Ryse: Son of Rome [2013]

Há umas semanas comprei uma nova e decente gráfica, e como qualquer pessoa faz nessas alturas, instalei alguns jogos que pudessem puxar por ela.

Um jogo que estava perdido lá na minha biblioteca era este Ryse: Son of Rome, a mais recente tentativa da Crytek em fazer um jogo relevante, depois do já longínquo ano de 2007 que foi quando assombraram meio mundo com a saída do excelente Crysis, desde então, cada jogo lançado tem sido um flop de diferentes intensidades. Como gosto de História e estava a pensar em começar o 1 Pixel 6 Filmes, Ryse: Son of Rome pareceu-me uma boa escolha.

Oh my sweet summer chid, que erro crasso… Vou ser muito sincero e entrar já a pés juntos, mas Ryse: Son of Rome é mau, muito mau. Muito possivelmente o pior jogo chamado AAA que joguei, há já muito, muito tempo. Este é daqueles descarrilamentos tão espectaculares que não conseguimos desviar o olhar.

Apresentado na edição de 2010 da E3, Ryse: Son of Rome era suposto ser um jogo Kinect em primeira pessoa, no entanto, com a crescente irrelevância da guimick da Microsoft, os Turco-Germânicos da Crytek foram obrigados a mudar os planos e torna-lo num tradicional jogo de acção na terceira pessoa, porém, é facilmente visível que muita (demasiada) coisa se manteve durante a mudança de planos. Esta versão de Ryse é de tal forma linear, restritiva e repetitiva, que na prática continua a parecer um jogo Kinect, mas com controlos físicos. A sua jogabilidade restritiva nunca consegue sequer passar a ideia ao jogador duma falsa liberdade, já que os corredores são de tal forma limitativos e carregados de paredes invisíveis que quebra qualquer pretensão de imersão.

Nem sequer o combate, que visualmente é inspirado pelas mudanças de velocidade de 300, consegue retirá-lo do fundo do poço, e não consegue porque é do mais simples e básico que podem imaginar. Dois tipos de ataque, um block e um roll. Ponto. O resto é esmagar os mesmíssimos 4 botões numa chuva de QTE mascarados de inimigos coloridos, enquanto entrava naquele transe de completo aborrecimento por estar sempre a fazer as mesmas coisas todo o jogo.

Há tempos coloquei-o no meu artigo do Jogar a História sobre Roma e… de certa forma custa-me um pouco mantê-lo por lá, mas a realidade é que em termos de apresentação e fidelidade gráfica isto é certamente o mais próximo que poderemos estar dentro do período. Única e exclusivamente em termos visuais, isto porque em termos técnicos é bem acima da média, especialmente naqueles pequenos detalhes como o abanar das banhas e mamas que acho que é do melhor que alguma vez vi.

Sim, porque se quiserem ensinar a História de Roma a alguém, Ryse não é certamente o mais indicado, a forma como massacra a História é de loucos, com aberrações como invasões bárbaras lideradas por Boudica em pleno centro da cidade de Roma durante o reinado de Nero, que é aqui retratado como um obeso na terceira idade (quando ele morreu com 35 anos) pai de Commodus (que só viria a nascer dois séculos mais tarde) que acaba o jogo a lutar contra o protagonista no Coliseu, que só viria a ser construído meio século mais tarde. E depois há aquelas pequenas coisas que irritam tipo a caracterização superficial e estereotipada dos bárbaros como tribos “uga-buga” e o suculento felácio que o jogo faz à maquina militar romana. Segundo a Crytek, isto é suposto ser uma… realidade paralela ou algo do género. Claro, tretas.

Resumindo, concluindo e baralhando. Não joguem isto e não incentivem a Crytek a gastar recursos em lixo deste. Se estiverem à rasquinha para jogar cenas com temática romana encontrarão AQUI outras boas alternativas.

Positivo:
+ Gráficos e tecnologia.

Negativo:
– Combate repetitivo.
– Linear e restritivo.
– Atropelos históricos

Tempo de Jogo: 7 Horas

 

Sai do templ… do Pixelhunt com:

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