Rogue One: A Star Wars Story – Uma História de Star Wars [2016]

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A promessa de um Star Wars por ano foi obviamente cumprida, foi para isto que a Disney abriu os cordões à bolsa, o primeiro spin-off/sequela/história/coiso já chegou e chama-se Rogue One.

E o que é Rogue One? Assim muito sucintamente é um spin off não numerado, que funciona como uma ponte entre os episódios 3 e 4, portanto, como podem imaginar, muito muito muito fan service e uma história que já todos sabemos como vai acabar! Ok, estou a ser mauzinho, Rogue One é mais que simples fan service, tem alguns aspectos positivos que de certa forma justificam a sua existência (excelente fotografia, boa acção no ultimo terço) mas não sejamos inocentes, todos sabemos qual o seu objectivo.

Mas pior que todo o fan service, é sem sombra de duvidas a sua história que roça a mais primitiva fan fiction que se pode imaginar. Honestamente, a história de Rogue One muitas vezes parece saída da mente dum miúdo de 15 anos fã de Star Wars, onde tenta meter no mesmo saco tudo o que conseguir. Death Star, Darth Vader, Tarkin, X-Wings, os bullies da cantina, AT-ATs… tudo. O resultado é uma já esperada salganhada, onde cenas desligadas não fluem (um reflexo dos reshoots?) e tudo parece forçado e encaixado à força.

Mas o que mete mais pena é fazer-me olhar para The Force Awakening do ano passado com muito melhores olhos, agora que vi o quão fundo a toca do coelho pode descer. Por tudo o que The Force Awakening falhou, pelo menos as suas personagens (novas e velhas) era genuinamente interessantes e divertidas, algo que Rogue One falha, infelizmente, com as suas personagens uni-dimensionais e pouco exploradas.

Mas quem lê isto deve achar que Rogue One é terrível e que não gostei. Claro que não, longe disso, não se esqueçam que sou um velho do restelo que só sabe falar mal. O ultimo terço é óptimo, as cenas de acção são muito competentes,o sentido de escala é clássico Gareth Edwards que tão bem o tinha mostrado em Godzilla e o final é duma coragem que George Lucas nunca conhecerá.

A cena é que… Star Wars era suposto ser um evento, um acontecimento especial e… o que senti ao ver Rogue One é o mesmo que sinto ao jogar os milhentos jogos Star Wars carregados de referencias e fan service. É bom divertimento e um saboroso aperitivo, mas não é a mesma coisa.

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