Blair Witch – O Bosque de Blair Witch [2016]

 

Sou um defensor do Blair Witch Project, mesmo com os seus óbvios defeitos e mesmo tendo em conta a forma o legado que deixou com toneladas de horríveis filmes “shaky cam” que tentaram aproveitar o seu sucesso.

Foi um dos filmes de terror mais importantes da década de 90 na medida em que precedeu e abriu as portas para muitas ideias e processos que viriam a ganhar notoriedade com o advento da internet, especialmente com o seu marketing viral, low budget e realismo. Houve para ai uma sequela que nem me dei ao trabalho de ver e uns videojogos interessantes, mas 16 anos depois alguém achou que o nome Blair Witch ainda era relevante e aí está mais uma sequela, intitulada de, preparem-se, Blair Witch. Uau!

Fui com as expectativas bem baixas porque, sejamos sinceros, nada aqui é apelativo o suficiente, e devo dizer que essas mesmas expectativas foram correctamente posicionadas porque Blair Witch é tão desinspirado que nem sequer chega a ser uma desilusão. Esta sequela pega em tudo o que o original fez bem, realismo, subtileza, incerteza e a ambiguidade do que se estava a passar e, à boa maneira do Spinal Tap, elevou até a 11, substituindo tudo isso com exagero sobrenatural in your face, imediatismo, e um choque sem qualquer cuidado. Aqui não há espaço para questões ou duvidas, aqui há cenas a levitar, poderes sobrenaturais e árvores assassinas. Nojo.

Pah, a evitar se for possível.

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