por meia dúzia de pessoas, num pais da “periferia” (Finlândia), por um punhado de tostões e publicado por uma distribuidora especialista em jogos independentes e centrados num público nicho. Parece portanto um conto de fadas, e de certa forma é mesmo, porque este pequeno jogo já vendeu mais de 1 milhão de unidades em menos de um mês.

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Sempre fui fã de city builders, em especial de Sim City, sendo que o 4º capitulo da série roubou-me demasiadas horas (até fiz um diário pixelizado), contudo a triste realidade é que deixei passar o ultimo Sim City, nem sequer lhe pus as mãos em cima, nem tanto pela hipotética falta de qualidade (pelo que dizem não era assim tão mau) mas por todo o negativismo que o rodeava e todas as más decisões da Maxis e da EA. Sim City representava o lado podre desta industria que à pouco aplaudi por estar a mudar. Do lado oposto a toda esta negatividade está então o novo jogo do pessoal da Colossal Order (responsáveis pelo nicho Cities in Motion, e não, não tem qualquer relação com Cities XL) ou seja um produto virado para o consumidor, respeitador, humilde e aberto a todos.

E abertura acho que é mesmo o melhor termo para definir isto, vejam Cities: Skylines como um produto completamente open source, com tudo o que de bom daí vem. O jogo foi montado de raiz para que as mods sejam parte central do seu crescimento e a adesão popular tem sido assustadora, logo na primeira semana já circulavam centenas de mods (algumas delas incríveis, de tal forma que melhoram significativamente a jogabilidade básica). Imaginem como será o futuro disto a longo prazo, eu consigo imaginar e esse futuro é glorioso. O simples facto do jogo ter saído day one, assim tão bom e completo, é um bom indicador que daqui a meia dúzia de anos isto se tenha transformado em algo quase infinito. Junte-se a tudo isto um suporte activo da Colossal Order e da Paradox (que já prometeu um suporte bem ao estilo da série Crusader Kings e Europa Universalis) e, meus amigos… mal posso esperar.

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 Pronto, já sabemos que a filosofia por detrás da estrutura de Cities: Skylines é perfeita, mas… e o jogo em si?

Não é perfeito, longe disso até, mas bolas é porventura o melhor city builder no mercado. Arrisco dizer que Sim City 4 é melhor, mas apenas com as carradas de mods que o elevam até ao Olimpo, e como já disse, Cities: Skylines também os terá daqui a uns anos. Onde Skylines se destaca em relação a Sim City 4 é na simulação em si, aqui tudo é simulado, desde o trânsito (maravilhoso, nota-se bem as influencias de Cities in Motion) até aos transportes, sistema de lixo, agua, sistema funerário (!) e até a vida das pessoas em si. Cada habitante tem uma vida simulada, com casa própria, emprego, escola e por aí fora. É um colosso de complexidade, mas onde Cities: Skylines realmente triunfa é na forma como nos oferece essa complexidade e profundidade de forma simples e harmoniosa. Nunca me assustei com a liberdade e opções de jogo, o que é algo que não posso dizer de muitos outros city builders que entram neste grau de profundidade.

Com 50 horas de jogo passados ainda e apenas na minha primeira cidade (podem-na ver AQUI se quiserem) este é facilmente um dos meus jogos favoritos dos últimos anos. É extremamente fácil justificar a nota máxima e perdoar alguns dos seus defeitos (que obviamente tem) num produto com um futuro tão risonho como este. Basta ver que alguns dos aspectos que menos gostei (como a ausência de túneis ou de estilos europeus) já foi prometido numa das primeiras expansões (grátis!). Como posso eu torcer o nariz a pessoal deste calibre?

Positivo:
+ Profundidade, mas de forma acessível.
+ Mods, mods, mods.
+ Vastidão em termos de simulação e mecânicas.
+ Excelente suporte e um futuro risonho.

Negativo:
– Algumas ausências mas que virão no futuro, portanto…
– E as que ainda não foram prometidas já há mods, portanto…

Tempo de Jogo: 47 Horas
Completo: N/A

Sai do templ… do Pixelhunt com:

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