Village of the Damned – A Aldeia dos Malditos [1960]

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Da patetice de The Blob viajamos até ao dobrar da década de 60 rumo ao território britânico para mais um filme curtinho e simples, mas este posicionado num patamar qualitativo bem diferente.

Arranco já a dizer que Village of the Damned é bastante bom e desafia brilhantemente as expectativas, pelo menos as minhas que eram certamente mais baixas. Aliás até estava à espera duma certa campyness que a premissa dá a entender, contudo ela raramente ou nunca aparece, Village of the Damned é relativamente sério e até dramático, conseguindo balancear-se em dilemas éticos e morais bem pertinentes.

Bem, mas então que premissa é essa que me fazia esperar algo bem mais tonto? Muito sucintamente uma pequena aldeia do interior britânico sofre um estranho ataque que faz desmaiar todos os seus habitantes por umas horas e engravida parte (ou todas? o filme não foi bem claro, é uma pequena aldeia) das mulheres. Meses mais tarde nascem os frutos desse estranho acontecimento, crianças sobre-dotadas, telepáticas e hipnotizadoras. Elas funcionam como uma só entidade e os seus objectivos não são claros, mas podem colocar em risco o futuro e liberdade dos terrestres.tumblr_mldkkrxiva1qiz3j8o1_500

A premissa ganha muito com o realismo do filme, os actores são bastante naturais (escola britânica é outra coisa) e quase todo o filme foi rodado em exteriores, numa aldeia rural real na Inglaterra. Tudo isto dá um ambiente muito porreiro ao filme e acaba por o afastar daquele look artificial de “filme antigo” tornando tudo muito mais realista e verosímil. As crianças com os seus olhos brilhantes são genuinamente perturbadoras e chega a um ponto, quando temos a noção da posição subserviente que eles colocam quem lhes opõe, que metem raiva. O final é incrivelmente corajoso e arrojado e uma marca clara de que foi feito fora dos parâmetros da censura de Hollywood.

Acho que, com 77 minutos, este é o filme mais curtinho da maratona. A sua curta duração acaba por lhe cortar um poucos os pés porque muita coisa passa a correr e não tem tempo para criar ligações mais fortes entre o espectador e as motivações de todos no filme, mas por outro lado não há aqui palha, todas as cenas são importantes e relevantes para a narrativa. Bom filme, a ver se um dia vejo o remake do Carpenter.

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