Shin Megami Tensei IV [2013]

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Agora que terminei alguns jogos que tinha na minha biblioteca da PlayStation 4, decidi fazer uma pausa na consola da Sony e tentar alguns jogos bastante bem contadas da portátil da Nintendo, a 3DS. E havendo vários para começar, sendo que alguns até são nomes mais sonantes, decidi dar uma oportunidade a um RPG que alguns amigos de eleição já me tinham recomendado.

Shin Megami Tensei, é uma série de videojogos criada pela Atlus e que segue um padrão que tenta ser algo diferente dos JRPGs mais badalados do mercado, tendo também dado origem a vários spinoff, em que o mais mediático chama-se  Persona, o qual possui um jogo anunciado para o corrente ano. Mas não foi para isso que vim aqui escrever, pois este jogo além de pertencer à quadrilogia original, enquadra-se num estilo algo diferente desse spinoff.

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A história de Shin Megami Tensei IV centra-se em Flynn, um samurai que protege o Reino medieval de Mikado dos ataques dos demons hostis. Quando um misterioso Black Samurai começa a transformar a população em demons, Flynn e três companheiros são enviados para capturá-lo, sendo que a busca arrasta Flynn e seus companheiros para uma revelação surpreendente e uma luta de poder entre as forças angelicais e demoníacas. Na verdade, após este inicio, a história desenvolve-se a um ritmo muito agradável, sendo que na sua parte final, além de se tornar bastante surpreendente, “obriga” também o jogador a tomar várias decisões morais que irão alterar o rumo do final (existem vários), e levar-nos para um dos melhores argumentos já escritos para um videojogo. É certo que esta afirmação pode ser considerada bastante arriscada, visto o enorme leque de qualidade de Rpg’s que existem no mercado, mas após jogar muitos jogos ao longo destes anos, estou bem ciente do que estou a escrever.SMT_IV_gameplay

Se um excelente argumento já era motivo mais que suficiente para jogar este titulo, a jogabilidade incutida em Shin Megami Tensei IV foi pensada no jogador mais viciado que possa existir. O sistema de combate, por turnos, foi feito à volta da descoberta das fraquezas de cada inimigo,  sendo que o jogador é recompensado por cada ataque certeiro contra a fraqueza do demon que defronta, podendo duplicar o numero de turns que tem por combate. Para tal, o jogador tem um vasto leque de habilidades físicas e mágicas, sendo que todas elas apenas poderão ser herdadas dos demons que tenhamos na nossa party. E sim, falei bem quando disse “na nossa party“, pois o foco deste jogo é um sistema à la Pokemon, em que poderemos negociar com cada demon os termos que ele aceita para vir lutar para a nossa party, e por conseguinte conseguirmos herdar alguns dos seus skills e habilidades. É certo que as batalhas podem ser concluídas com a morte do demon, mas aqui torna-se muito mais apelativo tentar convence-los a lutarem por nós, para usufruirmos, não só, do que atrás referi, mas também para podermos ter um leque bastante alargado de demónios (ao todos são cerca de 400) para podermos fundi-los numa característica fantástica desta série.

E como funciona este sistema de fusão? Muito simples. Para tal basta termos pelo menos dois demons na nossa posse, e fazer uma pequena simulação para ver qual podemos criar, sendo que nos é facilitada a opção de migrarmos para o novo demon, algumas skills dos anteriores. Com isto a componente estratégica do jogo dispara, pois existem muitos obstáculos no jogo (leia-se bosses e afins) que requerem que o jogador ande pelo World Map a tentar resgatar demons de modo a tentarmos fazer uma party que seja eficiente para o tipo de desafio que tenhamos pela frente.

Em termos técnicos estamos perante um jogo que veio de uma consola passada, a PlayStation 2, mas que aqui na 3DS beneficia do 3D para dar uma melhor encanto ao jogo, embora deva-se dizer que quem vai jogar isto pelo grafismo, esteja a bater na porta errada. É um jogo que cumpre tecnicamente, mas não é neste aspecto que brilha.  O melhor talvez seja a sua arte ao nível de personagens e demons, num trabalho fantástico do Masayuki Doi, um nome já sonante nesta série. Já a componente sonora eleva os padrões que o jogo apresenta, pois estamos perante uma das melhores OST’s que já escutei num jogo.

No que toca a longevidade, podem contar com 50 horas de  mainquests, sendo que oferece ainda sidequests bastante mais simplificadas, mas que podem recompensar o mais dedicado dos jogadores, com demons secretos com habilidades únicas e por conseguinte bastante úteis.

Shin Megami Tensei IV, foi um agradável surpresa para quem imaginava outro JRPG com os moldes habituais do género. Os conceitos morais/religiosos/humanos, agarram-me de tal maneira que só parei quando vi os créditos finais. Não é perfeito, mas para aquilo que se propôs a oferecer-me, devo confessar que foi com um sorriso agradável que assisti aos acontecimentos finais desta aventura, e por conseguinte, um desejo enorme de continuar a explorar esta série, que me era desconhecida até agora.

 

Positivo:
+ História fenomenal, e muito bem escrita.
+ Finais alternativos mediante escolhas morais
+ Sistema de combate/recrutamento de Demons
+ Fusões

Negativo:
-Algumas sidequests “sem sal”
-História “demora a arrancar”

Tempo de Jogo: 60 Horas

Sai do templ… do PixelHunt com:

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