Acabei de Jogar… Crime no Hotel Lisboa | Never Alone | Tiny & Big: Grandpa’s Leftovers

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Já joguei alguns destes jogos há valentes meses, mas só falo agora deles porque decidi junta-los num só artigo, como fazia antes. E fi-lo porque honestamente não tenho muito para falar, pelo menos não o suficiente para encher uma entrada para cada um destes jogos 😀

Crime no Hotel Lisboa [2014]

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É sempre bom haver jogos portugueses, melhor ainda se se passarem em Portugal. Pontos extra se homenagearem a nossa cultura. Crime no Hotel Lisboa faz tudo isso, tudo isso sendo uma homenagem também às aventuras gráficas point & click dos anos 90! Pelos deuses, tem tudo para ser o meu jogo favorito!

Pois… nem por isso. Não me interpretem mal, louvo-o precisamente por ser um jogo Português de gema, adorei as referencias a Lisboa dos anos 80 e 90, das piadas portuguesas, dos trocadilhos à língua Portuguesa (quem jogar em inglês irá certamente perder muitas das piadas) e as homenagens à nossa cultura popular, tudo isso é fantástico e colocam Crime no Hotel Lisboa num novo patamar na industria, não há outros jogos que façam o mesmo. O “problema” em si prende-se no jogo jogado, nas suas mecânicas que, e custa-me dizer isto, são demasiado simplistas e básicas, mesmo comparando-o com os áureos tempos das aventuras gráficas que tenta emular. Tudo isto se traduz num jogo aborrecido e desinteressante. Desculpem lá pessoal da Nerd Monkeys 😦

As vezes penso “e se isto fosse uma homenagem a outra cultura que não conheço?”. Acho que nem acabaria o jogo… o que me fez seguir em frente foi precisamente a nostalgia e as referências à minha cultura, tão pouco representada nesta industria. De qualquer das formas esse lado está lá, e ainda bem!

Tempo de Jogo: 8 Horas

Sai do templ… do Pixelhunt com:

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Never Alone [2014]

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Os jogos têm má fama e é certo que a maior parte deles nem tenta esconder alguns dos aspectos que ajudam a fomentar essa percepção popular, mas não é menos verdade que há muitos (e cada vez mais) exemplos que mostram o contrario.

São jogos com alma e coração, jogos que defendem causas justas e por arrasto ajudam o jogador em termos intelectuais. Um desses casos é este Never Alone. Na sua base Never Alone é mais um puzzle platformer tão popular dentro de cena indie, no entanto, no seu pulsante coração está algo mais, esta é uma carta de amor à cultura Iñupiaq, uma variante da normalmente denominada esquimó. É uma cultura desconhecida mas genuinamente interessante e o jogo tem o cuidado de nos a apresentar com muito respeito e coração. Com o seu progresso são nos desbloqueados pequenos vídeos documentais que nos mostram a história, estilo de vida, lendas e mitos da cultura Iñupiaq, e o próprio jogo está montado à volta duma dessas lendas.

O jogo jogado nunca consegue sair da mediania dum típico puzzle platformer, o que é pena, mas sabe usar, e bem, os seus trunfos para tornar a experiência um pouco mais interessante do que se poderia pensar à primeira vista. O seu gameplay pode não ser revolucionário ou original (é normalmente o grande cartão de visita destes jogos) mas tem um grande sentido de controlo de ritmo e lindíssimos visuais.

Tempo de Jogo: 5 Horas

Sai do templ… do PixelHunt com:

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Tiny & Big: Grandpa’s Leftovers [2012]

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Encerramos com chave de ouro este conjunto de pequenos jogos com mais um puzzle platformer, um dos melhores que joguei nos últimos tempos.

Tiny & Big: Grandpa’s Leftovers é tremendamente pateta e a premissa ridícula, mas desafio-vos a encontrar um jogo com tanto charme quanto este. Seria demasiado fácil reduzi-lo à sua original mecânica central que basicamente se resume à possibilidade de cortar (quase) qualquer parte do cenário e assim ultrapassar desafios, e de facto ela torna a jogabilidade de Tiny & Big: Grandpa’s Leftovers um mimo e algo nunca visto, mas esta é uma pequena experiência que consegue ser mais do que uma simples mestria técnica. O estilo visual é irrepreensível, a banda sonora alternativa dá-lhe um tremendo charme e o humor non sense é muito refrescante, o que acaba por tornar esta experiência única e original.

É muito, muito curtinho, tipo pouco mais que três horinhas, o que acaba por ser a duração perfeita, nunca chegando a ser repetitivo nem a criar qualquer saturação. De certeza que o arranjam baratinho por ai, e sendo tão pequeno podem ter a certeza que não vão dar o tempo como mal empregue.

Tempo de Jogo: 3 Horas

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