Mad Max [2015]

Posso dizer que gosto, assim tipo… bastante, dos filmes do Mad Max, são do melhor que já foi feito em cinema de pura acção e uma inqualificável inspiração e referência para todo um sub-género popular e artístico que é a ficção cientifica pós-apocalíptica. Muitos filmes e ainda mais jogos copiaram o look, ambiente e atmosfera dos filmes do George Miller, é no entanto curioso que nunca houve um jogo do Mad Max que tenha explorado realmente todo o potencial do setting.

Foi preciso esperar até 2015 para que alguém se chegasse à frente, obviamente impulsionados pela estreia do magistral Fury Road, e como quase todos os jogos licenciados este Mad Max é uma valente desilusão, né?

Nem por isso. Quer dizer, na verdade, não, não é. Mad Max é um jogo acima da média que acaba por surpreender, tendo em conta a história negra que estas adaptações normalmente resultam. Não é, no entanto, menos verdade que  este é um jogo de extremos que varia, sem grande sentido, entre extremos opostos da balança qualitativa. Se o mundo que a Avalanche Studios construiu é impecável e um portento visual e de exploração, o mesmo não se aplica ao design das missões, que são extremamente repetitivas, e da história que, embora termine em alta, demora horas e horas para entrar em territórios dignos de interesses. A certo ponto andava feito zombie a entregar recados sem saber bem sequer o porquê, mas, como já referi, o ultimo terço é bastante forte e acaba por redimir o lado narrativo de Mad Max.

Em termos de gameplay imaginem uma mistura entre Just Cause (dos mesmo developers) e o combate da série Batman da Rocksteady, o resultado é misto e dá para “desenrascar” mas nunca brilha realmente nem é profundo o suficiente para elevar a experiência. O combate entre carros é divertido q.b. mas a meu ver um pouco subaproveitado, na medida em que sinto que havia muitas mecânicas que nem sequer as explorei a fundo porque o jogo é acessível o suficiente para nem sequer precisar que as utilizemos devidamente.

Felizmente a wasteland é realmente um portento visual (usem e abusem do photo mode, que é magnifico) e perfeito para que, como eu, adora fazer turismo virtual. Há uma série de locais de interesse para explorar e recolher matéria prima (usada para melhorar o carro do Max) que estão bem distribuídos pelo enorme mapa, mas rapidamente se torna um pouco repetitivo explorar sempre o mesmo tipo de locais copy past bem ao estilo da Ubisoft.

Mas de forma geral, gostei de Mad Max, acho que acaba por fazer jus aos filmes e em termos de adaptações de cinema (se bem que acaba por não partilhar muito dos filmes) não encontrarão coisas muito melhores

Positivo:
+ Visuais.
+ Look e ambiente.

Negativo:
– Dois primeiros terços da história.
– Repetitivo.

Tempo de Jogo: 21 horas.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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