Shin Gojira [2016]

 

Para ser muito honesto acho que isto não estreou por cá, pelo menos ainda não, mas curto bastaste do rei dos monstros portanto decidi ver Shin Gojira e claro, compara-lo com a versão norte americana de 2014 que muito gostei.

Godzilla é uma autêntica instituição no Japão com quase 30 filmes e mais de meio século de existência, a produtora Toho tem o hábito de lançar filmes às fornadas de cada vez, resta ver se este novo filme será também ele o primeiro duma nova série de filmes, ou apenas um isolado (que duvido) no entanto o mais interessante para a Toho é que pela primeira vez se vêm perante uma versão estrangeira que é tão boa ou melhor que a sua, o que é novo.

Os filmes da Toho sempre se caracterizaram, salvo algumas excepções, por um tom leve quase roçando a comédia que tornaram todo este sub-género num movimento de culto que está agora a regressar à ribalta fora do Japão. São os filmes kaiju que tiveram um primeiro ressurgimento com Pacific Rim e agora até tem direito a universo cinemático com Godzilla, Kong e companhia.

Bom, mas então e este Shin Gojira? Como é? Devo dizer que até é porreiro e mistura bastante bem o lado menos sério que a série se caracteriza (veja-se a primeira forma do Godzilla este filme, com os seus olhos esbugalhados) e aquela formalidade forçada enquanto os protagonistas tentam arranjar soluções para parar o monstro. Neste filme a balança pende fortemente para o lado dos humanos, na medida em que o Godzila a sério apenas surge em duas grandes sequências, de resto pouco se vê, felizmente os protagonistas humanos são decentes o suficiente para não adormecer, algo que a versão americana de 2014 teve algumas dificuldades.

Mas quando Godzilla surge em cena, ele rouba a atenção por completo e é uma delicia vê-lo em acção. Neste filme ele é uma mistura entre “homem num fato” e CGI, portanto não esperem o mesmo nível de realismo da sua versão americana, mas para ser sincero também não queria. Os filmes da Toho são icónicos por si só e acho que ficaria mal um monstro super realista, o resultado final é uma boa mistura e quando ele começa a disparar o seu bafo atómico, aplaudi mentalmente.

Recomendo para quem gosta dos clássicos filmes de kaijus, este é um bom reboot, vamos a ver se irão haver sequelas, quase de certeza que sim, tendo em conta o final. Pois bem, estamos a um filme do final da maratona, resta falar do recente Alien: Covenent, ou hoje ou amanhã, stay tuned!

 

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