Harry Potter and the Prisoner of Azkaban – O Prisioneiro de Azkaban [2004]

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Não é de estranhar que ao contrário dos dois primeiros filmes, The Prisoner of Azkaban tenha demorado dois anos a sair. A diferença entre The Chamber of Secrets e esta terceira parte é a maior mudança de ambiente, tom e ritmo de toda a saga e, de certa forma, foi este o filme que ditou a forma como a série iria seguir. O resultado final é um bom filme, porventura o melhor dos oito.

Não é também de estranhar que o maior salto qualitativo venha pelas mãos do melhor realizador que pegou na série. Alfonso Cuaron trouxe ao mundo de Harry Potter o lado mais negro e adulto (vá, juvenil) que a “infantilidade” de Columbus precisava. É um balanço complicado de se fazer, mas The Prisoner of Azkaban fá-lo graciosamente.

O que mais o diferencia dentro dos oito filmes, é o facto de às vezes quase parece mais uma história paralela, um spin off. É certo que a personagem do Sirius Black (all hail Gary Oldman) é importante para o futuro, mas dentro da big picture da série, The Prisoner of Azkaban não aprofunda muito as coisas, o que o torna um pouco o… filho mais alternativo da família. E isso é bom? Mau? Bem, deixo ao critério de cada um, eu gostei desta abordagem e acho que serve como uma perfeita transição entre a inocência dos primeiros anos e o que eu gosto de chamar “arco do Voldemort” que começa no seu regresso no próximo filme.

Uma palavra, como é óbvio, para Michael Gambon que teve a complicadissima tarefa de substituir o entretanto falecido Richard Harris no papel de Dumbledore. É melhor? Honestamente não sei qual o mais fiel aos livros, mas o Richard já andava muito cansado e isso era visível nos filmes. Pessoalmente gostei deste novo Dumbledore, é mais dinâmico, carismático e activo.

O Melhor:
A forma como um tema tão complicado e traiçoeiro, como são as viagens no tempo, são abordadas aqui. Especialmente tendo em conta que é direccionado para um publico juvenil, o que é admirável. O ultimo acto, em que todo o “jogo” temporal é estendido à nossa frente é, sem exageros, magistral.

O Pior:
O pior é de longe a parte inicial antes de Harry chegar a Hogwarts. Sim, toda a parte do autocarro com a cabeça do jamaicano e tudo mais, é acção puxada ao limite só porque sim. Como o resto do filme é relativamente parado é necessário acção! Pois, mas é secante.

 

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