Banished [2014]

Falei ao de leve sobre Banished to mais recente episódio do Jogar a História referente à Alta Idade Média. Não sou muito de me repetir por isso, basicamente, aqui vai o que disse sobre o city builder medieval:

Uma das maiores ideias erradas que as pessoas têm da idade media, que sejamos sinceros foi moldada por uma visão romântica ao longo dos séculos, é a vida das pessoas comuns que era… bom, horrível. A imagem romântica e idílica moldada nos séculos seguintes veio tapar um pouco a dificuldade que era sobreviver naquele tempo e consequentemente não é tarefa fácil encontrar jogos que retratem isso mesmo. Temos, no entanto, Banished que, nesse aspecto, é uma tremenda lufada de ar fresco.

O grande ponto de interesse de Banished e que o torna tão único em relação a tantos outros city builders históricos é a vertente de sobrevivência que o elevam de um simples jogo de estratégia para algo realmente único. Uma aldeia medieval era na sua essencial uma família que se via obrigada a viver em comunidade para sobreviver à fome, ao frio e doenças. Banished emula precisamente isso, cada aldeão é uma peça fulcral na comunidade e simples tarefas como plantar uma colheita a tempo do inverno ou manter animais da quinta vivos para cultura podem significar a morte de pessoas e famílias inteiras.

E realmente é mesmo esse o grande ponto de interesse de Banished, essa vertente de survival que obriga o jogador a pensar, gerir e racionalizar a sua aldeia no verão para sobreviver no inverno, porque a realidade medieval era mesmo essa, sobrevivência. E a realidade é que não há muitos jogos que se enquadrem neste prisma , o que por si só já eleva Banished para um patamar interessante, especialmente se também foram adeptos de História como eu.

Não joguei tanto como gostaria (falta de tempo e tal) mas pelas parcas horas que passei à volta de Banished deu para ver alguns pontos menos bons que de certa forma tiraram-me a vontade de despender centenas de horas, desde logo o limitadíssimo numero de diferentes edifícios disponíveis, mesmo em late game, o que acaba por limitar e bastante o que fazer com a nossa aldeia. É claro que há muitos mods e eles aumentam consideravelmente o numero de edifícios e o que é possível fazer, mas de raiz, Banished é bastante limitado. Outra restrição (limitações essas que, é claro, devem-se ao baixo orçamento e a uma equipa muito reduzida) centra-se nos mapas à base de quadrados que tornam a colocação e embelezamento da aldeia um quebra cabeças, porque basta um pequeno desnível para não permitir a colocação dum objecto, não havendo possibilidade de modelar o terreno (sem mods).

Perdoem-me o texto escrito a correr, mas tenho mesmo muito pouco tempo. Fica o essencial, bom jogo, ambicioso mas refreado pelas limitações inerentes ao baixo orçamento disponível num projecto independente como este.

Positivo:
+ Setting histórico
+ Vertente survival

Negativo:
– Limitações geográficas
– Poucos edifícios disponíveis.

Tempo de Jogo: 12 horas.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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