King Kong [1933]

Damos inicio a mais uma edição da Maratona sci-fi com um clássico que… não é sci-fi?

Na verdade é um pouco difícil classificar King Kong porque consegue ser várias coisas ao mesmo tempo. Sim, é um filme de aventura, os heróis partem numa viagem a uma ilha misteriosa onde encontram seres perdidos no tempo. Sim, é um filme de terror, esses seres doutro tempo são terríveis e assustadores, lembrando-nos de quão pequenos somos. E sim, também é um filme de ficção cientifica, e é porque toca em várias temáticas típicas do género, um pouco na ideia do homem querer fazer o papel de Deus (ou de controlar a natureza) mas essencialmente na ideia de contacto com algo desconhecido e desaparecido. Substituam Kong por extraterrestres e tem ai o vosso típico filme sci-fi.

E se calhar é essa multifacetude que ajuda a explicar a razão porque Kong entrou tão facilmente dentro do imaginário popular, ele é ainda uma das personagens mais reconhecidas globalmente e o filme um dos mais adorados, respeitados e influentes da história.

Hoje em dia é difícil ter a noção do impacto que teve em 1933, e não falo só dos maravilhosos efeitos visuais de Willis O’Brien mas também de toda a grandiosidade e efeito espectáculo que os blockbusters do futuro iriam abraçar. É difícil explicar, mas mesmo vendo-o hoje em dia, como fiz, e já o tendo visto diversas vezes, como o fiz, ainda há aquela sensação estranha de espanto e admiração quando Kong primeiro aparece em cena, nem quero imaginar (quer dizer, até quero) como era com o pessoal em 1933, exactamente no pico da grande depressão.

Com isto não quero dizer que King Kong envelheceu graciosamente. Os seus efeitos stop motion e a combinação de diversas técnicas é espantosa, mas como é óbvio, e sendo um produto do seu tempo, vê-se a sua idade. Filmes contemporâneos como os monstros da Universal, a meu ver, envelheceram bem melhor. De qualquer das formas, nada disso invalida o facto de King Kong ainda tem um fantástico ritmo e uma excelente ideia que simplesmente funciona, caso contrário não teríamos diversos remakes e inspirações ao longo das décadas.

Quem ainda não o viu, não tem desculpas, têm o filme completo aqui em baixo. Vá lá, tentem se meter nos pés dum qualquer espectador dos anos 30 quando ia ao cinema para se esquecer da miséria do dia-a-dia e entrar num mundo de fantasia, porque King Kong é mesmo isso, uma janela para um mundo fantástico.

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