Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1 – Os Talismãs da Morte: Parte 1 [2010]

Maratona Harry Potter

Decidi escrever sobre o meu visionamento de Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1 para a maratona Harry Potter, aqui, no texto do meu primeiro visionamento do filme.

É uma boa oportunidade de comparar os meus sentimentos deste meu visionamento com o da altura e… a verdade é que se mantém quase na mesma. O que escrevi há 5 anos mantêm-se actual em relação ao presente!

Acho que a maior mudança de opinião prende-se na parte em onde referi que era um filme coxo e com muita palha, fruto de ser a primeira parte do livro. De certa forma continua a ser verdade, e é inegável que o é, mas, agora conhecendo a segunda parte acho que foi uma boa decisão e entre manter assim ou cortar conteúdo, tenho a certeza que esta foi a melhor decisão.

O melhor:
Tal como indiquei há 5 anos, a pequena história animada sobre os três irmãos e as deadly hallows. É muito bem animada com um estilo muito interessante. Para além disso, o final, trágico e muito bem montado que nos mantêm com apetite para o desfecho da história.

O pior:
É dificil fugir a isto, mas mesmo apoiando a decisão de dividir o livro, continua a ser longo demais para o seu próprio bem. Dava para cortar meia hora na boa, o ritmo agradecia.

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Texto original

Parece que se está a tornar moda dividir um livro ao meio para fazer dois filmes e render mais dinheiro. Acho que foi o Harry Potter que começou isto, hoje foi noite de ver a primeira parte do último filme da saga.

Não sou particularmente grande fã e conhecedor da saga, nunca li nenhum dos livros e só vi os filmes no ano passado quando estreou o 6º da lista. Só achei um ou dois deles realmente bons o resto foi bem mediano sendo que os dois primeiros são demasiado infantis. Mas para ser sincero a piada da saga está precisamente nisso, a forma como os filmes foram crescendo juntamente com o seu público, e este último capítulo espelha bem esse processo de crescimento. Comparem este The Deathly Hallows com o The Philosopher’s Stone e parecem mundos diferentes.

Esta recta final adopta um tom bastante sério e negro, um tom que a série tem vindo constantemente a criar desde o The Prisoner of Azkaban, no entanto agora as coisas entram por caminhos bem menos tradicionais, longe está a escola de Hogwarts, os anos lectivos, os professores, a aprendizagem, etc. The Deathly Hallows descarta muitos dos aspectos recorrentes da saga e foca-se num estilo muito mais intimista, à volta da viagem dos três protagonistas pelo mundo dominado pelo totalitarismo de Valdemort.

Eu tiro o chapéu a este novo caminho, o filme tenta fazer coisas diferentes do que nos vinham habituando, e isso é óptimo, mas o problema é que se perdeu um pouco da… magia (no pun intended) Harry Potter. Muitas vezes esta nova incursão não parece um filme Harry Potter e por vezes nota-se que luta para não perder a sua identidade. Mas suponho que é algo inevitável e acaba por ser um pormenor.

O meu maior criticismo prende-se com o ritmo e com o seu conteúdo. Nota-se muito bem que este é uma primeira parte de algo, um produto inacabado porque durante todo o filme paira uma espessa nuvem anti-climática que por vezes chega a ser frustrante porque sabemos que o melhor só virá em 2011. Para preencher as 2h30 de filme obviamente encontramos muita palha que pode resultar em livro mas não em filme. O ritmo é tremendamente inconstante, eu gostei do tom mais pausado que permite maior desenvolvimento dos personagens, mas o ritmo está cheio de altos e baixos sendo que por vezes parece perder o foco.

A minha cena favorita foi sem duvida a história dos três irmãos, muito bonita, bem animada e com um estilo visual muito interessante.

Não é um mau filme, longe disso, está no grupo dos bons Harry Potter’s, mas esperava mais.

Comments
3 Responses to “Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1 – Os Talismãs da Morte: Parte 1 [2010]”
  1. Depois daquela cena final, na praia, eu acho que vou ter de consultar um psiquiatra para conseguir dormir bem à noite… Eu nunca na minha vida chorei tanto numa sala de cinema, ao ponto de ter de tapar a boca e virar a cara porque já estava, literalmente, a soluçar!

    P.S.: detesto os livros e a escrita pobre de J. K. Rowling, e desde o quarto livro que deixei de ler 😛

    • Por acaso achei essa cena muito bem feita e surpreendentemente triste. Digo surpreendentemente porque o CGI dele não era lá grande coisa, para um filme desta envergadura. Aliás todo o CGI no filme pareceu-me bem abaixo do que seria de esperar.

  2. cblue9 diz:

    Ainda não vi o filme, mas espero que em parte venha a ser melhor que o livro.

    Estou a falar no facto de a srª Rowlings ter começado uma saga destinada: a crianças (os 2 primeiros livros/filmes); ter continuado a escrever para adolescentes/jovens adultos, para depois acabar num sétimo livro onde mostra claramente que quer voltar a escrever para o público infantil (um epílogo ao estilo “e viveram felizes para sempre”) mas que acaba por fazer uma mistura algo estranha onde narra situações violentas que, obviamente, não são para as crianças lerem quanto mais verem num écran de cinema.

    Por isso não será de estranhar alguma incongruência nos filmes, já que é com o assentimento prévio da autora no que aos scripts diz respeito, que estes saem cá para fora.

    O último livro foi bom, não haja dúvida que a srª Rowlings tem uma óptima imaginação, mas tal como disse, esperava mais

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