Avengers: Infinity War – Vingadores: Guerra do Infinito [2018]


O mais recente juggernaut da Disney rebentou e já anda ai a facturar mais que o PIB de pequenos países do pacifico. O novo Avengers, intitulado de Infinity War sucede a dezenas de outros filmes da Marvel, mas mais especificamente aos dois primeiros Avengers que, muito honestamente, foram bem fraquinhos, especialmente o lixo do Age of Voltron. O Captain America: Civil War que, sejamos sinceros, é um Avengers em tudo menos nome, foi um pequeno upgrade mas mesmo assim passou-me ao lado. Então, porque raio fui eu ver mais um Avengers? Porque calhou, olha sei lá.

E sabem que mais? Gostei! Bastante até! Fiquei impressionado como o tempo passou tão rapidamente e de forma tão divertida. As 2h30 passaram duma forma tão suave que nem parecia que estava a perder tempo a ver mais super heróis mascarados à porrada, e isso acaba por ser um testamento ao excelente argumento de Infinity War. Deve ser uma enorme dor de cabeça comprimir dezenas de personagens que precisam do seu tempo de antena em tão pouco tempo, sem nunca parecer forçado, mas foi precisamente isso que este novo filme conseguiu fazer ao agrupar essas mesmas personagens em meia dúzia de grupos e arcos narrativos paralelos que no final, acabam por se cruzar e juntar duma forma mais graciosa do que alguma vez esperaria. Dou o meu braço a torcer porque o que conseguiram fazer merece o meu aplauso.

Cada um dos actores está tão à vontade nas suas respectivas personagens que tudo sai de forma tremendamente natural e com uma boa dinâmica, partindo do principio de que todos os espectadores conhecem as suas histórias e personalidades de trás para a frente, e de certa forma isso acaba por ajudar o próprio argumento porque nunca sentimos que o filme tem a necessidade de recorrer à exposição narrativa barata. Mas o ponto alto é mesmo Thanos, num universo cinemático quase sem vilões memoráveis, Thanos conseguiu a proeza de, não só ganhar o seu espaço no meio de tanto protagonista e fan service, mas ir além disso e roubar quase todas as cenas em que entra. Fiquei genuinamente surpreendido e é mais uma prova de que dá para fazer vilões interessantes neste tipo de filmes.

O final (sem spoilers) é tudo o que a Marvel nunca nos habituou, corre riscos, e estilhaça expectativas com decisões arrojadas, mas, como é óbvio, todos sabemos que tudo irá ser revertido no próximo filme não fosse isto da Disney o que acaba por estragar um pouco o impacto emocional da coisa.

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