Outlast [2013]

outlast

Aproveitei as férias para despachar algum backlog e acabar muita da coisa que tenho pendente. Um desses casos era este Outlast, uma das cabeças de cartaz da explosão de popularidade dos jogos de terror inspirados por Amnesia: The Dark Descent e Slender.

É um subgénero tremendamente popular hoje em dia (veja-se a nova direcção de Resident Evil VII e do defunto Silent “P.T.” Hills), muita dessa popularidade vem directamente dos milhentos canais de streams muito em voga hoje em dia e de todas as “cópias” da obra prima que é Amnesia: The Dark Descent (o meu jogo do ano 2010). Muito provavelmente Outlast foi o que atingiu uma maior fama mainstream, alias até está para sair uma sequela.tumblr_ncls0x05r81sl1r94o1_500

Sou um apaixonado por toda e qualquer forma artística e de entretenimento de terror (já agora, se tiverem um tempo porque não ler o meu artigo A Raiz do Medo? ou recordar as minhas Maratonas Terror?) portanto fui para Outalast com expectativas, mas também com um dedo extra crítico. E é esse dedo que está aqui hoje a escrever. Outlast é uma desilusão. Outlast pariu um rato e consegue a proeza de pegar em quase todos os “mandamentos” de Penumbra, Amnesia e Slender e acertar sempre fora do alvo.

O jogo começa bem, bastante bem por sinal. O setting é cliché (o que não é no terror?) mas muito bem montado, o hospital psiquiátrico abandonado é tremendamente atmosférico e os primeiros momentos de tensão são de cortar à faca. Amnesia: The Dark Descent conseguiu fazer isto mesmo durante quase 1 hora. Essa primeira hora não tinha qualquer ameaça mas a pulsação do jogador subia, subia e subia. Revelava bom level design e mestria no controlo do ritmo. Mas Outlast rapidamente quebra essa tensão psicológica com o primeiro jump scare, que é bastante eficaz. Eficaz à primeira, o problema é a constante repetição do mesmo truque, o grande calcanhar de Aquiles de toda a experiência.

OLA partir dai o jogo cai numa longa e penosa espiral de descida qualitativa que termina num dos últimos actos mais enfadonhos e repetitivos que tenho memória. A constante barragem de fetch quests a certo ponto tornou-se motivo de chacota (estive a jogar com grupo de amigos) porque era ridículo. Se bem que até pode ser uma boa base para um drinking game! A cada fetch quest MAIS UM SHOT!

Há obviamente pontos positivos, mas como avisei, hoje foi o meu dedo critico a escrever o texto. No entanto, o que interessa nestes artigos é mostrar as minhas emoções e forma como uma obra me afectou emocionalmente. Se Amnesia: The Dark Descent me despertou sentimentos de pânico, aflição e uma tensão quase insuportável, Outlast acabou por me transmitir sentimentos de enfado, raiva e frustração.

Tempo de Jogo: 7 Horas

Positivo:
+ Momentos iniciais
+ Setting atmosférico
+ Interacção do modelo com o ambiente

Negativo:
– Tremendamente repetitivo
– Demasiada ênfase em jump scares.
– 80% do jogo é a mesma fetch quest over and over and over again.

 

Sai do templ… do Pixelhunt com:

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