Terminator Genisys – Exterminador: Genisys [2015]

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É verdade, ainda se fazem filmes Terminator, mesmo depois dos últimos fiascos. E sem surpresas lá estava eu no cinema, não fosse eu amante incondicional de desastres.

E é um desastre? Hum… sim. Quer dizer, se forem com expectativas abaixo de zero até podem pensar que não é assim tão mau, mas realisticamente, é. Mesmo se às vezes até dê para divertir. Mas quando realmente tentamos analisa-lo e ver as coisas como realmente são, é difícil ignorar o quão superficial e primário Terminator Genisys é, aliás reflectindo o próprio titulo. Por mais que me esforce, não consigo imaginar um nome mais genérico que este.

Chega a ser um pouco deprimente a forma como esta sequela vai emprestar mais elementos aos videojogos do que propriamente à série que lhe dá nome, quase tudo, desde a tonalidade, set pieces, diálogos e premissas são tão reminiscentes do que normalmente os maus videojogos fazem, que até daria um bom case study. Isto porque Terminator: Genisys não é caso único, cada vez mais o cinema se começa a encostar aos maus vícios trazidos da industria dos videojogos (especialmente a necessidade de ter sempre algo a acontecer, ou seja muito short attention span) o que não deixa de ser irónico, porque o contrário tem sido uma das metas que os videojogos mais têm procurado.

Mas adiante, o que interessa é o filme em si. Desde já, vou despachar o melhor, e arrisco dizer que é a única coisa boa. Schwarzenegger. E digo isto sem o menor pingo de ironia, a sua nova abordagem do T-800 está desvirtuada do que deveria ser, mas ele fá-lo de forma sincera e com entrega, o que é de louvar porque honestamente, pensei que ele iria lá só para receber o cheque. Na realidade é ele o único que faz um esforço para segurar o filme com o seu carisma, porque de resto o elenco é do mais cinzento e insonso que puderam arranjar.

Especialmente a Daenerys e o gajo dum dos Die Hard maus, que interpretam versões sem cor da Sarah Connor e Kyle Reese que, muito honestamente, é que andam por lá a receber o cheque, perdidos no meio de referências fáceis aos dois primeiros filmes da série. Sim, Terminator Genisys tem tão pouca personalidade que se torna cómico a forma como se agarra aos filmes do Cameron, enquanto ecoa sem qualquer necessidade o tarantantatan e os I’ll be back desta vida.

Bom, mas a realidade é que mesmo sendo mais pateta e entre mais num espírito de filme de “domingo à tarde” que a anterior sequela (ainda alguém se lembra de Terminator Salvation?) este diverte mais in a silly kind of way, resultado do seu despretensiosismo.

Mas não se iludam, é fraco.

[trailer=https://www.youtube.com/watch?v=62E4FJTwSuc]

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