Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots [2008]

Hugo2    berto1

MGS4

Como têm vindo certamente a reparar, ando numa de Metal Gear Solid. O quinto capitulo saiu à coisa de semanas e decidi que era altura de jogar alguns dos que me faltam.

Os escolhidos, para já, foram Peace Walker (que vou jogando… devagarinho) e, claro, este Metal Gear Solid 4 que lá consegui que me emprestassem. Sempre tive bastante interesse nele mas, como imaginam, é sempre mais difícil arranjar e encontrar tempo para exclusivos de consolas. Se o tivesse no PC acho que já tinha jogado há muito mais tempo.

Admito que este é um jogo complicado de analisar ou mesmo de se falar. É tão, mas tão focado nos seus fãs e em fazer fan service, que não tem problemas de alienar todos os outros. Atenção que não tenho problemas em relação a isso, não sou fã da série mas interesso-me q.b. para conhecer a história principal e as motivações dos intervenientes, o que não quero é jogos que para me agradar (e a todos os outros “não-fãs”) percam a sua identidade, o que, felizmente, não é o caso. Metal Gear Solid 4 é um jogo inteiramente virado para os seus fãs, Kojima quis dar uma despedida emocional para a família Metal Gear e quem sou eu, nós, para equacionar sequer tentar mudar isso. Somos convidados na sua casa, somos nós que temos de nos adaptar. E eu gosto disso.

MGS4

Mas, como estava a dizer, torna a minha missão de falar de Metal Gear Solid 4 um exercício ingrato, isto porque, não sou afectado pela sua arma e o grande trunfo, que é o impacto emocional. Sim, admito que senti um arrepio durante o clímax entre o Snake e Ocelot, um duelo que personifica toda uma saga, toda uma história construída durante anos. É um momento perfeito mesmo para um outsider, nem imagino o que um fã terá sentido. No entanto, a verdade é que não caí nas “armadilhas” emocionais que o Kojima tão bem montou. O que é pena, porque para além disso, Metal Gear Solid 4 tem tremendas dificuldades em se pôr de pé, espelhando o seu protagonista que tem aqui uma penosa viagem pessoal.

– It’s the nanomachines, Snake!
– Nanomachines?

O diálogo que se tornou num meme dentro da industria é, goste-se ou não, a perfeita representação da história deste quarto capitulo. Para um jogo que todos gabam de ter demasiada história, quando analisada com olhos de ver, surpreendentemente ela se revela quase inteiramente… inócua. Sim, praticamente não há história para além da ideia geral de que Liquid Ocelot pretende controlar o mundo através do sistema de IA criado pelos Patriotas. Tudo o resto é… explicações e explicações, exposição e exposição como que se estivéssemos numa aula de Metal Gear. Um certo dia estava eu a jogar e inocentemente perguntaram-me sobre o jogo e o que estava a acontecer… tentei desenrascar-me mas guardei para mim o sentimento de que quase não há história para contar, e a que há, é embaraçosa quando se diz em alta voz.

Kojima meteu-se num labirinto de termos e teorias que se sobrepõem e emaranham umas nas outras, de tal forma que sente a necessidade de explicar tudo através de longos discursos, diálogos expositórios e até pequenos vídeos que mais parecem apresentações Power Point. É cansativo ter de passar, às vezes quase meia hora, a ver cutscenes onde nada avança e passamos todo o tempo a andar para o lado. Frustrante e às vezes hilariante quando o pobre Solid Snake questiona Otacon sobre coisas básicas só para Kojima poder explicar ao jogador. Metal Gear de certa forma sempre foi assim e sempre aguentei de bom grado estas deficiências narrativas porque gosto bastante das patetices e dos twists da série, como se fosse um sonho molhado dum miúdo viciado em filmes de acção dos anos 80. O problema é que este capitulo quase não faz isso por causa do que já referi.

MGS$b

Bom, mas adiante. é verdade que as cutscenes são looongaaaas, mas “cum” caraças, tecnicamente são irrepreensíveis! Acho que não vi um único glitch, clipping, textura mal carregada, saltos de animação nem nada abaixo do irrepreensível. Já lá vão 7 anos, hoje em dia ainda é raro ver jogos assim, com este nível de apresentação e atenção ao detalhe.

Mas, no final das contas, mesmo não tendo sido um grande jogo nem nada que se pereça, e mesmo com os muitos problemas narrativos eu até que gostei. Pelo menos raramente me aborreci nas 16 horas que durou, mesmo que quase metade delas tenham sido a ver vídeos de comando na mão. O importante a reter disto tudo é que Metal Gear Solid 4 não é tão bom quanto se apregoou na altura (ganhou vários GOTYs) tem tão mau como as opiniões que têm vindo a surgir com o passar dos anos.

Não é bom nem mau. É um Metal Gear Solid.

Positivo:
+ Solid Snake aqui é mais “humano” e “real” do que caricatura.
+ Perfeito em termos técnicos e apresentação.
+ Atenção ao detalhe.

Negativo:
– Quase ausência de história.
– Gameplay completamente abafado por sequências não jogáveis.
– Exposição narrativa.

Tempo de Jogo: 16 Horas

Sai do templ… do PixelHunt com:

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