Alien: Covenant [2017]

Amigos, terminamos mais uma maratona dedicada à ficção cientifica com o filme mais recente da lista! Tão recente que tem apenas um par de semanas de vida, falo-vos, é claro, de Prometheus 2, ou Alien 5, ou Alien 0,5… pronto é o Alien: Cocóvenat… Covenant.

É mais que sabido que Prometheus foi uma tremenda desilusão para mim, farto-me de o dizer, e foi uma das maiores lições que tive em relação a deixar-me levar pelo hype das coisas, nunca mais me deixarei levar pelas expectativas da mesmo forma, portanto tudo, desde a revelação de que um novo Alien estava a ser produzido, os primeiros trailers, promoção e afim passou-me completamente ao lado, não tinha quaisquer expectativas para o filme e foi assim que o fui ver.

E ainda bem que assim o fiz, porque Alien: Covenant é mais um produto completamente desinspirado como o seu predecessor. Não sei se vocês conhecem o ciclo Sonic mas assim muito sucintamente é o ciclo vicioso que os fãs do ouriço azul passam a cada jogo lançado, desde a expectativa inicial até à realização de que o produto final é uma merda e que a marca nunca mais atingirá os píncaros dos velhos tempo. E é por isso que já o digo a algum tempo, a série Alien é o Sonic do cinema… gotta go fast!

Bom, mas então onde é que Alien: Covenant falha? Surpreendentemente, ou não, nos mesmo pontos onde Prometheus se espalhou. Protagonistas burros, um ritmo inconstante, um ultimo acto sem qualquer cuidado feito a correr, uma história reciclada e, claro, o mais grave de tudo, uma história desnecessária que ninguém quer saber. Ninguém quer saber as origens dos aliens, quem são os engenheiros, de onde tudo veio. Nem tudo precisa de explicação, o chamado horror cósmico de que o primeiro filme é um excelente exemplo, é desconfortável porque revela o quão insignificantes somos no universo, mostra os terrores desconhecidos que pairam na vastidão do desconhecido, um desconhecido que o ser humano nem sequer tem capacidade de quantificar ou sequer imaginar. A tripulação da Nostromo teve a infelicidade de ter tropeçado num desses terrores desconhecidos, por mero acidente. É como estarem perdidos no meio do vasto oceano e não conseguirem ver o fundo do mar, o mais assustador é o que a nossa mente imagina estar debaixo de tal imensidão.

Ninguém quer ver e saber que tudo é uma criação dum robot humano…. perde todo o desconforto e qualquer réstia de terror que ainda lá estivesse. A necessidade de explicar TUDO o que acontece num filme é dos piores cancros que a industria cinematográfica comercial vive hoje em dia, desde o mais simples show dont tell na construção de cenas individuais, até este ponto, onde histórias, filmes e trilogia são assentes.

E depois há a esquizofrenia de Ridley Scott no tom que o filme deveria adoptar. O mesmo estilo de Prometheus? Voltar ao estilo de Alien? Como em tudo o que tenta agradar a Gregos e Troianos o resultado não é carne nem peixe, mas uma amalgama, uma papa estranha de cheiro duvidoso. Os dois estilos mesclam-se de forma pouco graciosa e o filme não chega a decidir que opção tomar e nunca ganha uma identidade própria. É uma coisa feita e pensada por estúdios para vos sacar dinheiro.

E pronto, nem direi que é mais uma desilusão porque muito honestamente não fui vê-lo a pensar que iria ser bom, fui com aquela curiosidade de ver o quão fundo as coisas poderiam descer. Infelizmente acho que ainda não bateu lá bem em baixo xD

Comments
2 Responses to “Alien: Covenant [2017]”
  1. Álvaro diz:

    “A necessidade de explicar TUDO o que acontece num filme é dos piores cancros que a industria cinematográfica comercial vive hoje em dia, desde o mais simples show dont tell na construção de cenas individuais, até este ponto, onde histórias, filmes e trilogia são assentes.”

    Claramente se está a perder essa parte desde o momento que a internet se dedica a dissecar cada frame de cada filme e a criticar porque não é “real”. É cinema e é ficção, há que apreciar quando é bom. Impressiona-me como, por exemplo, se perde tempo a criticar o Walking Dead porque os personagens têm a barba feita.

    Ou é bom ou é mau. A culpa não deveria ser do barbeiro.

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