The Lobster – A Lagosta [2015]

mv5bndq1nde5nzq1nf5bml5banbnxkftztgwnza5otm2nte-_v1_uy1200_cr10806301200_al_

Inicio de ano, altura para descobrir coisas boas que os últimos 365 dias nos deram.

E acertei na mouche porque este The Lobster é das coisas mais fascinantes que vi nos últimos tempos. Honestamente nem me vou dar ao trabalho de tentar, sequer, apresentar a premissa porque é tão estúpida que tenho medo de vir a afastar alguns potenciais interessados… epah… fuck it. Aqui vai:

Num futuro distopico onde é proibido não estar numa relação, um grupo de solteiros, divorciados e viúvos decidem passar 45 dias num hotel para encontrar um parceiro. Caso não o façam dentro do tempo limite, são transformados num animal à sua escolha. Bham! Se isto não vos conquistar é porque têm o vosso sensor da curiosidade estragado.

Estou aqui no gozo, mas tenho a perfeita consciência de que é um filme fora do normal que não irá agradar à esmagadora maioria das pessoas. Até tremo em pensar no que seria ver este The Lobster ai num qualquer cinema dum centro comercial.tumblr_o05g8ll59c1tk2heto3_400

Mas a mim, The Lobster conquistou-me e de que maneira, e fê-lo mesmo sendo um filme de comédia. A minha relação com a comédia é muito complicada porque tenho muita dificuldade em achar piada e rir-me com a maioria do cinema de humor. Não percebo como as pessoas se conseguem rir com de boca cheia com as comédias genéricas que inundam o mercado, no entanto, felizmente o humor de The Lobster está num espectro completamente oposto do que normalmente vemos por aí. É um humor negro tão desconfortável e particular que parece feito mesmo à minha medida, adorei! Adorei de tal forma que o vi uma segunda vez no dia seguinte para mostrar à minha namorada que tem um sentido de humor idêntico.

Mas há mais para além do humor. E nem falo do óbvio comentário social que aponta o dedo à superficialidade e falacidade dos relacionamentos humanos e sociais. Um dos aspectos que mais gostei foi o ambiente distópico quase orwelliano, onde todos se comportam como autómatos, de tal forma que sentimentos genuínos saltam à vista como se fossem estranho. Tudo isto misturado num falso requinte europeu pseudo aristocrático.

Tão estranho. Tão bom. Acho que me apaixonei pelo filme.

Originalmente de 2015, estreou em Portugal em 2016.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: