What Remains of Edith Finch [2017]

Já revelei o meu a apreço pelo chamados “walking simulators” por demasiadas vezes, portanto vou-me refrear em fazê-lo de novo neste texto e tentar ser breve.

Há alguns anos comprei um bundle para a PS3 por causa do Journey que vinha incluído um jogo chamado The Unfinished Swan que, acertaram, nunca cheguei a jogar. Qual a sua relevância então? Pois bem, a mesma equipa de The Unfinished Swan lançou o seu 2º jogo intitulado de What Remains of Edith Finch. E o que é What Remains of Edith Finch perguntam vocês? Um suculento walking simulator que despertou a atenção da critica no inicio do ano e, claro, a minha também.

What Remains of Edith Finch centra-se na história da família Finch que, diz-se, está amaldiçoada e todos os seus elementos morrem duma forma trágica e insólita. Todos, excepto apenas um filho por geração, quase que troçado pelo destino em manter a família viva por mais uma geração. O grande ponto de interesse do jogo é a casa onde os elementos da família viveram ao longo das gerações e cuja forma pouco natural reflecte a própria tragédia familiar, já que, a cada morte, o quarto desse elemento era selado e novas divisões iam sendo construídas e acrescentadas à casa, como que se duma árvore se tratasse.

O jogador é Edith Finch, a ultima descendente da família que decide enfrentar as memórias dos Finch explorando a referida casa. Cada quarto é uma janela viva para cada um dos elementos da família, mas também para a própria historia dos Finch. É fantástico explorar e montar, como que se um puzzle se tratasse, as pequenas histórias e formar toda uma narrativa geral dos Finch.

Em termos de gameplay, é que se pode esperar dum jogo destes, ou seja, pouco para além da exploração. No entanto, há algumas sequências, centradas em flashbacks de cada um dos elementos, que são muito originais e criativos o que acaba por eleva-lo um pouco de outros pesos pesados do género como Gone Home ou The Vanishing of Ethan Carter. A sequência centrada no irmão de Edith, Lewis é particularmente memorável e uma das melhores sequência do ano.

Pode não ser pioneiro ou tão relevante e importante como Dear Esther (que criou todo um sub-género) ou Virginia (que procura inovar esse mesmo sub-género) mas acho que é o meu walking simulator favorito depois de Dear Esther. Para fãs do género, como eu, What Remains of Edith Finch é obrigatório, quem não gosta, então não vos vai fazer mudar de opinião.

Positivo:
+ Lindíssimos visuais.
+ Atmosfera.
+ Historia.

Negativo:
– O final um pouco abrupto demais, talvez.

Tempo de Jogo: 3 Horas

Sai do templ… do PixelHunt com:

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