The Masque of the Red Death – A Máscara da Morte Vermelha [1964]

Na ultima edição do Motelx tive o privilégio de conhecer o Roger Corman e durante a masterclass falou-se do seu período de adaptações de obras do Edgar Allan Poe, dando destaque a este The Masque of the Red Death com o mítico Vincent Price. Fiquei curiosíssimo, portanto foi um dos escolhidos para a maratona.

Devo dizer que gostei do que vi e foi bem diferente do que estava à espera. Fui naquela de ver o típico terror neo-gótico da altura, bem ao estilo de La Maschera del Demonio ou o primeiro conto de I Tre Volti della Paura mas curiosamente The Masque of the Red Death consegue caminhar em terrenos bem mais artísticos quase parecendo uma versão de Det sjunde inseglet (O Sétimo Selo) dos pobres, onde não faltam questões filosóficas sobre a inevitabilidade morte e até algumas cenas que quase tocam o surreal.

The Masque of the Red Death vem bem na onda dos filmes que começaram a apostar no uso da cor no terror, especialmente depois do sucesso da Hammer e aqui a luxuosa fotografia carregada de cores berrantes empresta ao filme uma atmosfera quase etérea e “fora desta realidade”, acho que nunca funcionaria a preto e branco, desde logo por causa da premissa da narrativa onde num qualquer reino medieval (pelos nomes assumo que é na Itália) uma peste, a morte vermelha, começa a assolar os seus habitantes tornando as suas vitimas rubras após suarem ostensivamente sangue. O jogo de cores é essencial ao filme e o corredor de diferentes salas, cada uma pintada com uma cor distinta é um dos exemplos porque o uso da cor é tão importante para o filme.

Vincent Price é o vilão de serviço e que vilão! Provavelmente um dos melhores papéis que já o vi fazer, sinistro, macabro mas muito charmoso na sua maldade e com muita, muita teatralidade. Como disse, em termos temáticos The Masque of the Red Death toca em alguns aspectos filosóficos bem interessantes, especialmente no papel da mortalidade fé e religião, mas nota-se o baixo orçamento e as limitações que o Roger Corman teve, o que acabou certamente, por limitar a sua visão e as ambições que teria.

Para o próximo filme da maratona viajaremos quase 20 anos no futuro rumo ao frio antárctico do maravilhoso The Thing.

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