Resident Evil 7: Biohazard [2017]

O nome Resident Evil era uma das maiores instituições durante os anos 90, mas com o passar dos tempos, o nome foi sendo arrastado pela lama com jogos que descaracterizaram a sua essência, spin offs e até os filmes miseráveis do Paul W. Anderson.

Depois do fracasso que foi Resident Evil 6 a série parecia vir a seguir o destino do seu rival Silent Hill e ficar esquecido dentro duma reles vala comum onde os jogos são deixados para morrer, mas começaram a surgir sinais de mudança. Os dois Resident Evil: Revelations (que nome genérico) foram bem recebidos e guiaram a série de volta ao survival horror que o original ajudou a criar. A tech demo do novo Silent Hill, P.T. (entretanto cancelado) e o relativo sucesso que o VR está a ter, ajudaram a montar a ideia central deste novo Resident Evil que, como dá para entender, quebra as regras da série ao alterar o ponto de vista para a primeira pessoa, usando o VR (opcional, é claro)  como uma gimmick e chamariz publicitário.

Vou ser honesto ao afirmar que não me convenceu quando vi os primeiros previews, não se assemelhava a um Resident Evil e parecia desesperadamente agarrar-se às novas modas para se tentar manter relevante e, sejamos realistas, o subgénero dos jogos de terror na primeira pessoa já está sobrepovoado, depois do inicial sucesso inicial de Penumbra, Amnesia: The Dark Descent e Slender.

Devo dizer que me enganei por completo e fui levando chapadas de luva branca à medida que ia jogando. Este novo Resident Evil é precisamente o que eu não esperava que viesse a ser. Um verdadeiro survival horror que usa brilhantemente o design típico da série, com os seus mapas labirinticos que requerem exploração para desbloquear zonas inacessíveis e a utilização inteligente e racionalizada dos parcos recursos que vamos encontrando. A série pós-Resident Evil 4 sempre se centrou em acção cada vez mais explosiva com toneladas de combate, mas, para quem é adepto da toada muito mais pausada do original, podem ficar descansados que também nesta área, o jogo é um regresso às origens.

Infelizmente o jogo tem dificuldades em manter esta toada positiva, especialmente no ultimo terço quando a qualidade do level design, a exposição narrativa e a ausência de variedade de inimigos salta mais à vista e impede o jogo de realmente brilhar a fundo. As ultimas horas foram passadas um pouco já em desespero e cansaço. De qualquer das formas, isso não impede Resident Evil 7 de ser um bom jogo e uma tremenda surpresa, mas, acima de tudo, um regresso às origens, mas um regresso assente em inovações, abraçando a frescura da novidade e não apenas na nostalgia como tantos reboots/reimaginações preferem fazer hoje em dia.

Positivo:
+ Survival horror.
+ Level design.
+ Visuais.

Negativo:
– Pouca variedade de inimigos
– História cliché.
– Ultimo terço.

Tempo de Jogo: 13 horas.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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